2018 – os aprendizados de Yvy Porã

Yvy Porã, teve um ano intenso com a vila se consolidando, se em 2017 foi o ano de formalizarmos a estrutura com novos integrantes, 2018 foi o ano de concretizar ao vivo e a cores o projeto. Começamos ano com duas famílias morando na Casa mãe e iniciando as obras dos seus respectivos espaços privativos.

Estar no espaço coletivo implica em solucionar problemas concretos, no coletivo, com tempos e visões de cada um. E trabalhar ombro a ombro vale mais do que anos de reuniões para debater ideias. Então, a convivência diária, com tarefas concretas de limpar a casa, rachar lenha, manejar a água, etc foram grandes ferramentas. E eleger investimentos, como a construção da cisterna para água de chuva da casa Mãe, congregou o grupo.

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2018 – aprendizados de Waikayu

O que aprendemos em 2018- Parte 2

Seguindo nossa reflexão sobre o que  vivemos e aprendemos neste ano, hoje falaremos do nosso projeto na serra catarinense.

Waikayu Raízes é um projeto de permanência, de 3 sítios vizinhos Raízes, Waikayu e Terra dos Ursos. A proposta deste grupo de famílias é a produção de alimentos sadios e limpos nos sistemas agrosilvopastoris, incluindo frutíferas, madeira, pastagens perenes, criação de pequenos, médios e grandes animais, laticínios, suco de uva e doces.

Em 2018 seguimos a rotina do plantio de um hectare de bracatingas e araucárias por ano, sendo 6000 bracatingas e 500 araucárias em consórcio por hectare. Como o primeiro talhão de árvores já tinha dois anos de crescimento, fizemos a poda de condução e a medição das plantas.

Mas podemos dizer que 2018 foi o ano em que perdemos os medos de termos animais.Todo permacultor, que tem origem urbana, tem bastante receio de introduzir animais, talvez pela ciência da nossa ignorância no trato de bichos. Em geral optamos por pequenos animais, como galinhas e peixes, e ousando pouco no restante. Sempre observamos nos PDCs que ministramos para agricultores, não existe um design sem porcos, galinhas, abelhas, peixes, patos, minhocas e vacas. Já nos cursos com público urbano, aparecem abelhas, minhocas, galinhas e peixes , quando muito uma cabra… Bem, 2018 foi o ano de experimentarmos, para além dos animais do Pedro Marcos e Eluza, do sítio Raízes, trazermos animais para nossos cuidados.

Neste caminhar Lola, Fernando e Thomas, da Terra dos Ursos, depois de um primeiro “laboratórios” com 4 galinhas, retomaram e aumentaram o projeto com elas, para ter ovos sempre fresquinhos. Hoje são 10 galinhas e 9 franguinhas que cumprem as funções de dar ovos, capinar, produzir esterco para canteiros e frutíferas, e limpar a borda da casa de aranhas, escorpiões e pequenos animais.  Também tiveram, no segundo ano do cultivo,   a primeira colheita das amoras, que até aqui deram 25kg e seguem frutificando. Além disso começamos o aprendizado de cultivo de cogumelos, com substrato de bananeiras.

Os primeiro talhões de árvores madeireira, sejam os eucaliptos plantados em 2014, e as bracatingas de 2016 já poderiam receber animais de médio porte para pastarem ali.

Avaliamos com Pedro, se seria o caso de soltarmos bezerros desmamados. Estes animais teriam que ficar apenas umas 3 horas por dia, para apenas pastar e sair, e isso exigiria um manejo trabalhoso. Decidimos então optar por um bicho menor  e assim introduzimos as ovelhas.

Para não errar, trouxemos uma adulta, prenha, que deve criar em um mês, e um macho, filhote, de outra origem, que será o reprodutor.

Fizemos a instalação mínima: um piquete com cerca elétrica, um telhado para acolher os bichos  no frio, no calor e longe da unidade, aǵua e um belo pasto.

Logo notamos que o piquete de uns 5000m² era pasto demais, para ovelhas de menos. Assim separamos o primeiro piquete em três, ainda menores, que estamos rotacionando a cada 15 dias. Ainda assim, sobra pasto! Mas logo teremos novos habitantes…

Para completar, foi o ano onde voltamos a acolher um curso por estas bandas, numa parceria de todos- Raízes, Terra dos Ursos e Waikayu. A experiência foi tão boa, que decidimos que em 2019 daremos também um PDC aqui na serra. Um bom ano se aproxima, buscando soluções à crise? A Permacultura segue sendo uma grande ferramenta.

 

2018 -ano de muito aprendizado – Parte 1

 

Pedimos desculpas à todos que seguem o blog, pois sabemos que ultimamente falhamos demais em publicar artigos. Na verdade, a vida anda nos presenteando com tantas coisas, projetos, etc, que acabamos falhando no quesito divulgação.

2018 foi um ano de coisas boas e importantes acontecendo. Nos nosso dois projetos, Yvy Porã com sua característica de acolhimento e transição de famílias que desejam viver no campo, e em Waikayu com sua proposta de produção, incluindo todas áreas de um design em Permacultura muitos aprendizados e realizações. E, englobando todos os projetos, vem a nossa atuação na formação e divulgação da Permacultura.

Para “colocar a conversa em dia”, iniciamos hoje uma sequência de 3 postagens sobre o ano que passou. A primeira dela terá o enfoque mais geral da divulgação da permacultura, cursos e ações em que participamos. A segunda falará sobre o projeto Waikayu e finalmente a terceira sobre Yvy Porã.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, nuvem, céu, planta, atividades ao ar livre e natureza

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Formação de Instrutores 2018

A permacultura é uma ferramenta importante, que aparece na década de 70, quando Bill Mollison e David Holmgren fazem uma grande síntese de ecologia prática, propondo a criação de sistemas humanos sustentáveis. Até hoje, os passos e a metodologia proposta seguem sendo um caminho de desenhar e projetar sustentabilidade. Mollison propôs uma ferramenta básica para iniciar a formação de um permacultor, num curso chamado Permaculture Design Course – PDC. Este curso tem um currículo proposto num documento chamado Syllabus, publicado pela primeira vez em 1983.

Há anos, a discussão sobre o rigor e qualidade dos PDCs permeia a discussão dos permacultores, e neste ano de 2018, foi publicado um documento importante , assinado pelos pioneiros da permacultura no Brasil, com parâmetros importantes para cursos PDCs no Brasil. Este documento não busca uma reserva de mercado, apenas dar orientações para quem busca este curso sobre o que deve procurar e esperar deles, pontuando também o que não faz parte desta formação.

Entendemos que o Brasil é enorme e merece muitos bons instrutores de cursos de permacultura no modelo proposto por Mollison no PDC. E um bom instrutor é , sem dúvida, um bom permacultor, com alguns anos de prática e muito estudo. Existem permacultores espalhados, trabalhando nos interiores do país, com comunidades locais, muitos envolvidos em projetos sociais, outros se dedicando à espaços familiares, outros dentro das urbes, atuando em periferias,  etc. Como instrumentalizar estas pessoas neste caminhar?

Na foto acima o grupo de permacultores na formação para instrutores em Cerrito- 2018. Esta sempre foi uma preocupação nossa, e há tempos, a cada dois ou três anos,  nos dedicamos a uma formação específica para estes permacultores, num curso onde o foco é como ensinar permacultura , tanto na parte de instrumentos pedagógicos, como um aprofundamento e estudo do Syllabus de Bill Mollison. Este é o curso “PDC, medos, instrumentos e desafios”, que busca respaldar e dar ferramentas para instrutores de curso PDC. O grupo que se forma é composto exclusivamente por permacultores convidados, por nós, ou permacultores sérios e conhecidos que devem estar dentro dos critérios estabelecidos:  ter feito um PDC reconhecido ( com currículo do Syllabus), ter pelo menos dois anos de trabalho e prática em permacultura. Na foto abaixo Pedro Marcos explicando os cultivos de verão e inverno ao grupo.

O curso propõe 20 horas on line, na modalidade EAD, com atividades e fóruns, e depois mais 80 horas presenciais, onde o estudo e as discussões sobre os conceitos fundamentais de cada bloco do Syllabus vão ampliando a visão do curso PDC. O grupo de instrutores organiza , planeja, e desenvolve os trabalhos coordenados por Suzana e Jorge, e contando com a participação de Gardel Silveira e Pedro Marcos Ortiz. Na foto abaixo aula de aquicultura do Gardel.

A realização da parte presencial do curso é em Cerrito, onde temos, na parceria entre os sítios Raízes e Waikayu, dos permacultores Eluza e Pedro Marcos Ortiz, Suzana Maringoni e Jorge Timmermann,  a prática de permacultura, numa área de 60 hectares, com todas as zonas propostas num design acontecendo há 20 anos: desde a zona 1, com suas construções, passando por manejo de pequenos e grandes animais, pomares em escala, e implementação de exploração de madeira e pastoreio arbóreo.

Na foto abaixo a turma de instrutores formada em Cerrito, gente fazendo permacultura em MS, SP, RJ, RS, SC e CE:  em pé da esquerda para a direita Suzana, Adriana , Andressa, Waldomiro, Mateus, Wilson, Robson, Jorge, Otávio e Pedro Marcos. Sentados, Ciçô, Rogério, Marjory, João Ricardo, Luiz Felipe, Carlos Augusto e  André.

No anos de 2018, como absoluta exceção, tivemos duas destas formações uma aqui no espaço de Waikayu Raízes, em São José do Cerrito, SC, e outra no Crato, Ceará. A exceção ocorreu pois ao fazermos a lista dos possíveis permacultores a serem convidados, nos deparamos com um número bastante representativo de gente atuando há tempos e com muita seriedade no Ceará. Na foto abaixo, Jorge conversando com Marcelo, Paulo e Nagoy Sol na chapada do Araripe.

Então, em diálogo com alguns destes atores locais, decidimos que respaldar este movimento no Ceará, e alguns outros estados nordestino era uma coisa importante. Assim tivemos a formação no Cariri, organizada endogenamente pelo grupo e liderada pelos permacultores Paulo Campos, Luciana Medeiros, Marcelo Casimiro  e Francisco Eli Briseno. Na foto abaixo, Suzana acompanhando os trabalhos em pequenos grupos para  planejar blocos do PDC.

Fora os dez dias on line, onde o grupo foi se conhecendo e realizando as atividades na modalidade EAD, estivemos juntos os dez dias no  Crato, dias de intensas trocas, com núcleos de trabalho fortes em permacultura, no Cariri, em Fortaleza e no noroeste cearense, incluindo os velhos amigos de Sobral e Jijoca. Além deles, outros dois polos, fora do Ceará, um em Rio de Contas, na Bahia, e outro se iniciando em Pernambuco.

Ao final, uma grande alegria, de ter contribuído para um permacultura séria e consistente, de atores locais fortes e animados. Abaixo a foto do grupo na visita à Floresta Nacional do Araripe.

E a foto oficial com o certificado do curso. Da esquerda para a direita, de pé  Mário,  Maria Eugênia, Suzana, Nagoy Sol, David, Jorge, Cláudia Rejane e Brisa. Abaixados Paulo, Clarice, Luciana, Jasmim, Emanuelle, Eli, Edurado, Marco George, Sarah, Marcelo, Elis, Paulo Sérgio, Mariana e Alice.

Bora, gente, vamos permaculturizar este Brasil, com Abertura, Rigor e Tolerância. Gente boa, fazendo o bem e bem feito!

Árvores e sustentabilidade

Muitas vezes nos perguntam sobre o que a permacultura acha das agroflorestas, e do cultivo com árvores. E a resposta é sempre: não existe sustentabilidade sem árvores, todo e qualquer manejo, desenho, projeto, só funciona com árvores, muitas árvores.

Todas as culturas e impérios que acabaram com suas florestas, acabam sucumbindo, quem não se lembra das aulas de história sobre a mesopotâmia, o vale rico entre o Tigre e Eufrates? Primeiro grande desastre antrópico, de fim das florestas e salinização dos solos por irrigação?

Pois então… A permacultura, quando de sua origem, tem dois pais, David Holmgren e Bill Mollison. David Holmgren, um grande e meticuloso estudioso, cita algumas das suas bases de estudo para a permacultura , Howard  e Eugene Odun com as questões relativas à organização dos sistemas ( energia, economia e ecologia),  Yeomans com a linha chave, Fukuoka com a agricultura natural. Ao propor o Design em permacultura, trazendo o projeto de sistemas humanos sustentáveis,  David e Bill bebem destas fontes, e no design, as árvores tem papel principal.

A agroecologia é a produção de alimentos usando a ecologia como base, modelo e princípios. Ainda que mudem e inventem nomes e nomes, onde a necessidade de cunhar o “novo” toma fôlego, a agricultura com árvores e usando a favor a energia dos sistemas já é algo falado e refalado, seja pelos irmãos Odum, por Gliessman, Fukuoka e tantos outros como Ernst Götsch.  Sem árvores, não há vida! Não há agricultura.

Nos projetos de Yvy Porã e  Waikayu, o elemento árvore aparece de diversas maneiras, como na restauração da mata nativa, no plantio de espécies comestíveis, perenes e de espécies madeireiras. Na postagem de hoje, vamos falar sobre o manejo de espécies madeireiras.

Estas árvores requerem cuidados e manejos, como a roçada das pastagens no verão, enquanto são pequenas e os animais não podem entrar para pastar entre elas. E algumas podas de inverno dos galhos baixos, durante os primeiros anos de crescimento. Algumas delas, por distintos fatores, podem crescer muito “desordenadamente”, o que determina o uso para lenha ou para madeiras para construção (tábuas, caibros, etc).

Em Waikayu temos talhões, de mais ou menos um hectare cada um, de diferentes espécies madeireiras, como bracatingas, eucaliptos e pinus que nasceram espontaneamente.  O mais antigo, com quatro anos, é de eucaliptos Dunii e Bentami, espécies de madeira vermelha, dura, resistentes ao frio,   usadas para construção.

Estas plantas, agora com 4 anos , e algumas que precisaram ser repostas, com dois anos, estão indo muito bem, como mostra a foto acima (em primeiro plano as plantas com dois anos, atrás a grande, com 4 anos). E agora,  neste inverno, tiveram a poda dos galhos baixos. Na foto abaixo, as mesmas três plantas depois da poda.

Esta poda produz  um fuste mais reto, e permite maior entrada de luz, deixando assim, que a pastagem nativa cresça e que possamos ter animais de pequeno ou médio porte pastando entre as árvores. Assim, de serrote e tesoura de poda em punho, o trabalho começou, na lua minguando, no início de agosto (meses sem R) e deve seguir por alguns dias.

O bosque vai se abrindo e a poda fica no chão, para se decompor e alimentar o solo. Depois do primeiro dia de trabalho, a entrada de luz já é bem significativa, como mostra a foto abaixo.

 

 

 

Saber “cientificamente comprovado”

 

Na postagem de hoje, mais uma reflexão do Jorge Timmermann, sobre o cientificismo da sociedade em que vivemos.

Muitas vezes, seja em conversas informais, em cursos, ou mesmo por mail e aqui no blog, me deparo com a seguinte pergunta:

“Entendo o que o senhor disse, porém, poderia tirar uma dúvida? Tem como provar cientificamente que a melhor época do ano, para poda, corta de árvores ou manejo de bambu, seria no inverno quando há menos atividade e circulação de seiva. É que estou fazendo um trabalho, ou pesquisa, ou TCC, Mestrado ou Doutorado, sobre o assunto.”

Esta questão do conhecimento que é “cientificamente comprovado” é alimentado pelo paradigma social, urbano e acadêmico que propicia que o único conhecimento validado é aquele que se gera nas universidades pelos autodenominados cientistas e pesquisadores.
Logo de uma vasta atuação acadêmica e de pesquisa de campo (de 1970-2018) cheguei à conclusão de que é arrogância demais achar que só se sabe no seio da academia.
O conhecimento se gera em todo lugar e a toda hora pelo simples acúmulo de experiência (dados) advindas das observações e ações feitas com intenção; que alias, é o primeiro passo do método científico.
Logo, analisar os dados obtidos com intenção (quer dizer: obtidos tendo um modelo descritivo dos fatos a acontecer) e transformá-los em informação é só um passo metodológico que pode ser realizado numa nova fase empírica do processo de produção de conhecimento auto gerenciado que foi promovido por Descartes, e amplamente difundido no meio acadêmico (não sempre muito explícito nem bem conhecido pelos próprios pesquisadores), como o Método Científico.
Nesta fase, logo de gerada a hipótese correspondente, a confrontação dos dados/informação obtidos (que geram um modelo operacional que dará resposta à hipótese) poderão ser modelados em base estatística (previa definição do universo de amostra e a validade da amostra mínima para este universo em referência ao evento a comprovar).
Mas, veja bem, o método de Descartes não faz mais que relatar em forma de “Método” a forma em que sabemos; a nossa capacidade de aquisição de conhecimento, no caso auto gestado, o que fazemos nós os seres humanos.
Toda pessoa que pensa e processa informação (teoria do conhecimento/epistemologia) passa espontaneamente pelos passos do método científico.

Então, o único a discutir é a universalidade de este saber.

Sim, o conhecimento/saber obtido empiricamente por gerações e gerações num determinado lugar é válido só no contexto gerado….
Só que, a resposta a essa pergunta do saber respeito à melhor época de corta e manejo de madeiras é de difusão e consenso mundial!!!!
Todas as culturas vernáculas relacionam o manejo de espécies vegetais (plantação, corta, poda, etc.) a épocas do ano e a fases da lua.
Será que nenhuma delas sabe do que está falando, ou o que estão fazendo?
Deveremos perguntar e promover pesquisas nas universidades para que validem ou neguem esse saber?

A química do processo de produção de Biodiesel

Cumprindo com o prometido na postagem anterior, que discute, energias:  uso e produção ,   a publicação de hoje traz a informação teórica que complementa o oferecido no post da “Produção caseira de Biodiesel”.

A ideia é que quem queira incursionar no processo químico que acontece, possa visualizá-lo e compreendê-lo na sua complexidade. Assim, cada um pode seguir seu estudo, tendo ciência  completa dos passos. Que cada experiência feita, leve à autonomia, e com o estudo, possa  ajustar ou melhorar o processo.

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Produção caseira de Biodiesel

A recente greve dos caminhoneiros no Brasil nos remete à  pergunta sobre energia, e nosso modo de viver baseado e dependente do petróleo. Coincidentemente, este estudo sobre fontes de energia estava “no forno”,  esperando para ser revisado e publicado. Sincronicidade, ou realmente uma reflexão mais do que urgente!

Muitas vezes discutimos  questões que tem a ver com o consumo de energia e/ou as formas de ser mais autônomo em energia. Isto está diretamente conectado com o contexto e as pessoas envolvidas. Diversas estratégias podem ser desenvolvidas.

Costumamos dizer que existem três caminhos troncais e talvez infinidade de outros a serem trilhados. Os caminhos, a nosso entender são:

  • Diminuir o consumo de combustíveis e serviços ambientais.
  • Produzir trabalho a partir de recursos energéticos locais ou próximos.
  • Otimizar os sistemas de aproveitamento energético.

No primeiro encaminhamento estaria o repensar o uso e diminuir a demanda de energia, seja esta local ou provida por alguma empresa. Atualmente o melhor exemplo é a substituição das luzes por lâmpadas led.

O segundo se refere a todas as iniciativas de produção de combustíveis (sejam sólidos, líquidos ou gasosos), o aproveitamento das energia em fluxo na natureza (como vento, água corrente, energia solar radiante, etc.),  ou qualquer outra forma que nos ajude a cumprir as tarefas diárias.

No terceiro estão as ações que visam melhorar o sistema fazendo-o mais eficiente (exemplo os queimadores rocket que otimizam a combustão aumentando a temperatura e diminuindo o consumo de lenha) ou aproveitar os excedentes do trabalho, em geral calor, como uma fonte para gerar mais trabalho – pensemos em aproveitar o calor que se dissipa numa chaminé, para aquecer água ou para produzir energia elétrica, etc.

Nesta postagem estamos apresentando uma das formas de aproveitar recursos próximos para satisfazer a necessidade de combustível na propriedade. No caso o aproveitamento de óleo vegetal usado, nos comércios e nas casas, para produzir Biodiesel, com o aproveitamento posterior dos excedentes ou subprodutos.

Vamos a começar oferecendo um completo PowerPoint que, esperamos, provoque e encoraje à produção caseira de combustível; como assim também defina uma atitude de consciência ambiental, combativa e libertária frente ao atropelo e descaso dos grandes distribuidores de energia.

Na próxima postagem,  virão outras duas publicações. a primeira  para quem queira se aprofundar no embasamento químico da produção deste combustível. a segunda sobre o uso de um subproduto deste processo: a Glicerina.

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O grande medo ao terceiro princípio da permacultura

Nesta postagem, mais uma reflexão do Jorge Timmermann, sobre a ética da Permacultura.

A permacultura desde sua origem, na de David Holmgren e Bill Mollisonn, propõe suas ações em uma ética clara, objetiva e  francamente declarada. Sem dúvida  a ética da permacultura propõe muitas reflexões e base para ações concretas. Nestas reflexões, aparecem artigos e ponderações de permacultores ao redor do mundo.

Em referência ao artigo publicado como “The Controversial Third Ethic of Permaculture” no site do Permaculture Research Institute (PRI) da Austrália, e outras iniciativas de protelar o importante para discutir o espúrio,  como é o artigo “Cuidar do Futuro” do autor, Milton Dixon, publicado originalmente no site Permaculture Pruductions LLC, é que escrevo esta postagem.

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Discutir interpretações e oferecer diferentes orientações respeito ao referido terceiro princípio ético da permacultura é, no mínimo, uma perda de tempo… ou o que eu penso, uma forma de tirar o foco do que é fundamental para nos desgastarmos no que é supérfluo.

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VII Curso de Design em Permacultura de Yvy Porã

O Curso de Design em Permacultura, chamado PDC, é um curso basicamente teórico, que instrumentaliza as pessoas a pensarem o que fazer para construir sistemas humanos sustentáveis.

Mais uma vez, semana Santa é época de PDC em Yvy. Formar permacultores, na perspectiva proposta por Bill Mollison e David Holmgren.

Foram nove dias intensos, numa imersão de convivência, de estudo  e algumas práticas ilustrando o que discutimos em aula. Na foto abaixo o parceiro Gardel Silveira, do Sítio Curupira fazendo o composto com o grupo.

16 estudantes, 1 ajudante, três crianças, vivendo na Casa mãe, e numa semana especialmente chuvosa em Yvy foi de integração e descobertas. Na foto abaixo a prática de canteiros instantâneos.

O grupo fez a chuva virar alegria e certamente, nos apontaram o que significa um design para eventos extremos, como chuvas, secas, ventos, etc.

Faz parte do curso PDC o trabalho em grupo , para elaboração da proposta de design como conclusão do curso.

No final, mais um grupo de permacultores formados em Yvy. Sejam permacultores éticos, responsáveis e felizes Anna, Cassia, Claudia, Margô, Thalita, Joana, Sabrina, Fabiana, Bernardo, Shale, João, Thiago, Eduardo, Toninho, Andrew, Edmar e Carlos. Agradecemos sempre a parceria dos amigos Gardel Silveira do sítio Curupira e Arthur Nanni, do sítio Igatu,  nas aulas, O cuidado e apoio da Ilse na alimentação,  Diego na infra e Carlos Augusto no cotidiano.

Para quem perdeu, o próximo na semana Santa de 2019!