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Entrevista ao blog Sem Território


Em 2014 recebemos aqui no PDC a Taíme e Helder, que tem o Blog Sem território. Passado um ano, eles nos propuseram uma entrevista publicada na semana passada. Nesta entrevista, um pouquinho de nós, um pouquinho do que pensamos e fazemos. Ficou bem legal e achamos interessante publicar aqui!

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. entrevista Suzana e Jorge – Yvy Porã .

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Refazendo a taipa do velho açude.

Quando compramos Yvy Porã, lá em 2003, havia um  açude que estava com a taipa  parcialmente rompida pelo pisoteio das vacas, e, na nossa avaliação, também por ser uma taipa pequena demais para o volume de água que recebia. As aǵuas deste açude vem da micro bacia que tem umas 7 pequenas nascentes, uma delas é a que abastece a casa Mãe.

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O projeto de refazer o velho açude sempre esteve nos planos, e agora, finalmente, foi refeito.  Quando a máquina tirou o que restava da antiga taipa vimos outro fator para que ele tivesse rompido: na taipa haviam muitas pedras, e uma parede para segurar a água de um açude deve ter somente terra, com uma boa porcentagem de argila. A argila absorve água e quando saturada, faz uma massa impermeabilizada.

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Waldemir, o maquinista , foi trabalhando devagar. Primeiro limpou  a taipa antiga, tirando todo o material anterior. Depois buscou ao lado do açude onde havia terra adequada para fazer a taipa. Num curso dizemos que  a base deve ser de 3 vezes a altura da mesma para fora e 2 ou 3 vezes a altura para dentro. Assim, se a taipa tem 2,5 metros de altura, a largura da taipa deverá ter uns 12 m de largura, de terra bem compactada. Na foto abaixo a base da nossa taipa que ficou com 12m de largura, para  2,5m de altura.

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Foi fazendo pequenas camadas e compactando-a passando a esteira sobre ela, num ir e vir sem fim.

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Um açude requer segurança e responsabilidade, afinal, caso ele se rompa, o volume de água causaria grande estrago. No nosso açude avaliamos que a taipa teria 2,5m de altura e o nível de água máximo 2 metros; assim a taipa deveria ter 12m.

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Waldemir fez a taipa “como manda o figurino”, compactando super bem cada camadinha de terra. Ao dar o nível final foi colocado um cano de 100mm para o desague normal das águas; agora no nível do espelho de água que esta a meio metro por debaixo do nível final da taipa.

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Um pouco acima deste, foi cavado no morro o ladrão, bem maior, para que em dias de chuva muito volumosa, as águas não passem sobre a taipa, e sim corram pelo ladrão. Este canal de segurança tem perto de 2m de largura, e foi cavado em terra firme.

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Em uma semana o açude chegou ao cano de desague, começando a mostrar o espelho d’água, ainda cheio de plantas e samambaias do banhado. Aos poucos estas plantas sumirão, apodrecendo com a água, e servindo de alimento para os novos habitantes deste espaço- já vimos patos selvagens que andam por ali… No PDC o amigo Gardel trouxe algumas espécies pioneiras de peixes, que foram soltas ali. Assim,, logo logo teremos um belo lugar para pescar!

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Passeio de drone

Neste fim de semana recebemos a vistas dos amigos Cibeli e Jair,  Vanessa e Bruno. Bruno veio com um brinquedinho muito legal: um drone.

Então, de presente um video de um passeio com o Bruno, vindo da Casa Mãe até a Casa da Montanha.

Divirtam-se!

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V PDC em Yvy Porã

Seguindo nossa tradição, na semana Santa tivemos mais uma vez um belo grupo fazendo o V Curso de Design em Permacultura na Casa da Montanha. Este ano chamamos dois parceiros para ministrarem alguns conteúdos, os queridos Gardel Silveira, do sítio Curupira, e o Arthur Nanni, do sítio Igatu e coordenador do Neperma-UFSC. Na foto abaixo o grupo na aula de solos do parceiro Arthur.

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No grupo catarinenses, paranaenses, gaúchos, paulistas e um paraense, que vieram á Yvy Porã para a formação básica em permacultura. Foram 9 dias intensos, com aulas teóricas e práticas , totalizando 80 horas de curso.

Na foto abaixo a parte prática da aula de ecologia cultivada- aquicultura, com o amigo Gardel.

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Com as ações que fizemos recentemente em Yvy, na construção de açudes e abertura de caminhos, as aulas de ecologia cultivada, movimentações de terra, aquicultura, tiveram realmente um sala de aula altamente preparada para tais temas. O pessoal ainda brincou que quer muitas fotos do “antes e depois”.

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Jorge e eu decidimos em 2015, nossa contribuição à disseminação e formação de novos permacultores passa a ser apenas em duas situações por ano: a formação de instrutores e um PDC por ano, aqui em casa.

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Como nos anteriores, o grupo de 2016 não fugiu à regra: pessoas  incríveis,  que com certeza irá espalhar muitas boas sementes pelo caminho e viver felizes de forma sustentável!

Nas fotos abaixo a apresentação do exercício de design da vila Yvy , acolhendo para 15 famílias, com autonomia alimentar e aplicando os princípios da permacultura.

Grupo 1

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Grupo 2

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Grupo 3

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Na foto abaixo o grupo com a equipe do curso ( faltando apenas o Arthur). De pé: Marcio, Elisa, Ana Lara no colo do papai Glauco, Daniel, Katya, José, Dirceu, Jeferson, Gabi, demétrius, Ilse, Jorge e Suzana. Agachados: Gardel, Silvinho e Anderson. ( Fotos, Katya, Marcio e Gardel).

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Projeto Caracol em Yvy Porã

Muitas vezes temos o enorme prazer de receber permacultores formados por nós que assumem projetos libertadores para suas vidas. Desta vez foi o casal Marina e Felipe, paulistas, que decidiram conhecer projetos de permacultura pelo Brasil a bordo da sua Kombi, no projeto Caracol.

Nesta postagem o video feito pelo casal durante a visita! Esperamos que gostem!

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Nova etapa de Yvy Porã

A vida tem ciclos e Yvy Porã também. Passamos a etapa de construção da casa, depois foi a fase do cotidiano, plantios, manutenção de frutíferas, etc. Sempre afirmamos que Yvy é um projeto coletivo, e hoje, reafirmamos: se não for coletivo, não tem sentido, não tem por que, não existe. Assim começa a nova fase de Yvy, e do blog, que deixa de ser o relato de apenas um casal construindo sua zona zero, um e dois, e passa a ser o relato de um projeto coletivo: clube, associação, ecovila, condomínio, ou como se queira chamá-lo.

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O primeiro passo foi retomar com o grupo original de Yvy algumas demandas há muito deixadas fora das prioridades: caminhos e açudes.

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A prioridade, em ano de El Niño, foi refazer os caminhos existentes, e abrir alguns novos, pois com as chuvas de 2015, que totalizaram 2670mm no ano, o ascesso a Yvy estava realmente precário. Conversamos com o Jorge Hackel, que faz estes trabalhos em São Pedro de Alcântara, e agendamos os trabalhos. Primeiro veio a máquina de esteiras, que trabalha bastante rápido, e seu maquinista, Wanderlei. Com uma máquina que é um monstro de grande, Wanderlei trabalha com uma docilidade e precisão assustadora e encantadora.

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O primeiro trabalho do dia foi o açude da Casa Mãe, iniciado há uns 5 anos, que precisava ter a taipa levantada ainda mais um metro, pelo menos. A terra para a taipa foi retirada do Morro dos ventos, e fazendo o caminho para o sul da propriedade.

A cada conchada que Wanderlei retirava, íamos vendo tanto o caminho, como o açude sendo desenhados.

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Insistíamos em levantar o nivel da taipa e do caminho entre a Casa Mãe e a Casa da Montanha, para isso demos muita sorte, ao escolher um barranco para tirar terra, nos deparamos com um belo material para a estrada, cheio de pedras, quase o material chamado macadame. Terra e pedras são ótimos para caminhos, mas péssimos para taipas de açudes, as taipas de açudes devem ser exclusivamente de terra argilosa.

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Assim, Wanderlei puxou este material e deu um belo nível à estrada.

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Gentilmente ele nos perguntou se queríamos que limpasse os galhos e pasto de dentro do açude, trazendo toda esta lama cheia de matéria orgânica para a borda. Obviamente autorizamos e agradecemos a proposta, imaginando que seria um montinho de lama. Saimos para almoçar, e qual não foi nosso espanto, ao vermos que ele entrou com a máquina no açude, e limpou todos o espelho dágua. Assim, agora, ao lado da casa Mãe, temos um belissimo açude, que irá se enchendo nestes dias.

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Foi realmente um belo dia de trabalho, trazendo o ânimo e a beleza de Yvy Porã. Ai a foto na mesma persectiva da primeira foto da postagem, com o trabalho feito.

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II Formação de Instrutores de PDC

O ano de 2016 começou com muita chuva, por causa do El Niño, e um belo encontro de formação aqui em Yvy Porã. Durante 9 dias em janeiro recebemos permacultores de diversos lugares do Brasil para uma formação de instrutores de Curso de Design em Permacultura – PDC.  Esta formação é exclusiva para permacultores que tenham feito o PDC há pelo menos dois anos, e tenham, neste tempo, desenvolvido trabalhos na área. Na foto abaixo o grupo  na visita ao Sítio Curupira.

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Uma preocupação nossa, Jorge e minha, sempre foi a de formar outros permacultores para ministrar bons e consistentes cursos de permacultura. Assim, a cada dois ou 3 anos, estamos investindo nesta formação.

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O curso deste ano foi uma parceria entre Yvy Porã, o Sítio Curupira através do amigo Gardel Silveira,  do NEPerma/UFSC representado pelos colegas Arthur Nanni e Marcelo Venturi e a participação da Cecília Lenzi. O planejamento do curso levou alguns meses,  com o enfoque de dar realmente embasamento teórico para que a turma saísse empolgada e com base para dar um PDC.

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Nosso trabalho partiu do Syllabus, publicação de Bill Mollison, norteando o básico do curso e fez uso de mapas conceituais elaborados em encontros da Permear e na formação de 2013. Contou ainda com uma ampla literatura sobre o PDC.

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As aulas tiveram a proposta de aprofundar cada tema essencial à formação de instrutores em permacultura, não apenas nos conceitos do curso, mas no foco de como transmitir e fortalecer o conhecimento sobre quais conceitos-âncora de cada assunto não podem faltar no PDC.

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Além disso, também houveram momentos de discussão pedagógica, com metodologias de ensino  e dinâmica de grupos, além de saídas à campo.

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Foram 9 dias presenciais, e um mês de aulas na modalidade educação à distância, que fez com que o grupo fosse se conhecendo e afinando o discurso.

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Só temos a agradecer a presença de amigos tão especiais, que nos levaram a mais um momento de crescimento, discussão e grandes trocas. O Brasil é grande e precisa de muitos instrutores, então, moçada, mãos à obra! Já com saudades do belo grupo! Andréia e Fábio ( Sitio Toca da Coruja- DF), Chantal (RJ), Cecília, Surian, Henrique (SP), Gabriel (Sítio Terra Abençoada-MG), Jair e Edilson ( Sitio Pau D’Água -Piracaia-SP), Silvia (ES), Reinaldo e Luciano (Estação de Permacultura Moinhos de Luz- Rio Fortuna SC), Marcelo ( Fazenda da Ressacada UFSC- Floripa-SC).

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