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Morangos na horta

Uma horta é um espaço de produção de alimentos, sejam eles verduras, legumes, frutos e frutas. Assim, em Waikayu decidimos que uma parte dos canteiros será dedicada ao cultivo de morangos.

Morangos gostam de frio, de sol, de água (porém com bom dreno) e de solos ácidos. Os frutos não podem ficar em contato com a terra, pois logo se apodrecem com a umidade. Assim, é preciso fazer uma boa camada que isole os frutos da terra.

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O recurso renovável das madeiras- cultivo de bracatingas

O conceito de recurso renovável nem sempre é claro. Renovável é o recurso que se refaz no tempo relativo à uma vida. Ou seja, aquele que você gasta, e você mesmo vê, propõe que ele se “refaça” deixando o mesmo para a próxima geração. Por exemplo, se uso a madeira de uma árvore, planto outra, que estará adulta e pronta para uso no tempo da minha vida. Se pensarmos com este critério, em todas as coisas que usamos, certamente nosso consumo se reduziria sensivelmente, pois não estaríamos usando com displicência materiais que se renovam em 100, 200 ou milhões de anos.

Não foi por acaso que citamos a madeira. Este é o recurso renovável mais fácil de ser visualizado  e envolve a melhor e mais eficiente tecnologia de captação de energia solar: as árvores!

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Manutenção da Horta

A maioria das pessoas não pensa em como a comida chega à nossa mesa, que processo foi necessário para que aquela verdura esteja ali. Mas é preciso alimentar esta terra, cuidar dela, preservar os bichinhos que produzem alimento para as plantas! Ou seja, plantar e colher é uma parte, mas alimentar os solos é tarefa contínua e sutil. Foto do nosso canteiro há 3 anos.

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Mais ou menos a cada três ou quatro anos,  é hora de refazer a horta, numa ação de mais impacto, cuidar das bordas e limítes, retirar o material dos caminhos, aquela serragem que compostou e agora vira solo, cheio de minhocas para novos cultivos.

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Em 2017 vamos fazer um mundo melhor! Planeje-se para o VI PDC

Para todos que acompanham este Blog desejamos um feliz 2017! Com pessoas melhores, com um mundo que se descobre possível e viável. Com pessoas que façam suas escolhas de forma consciente, questionando o que se chama “normalidade”, fazendo opções distintas e traçando caminhos autônomos.

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Todos os anos, além dos nossos melhores desejos para cada um, é nesta época que lançamos o Curso de Design em Permacultura de Yvy Porã. E em 2017, não será diferente! Este curso é o start para ser permacultor, traz as ferramentas básicas, conceitos e ações para começar do zero, a construção e vivências de sistemas humanos sustentáveis.

Desde 2015, nós, Jorge Timmermann e Suzana Maringoni, deixamos de viajar para  ministrar cursos pelo Brasil e nos dedicamos aos projetos de Yvy Porã e Waikayu. Assim, damos apenas um curso por ano, em Yvy Porã, sempre na semana santa. Em 2017 será entre os dias 8 e 16 de abril. São apenas 15 vagas de uma vivência intensa e marcante durante nove dias num espaço permacultural construído desde 2003.

Então, sinta-se convidado! Lançamos a divulgação do VI PDC da Casa da Montanha de Yvy Porã. Vamos permaculturizar o mundo?

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(em 20 de fevereiro- TODAS AS VAGAS PREENCHIDAS!)

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Waikayu- reboco externo

Paredes de prontas, hora de começarmos os rebocos. Como estamos numa região que registra 1800mm de chuva por ano, com chuvas aliadas a ventos tanto de nordeste como de sul, decidimos que o reboco externo levaria 7% de cimento.

Juliano nunca havia trabalhado com um reboco de terra, com pouco cimento, e para provar a mão, fizemos uma parede teste. Jorge e eu haváamos trabalhado no canto do quarto, fazendo um cordwood, e neste canto, começamos o teste de reboco. Um lado é orientação Norte e o outro Leste- perfeitos para mostrar os problemas de muito sol num reboco natural.

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Waikayu- paredes de pau-a-pique +taipa leve

Depois de um breve intervalo, voltamos à casa de Waikayu, com o preenchimento das paredes.

Paredes de pau-a-pique + palha leve

Com a estrutura e telhado feito, chegou a hora de fazermos as paredes. Esta era uma grande novidade e desafio para o Juliano e sua equipe, afinal, era paredes de barro!

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Estamos numa região de serra, com temperaturas que variam entre –4°C e 32°C no verão, assim, para o conforto térmico da casa é necessário um material que seja bom isolante. Nossa opção foi fazer um pau-a-pique duplo,  de 15cm de espessura, com barro e palha, quase uma palha leve.  Como esta etapa da obra chegou na primavera, as pastagens e culturas que poderiam nos fornecer palha, ainda não haviam crescido, ai, achar palha não estava muito fácil. Temos, a menos de 2km da casa, a madeireira Fazenda Nova, dos amigos Alemão e Pablo, que poderia nos oferecer serragem e maravalha, materiais que fazem a mesma função da palha, que é formar uma esponja com o barro, preenchendo as paredes de forma a isolar tanto calor, como frio.

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Refazendo o telhado da Casa da Montanha

A postagem de hoje interrompe uma sequência da construção da casa de Waikayu, para trazer a discussão sobre telhados. Aproveitamos um problema com o telhado da Casa da Montanha, de Yvy Porã, para trazer esta discussão à tona.

Uma boa casa tem que ter, nos seus elementos construtivos, entre tantas coisas, um bom alicerce, que ancore bem a casa ao solo, não deixe passar umidade e não afunde. Uma boa estrutura, que permita abrigo, segurança, e um bom telhado, que proteja de sol, chuva. E estes três elementos estão super ligados: o alicerce aguenta o peso da casa (estrutura, paredes, telhado, e tudo que vai dentro da casa!

O telhado ainda é uma grande discussão na pauta das construções ecológicas. Imediatamente você deve ter pensado: telhado verde! Bem, telhado verde pesa muito, e requer uma manta de plástico para que não infiltre água. (ver mais na postagem original sobre o telhado da casa da Montanha).

Na construção da Casa da montanha optamos pelas telhas de tetrapack. Sabíamos que era uma opção com apelo ecológico, mas não tão ecológica assim, já que não se reciclam as embalagens e sim se usam aparas da sobra da fabricação das mesmas e o tetrapck é um material não reciclável, já que junta papelão, alumínio e plástico. Mas naquele momento, pelo contexto, acabamos fazendo esta opção.

O tempo foi passando, e as noticias de problemas com as telhas vinham de muitas pessoas e projetos. Íamos observando as nossas, e víamos que, passados uns 8 anos, alguns sinais de degradação apareciam. Uma goteira na sala, a capa de alumínio ia descascando e espalhando ao redor da casa pedacinhos, etc.

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