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Permacultura em Cuba- uma publicação livre

Permacultura é uma ciência relativamente nova, assim, a bibliografia sobre o tema é um tanto quanto restrita, ainda mais em português, isto explica a nossa alegria em publicar neste blog, inteiramente livre para download, um belo livro sobre a exepriência com Permacultura em Cuba, traduzido por Jorge Timmermann, que escreve o prefácio à edição brasileira, transcrito abaixo.

Agradecemos o despreendimento  da Fundación Antonio Núñez Jiménez de la Natureza y el  Hombre, na pessoa de María Caridad Cruz Hernández, na condição de autora principal da obra original em castelhano “Permacultura Criolla” , pela cessão dos direitos autorais e autorização para esta publicação livre neste blog.

micro Capalp2   As obras já traduzidas de permacultura para o português, em geral, são os manuais de introdução, que abastecem a primeira leitura e embasam no sentido do que é a permacultura, sua proposta de metodologia e ações. Receber um livro de relatos com embasamento sobre a prática da permacultura, por si só já foi um belo presente, ainda mais especial por estar num contexto social histórico e cultural tão especial como é Cuba nas últimas décadas. O livro parte do contexto urbano em Cuba, nas décadas de embargo, usa conceitos de sustentabilidade e a permacultura, para criar soluções à crise, reinventando o modo de viver, de abastecer, de ser solidário e socialmente responsável. Vemos que é possível, em todos os contextos, a construção de alternativas sadias e viáveis à contaminação e à degradação ambiental e humana. Havia, já há alguns anos, muitas informações, por vezes bastante desencontradas, sobre o que se passava em Cuba após a queda do campo socialista e a desintegração da antiga URSS no que diz respeito à produção de alimentos e a Permacultura. Sabíamos que alguma solução estava sendo encaminhada, mas não sabíamos a quantidade, nem a intensidade, das ações desenvolvidas pelo povo cubano. O livro “Permacultura Criolla”, nome original em castelhano, esclarece uma série de inconsistências sobre estas informações e nos leva a desvendar um pouco os caminhos trilhados pelos seus habitantes, sobretudo, os urbanos. Tanto assim que achei por bem propor, como um dos nomes para a versão em português, o título de  “Permacultura Urbana, uma experiência Cubana”. O texto é excelente e encorajador, talvez um dos mais concretos e viáveis que eu já li. Os relatos vão contando as experiências do dia a dia, seja nas famílias, sejam nos bairros, mostrando como com boas idéias e afinco é possível resolver os problemas para a satisfação das necessidades básicas das pessoas. A partir da iniciativa muito bem representada na primeira imagem do livro, a chegada dos permacultores da ” Brigada da solidariedade ―Cruzeiro do Sul” procedente da Austrália e Nova Zelândia, muita coisa aconteceu num denso e fecundo lapso de dez anos nessa terra tão querida para todos os latinoamericanos. O livro, escrito a muitas mãos, nos traz na diversidade de práticas e pontos de vista, um enorme acervo de experiência e ações concretas. Isto nos mostra a viabilidade da permacultura praticada num contexto de tempo e espaço, envolvendo em um diálogo profundo os atores locais e companheiros de outros países. Como indica um dos princípios propostos por David Holmgren, “integrar ao invés de segregar!”, a vivência cubana, relatada nesta obra, mostra como é possível, a partir da integração das culturas e de saberes distintos, chegar ao design de assentamentos humanos sustentáveis aproveitando o contexto natural e histórico. As experiências permaculturais em Cuba trazem, para todos nós, uma abordagem da permacultura na prática, num contexto absolutamente real tanto no aspecto local como na necessidade e na preeminência histórica onde estas se desenvolveram. Isto deve encorajar a todos nós, permacultores ou não, a agir e reagir frente ao que nos questionamos em relação a valores, sociedade, comunidade, alimentação, etc. Depois de muitos anos de espera… vem à público esta obra traduzida há nove anos. Inicialmente o livro sairia por uma editora paulista, mas frente a muitos problemas, a empresa acabou não publicando a obra. Foram muitas as idas e voltas do material sem chegar a seu destino, que não é outro que a sua pronta publicação. Em 2015, numa gestão direta, encaminhada por mim, fez-se contato com a Fundação Antonio Núñez Jiménez da Natureza e o Homem, na pessoa de María Caridad Cruz Hernández, na condição de autora principal da obra original em castelhano “Permacultura Criolla”. A conseqüência desta gestão foi a cessão de direitos autorais para a publicação e difusão gratuita do livro, agora titulado “Permacultura- Uma experiência Cubana”, na sua versão em português. Esta publicação será livre para download no site http://YvyPorã.wordpress.com. Jorge Timmermann Dipl.Perm.Des. (tradutor) Permacultura-UmaExperienciaCubana Permacultura-UmaExperienciaCubana

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Águas- de março, abril… de sempre

“São as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no meu coração”, sábio Tom Jobim.

Finalmente nossa espécie, Homo urbanus, começa a se dar conta de que água é vida, e que recursos naturais são finitos. Mas ainda fica buscando bodes expiatórios, para culpar como partidos políticos, ou quem seja, e não vê que somos nós, cada um e todos juntos que estamos nos levando ao caos… que pena!

São várias coisas bem simples mas que parecem um imenso mistério:

  • sem florestas não tem água
  • não há crise hídrica, há uma crise civilizatória ( o planeta se regula e a vida seguirá, com ou sem o homem).
  • existe água, na grande parte deste nosso Brasil, o que falta é o manejo, o cuidado com ela.

Esta afirmações chocam… Hum bem, vamos ver! São Paulo é o exemplo mais gritante, tem falta de água e nas últimas semanas um caos por inundações… Paradoxo estranho! Que tal usar esta água, armazená-la para o uso cotidiano. A água de chuva é limpa, claro que em lugares muito poluídos, como o caso das grandes metrópoles, descarta-se os primeiros minutos de chuva, que limpam a atmosfera, e em seguida, voilá! Água!

Na foto abaixo a casa que tínhamos em Florianópolis, área urbana, com a cisterna no jardim.

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Verão, vida e alegrias

Desde que começamos a publicar neste blog, o verão sempre se mostrou uma época atrapalhada, com férias, viagens etc. Este ano de 2015 não foi diferente! Além das visitas de amigos e familiares, estamos a mil com a obra do projeto Waikayu, na serra, que exigiu nossa presença mais constante por lá… Fora isso, foi um verão especialíssimo, com o nascimento da nossa primeira netinha, Mariana. Assim, a vida explodiu, e sobrou pouco tempo para publicar artigos neste blog.

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A construção na serra, que segue um padrão completamente distinto do que foi Yvy, já que estamos com uma equipe trabalhando lá, vai indo super bem e cada etapa está sendo publicada no blog Waikayu.

Assim, nosso verão segue, em Yvy as gramíneas explodem em verde, e o trabalho cotidiano é praticamente apenas cortar a grama e fazer as coroas com a palhada nos pés das frutíferas.

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Como na nossa zona um e dois plantamos cará moela, ou cará do ar ao lado de cada frutífera, este é o momento em que esta plantinha solta seus baraços, e cresce. Na foto acima os carás podem ser observados, são esta trepadeira de folhas na forma de um coração. Em breve em vários nós de inserção da folha,  irá começar a crescer os frutos ( que na verdade são caules reservantes), uma excelente opção alimentícia, que substitui batatas e é um cultivo super simples, numa estrutura vertical.

Nesta estação em que a vida explode em flor, em crianças que chegam, a reflexão vai mais fundo, junto com as emoções… E a convicção de que construir uma cultura permanente não é apenas uma moda, mas uma obrigação ética, de deixar um mundo sustentável e com opções, água boa, alimentos de verdade, ar, mato, etc para as Marianas que vem chegando! Que cada um e todos nós façamos as nossas partes!

 

 

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Feliz 2015!

Yvy Porã começou o ano de 2015 bastante agitado, entre as festas de fim de ano, visitas familiares e as obras em Waikayu acabamos um pouco ausentes do blog! Pedimos desculpas aos que acompanham nosso site. assim, a postagem de hoje é spó para agradecer aos leitores e desejar a todos um ano de paz, saúde, projetos legais… e que cada um faça o seu melhor para um planeta melhor…

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Yvy porã segue sua rotina, entre hortas,DSCN1453

engenhocas,

40-ComposicaoEmMarcha

frutíferas,

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bambus,

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construções,

10-DetalheEstruturaAmarração

Flores e muitos amigos!

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Nossa agenda para 2015 já prevê alguns PDCs:

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  • 25 de abril a 3 de maio- IV PDC de Yvy Porã (inscrições abertas com suzana@permacultura.org.br)
  • 25 de julho a 2 de agosto – II PDC de Piracaia SP
  • 19 a 27 de setembro – PDC em Jacarei SP
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Cuidados com a horta no verão

Verão se aproximando e se esta é uma estação deliciosa para conviver e aproveitar o sol, praia, banhos de rio, etc, para a horta é sempre uma época dura! Ainda que aqui em Santa Catarina chova bastante, e que a palhada mantenha a umidade no solo, o sol é muito forte e as plantas sofrem! Na foto abaixo, o sombrite, mostrando a malha, e em primeiro plano, nosso pluviômetro, que nos ajuda a medir a chuva já há 3 anos.

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Como em anos anteriores, nossa solução para esta época é colocar um sombrite estendido sobre a horta. Sombrite é uma tecido de polietileno, resistente ao sol, e que filtra, no nosso caso, em 50% os raios solares. Como tela permite que a água das chuvas caia sobre as plantas.

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A primavera e as uvas

Primavera é uma época linda! As plantas se enchem de folhas, o verde e as cores explodem… Frutinhas como amoras, pitangas, e os pêssegos de variedades precoces começam a dar seus frutos em Yvy.

DSCN2244O parreiral, mostrado no momento da sua poda de inverno, se pintou de verde e, como resultado dos dois últimos anos de manejo mais cuidadoso, já dá mostras de recuperação. Explodindo em um verde lindo, e cheio de cachinhos de uva!

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Quando da frutificação, logo no início da primavera, crescem as folhas e os pequenos frutos. Ai quando estes tomam forma, e as pontas das parras começam a se enrolar demais com sua vizinha, fazemos a poda verde. Nesta poda se contam 3 folhas depois do último fruto e se corta. Assim a planta fica mais forte para nutrir aqueles frutos.

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Agora é ir acompanhando o amadurecimento dos frutos, diz-se que os grãos se enchem, e vão ficando doces- não se engane, a cor nem sempre indica a madurez dos frutos… Aqui usamos o tradicional “paladar” a partir de ver as uvas gordinhas e escuras, vamos experimentando…  servido?

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Um novo projeto- permacultura na serra catarinense

Andamos meio “sumidos” deste blog, ou no mínimo, as postagens tem demorado um tantinho mais a aparecer! Por um lado, talvez, seja a rotina de viver no campo, as coisas não nos parecem assim tão “relevantes” para uma postagem… Um tatu que revira a horta, o adubar as frutíferas,  fazer placas de “rua se saída” para evitar um erro do GPS, etc.

Outro fator, é que estamos envolvidos em uma outra frente, que neste momento, nos demanda atenção e energias. Já há alguns anos começamos o projeto Waikayu, lá na serra, em São José do Cerrito, juntamente com os amigos Pedro Marcos e Elusa- que já apareceram aqui em várias postagens, como a produção de suco de uva, ou na colheita de pinhões.

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Bem, já havíamos feito um grande plantio de frutíferas em 2013, e em junho de 2014, finalmente começamos a construção da casa lá. Desta vez a obra está sendo feita com a equipe do Juliano, uma moçada nova, natural e residentes em Cerrito, onde tem grande prática em construções convencionais, que toparam o desafio desta obra e vem trabalhando super bem, aprendendo sobre construções naturais.

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Optamos por montar um novo blog, por entender que cada um dos projetos tem alma própria e pode seguir com sua página distinta. Yvy Porã, Waikayu e o sítio Raízes, estão sob o guarda-chuva chamado VOLVITARE, como uma proposta de exemplos de vida sustentável.volvitare laranja

Assim, para quem queira acompanhar o que andamos fazendo em permacultura lá na serra, seja bem vindo ao Projeto Waikayu. Neste momento as postagens estão bem focadas na construção da casa, com etapas bem distintas e explicativas! Vamos navegar?

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