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Por que somos permacultores

Muitas vezes nos perguntam o que é Permacultura? Ou o por que fazemos permacultura?

Dizemos que permacultura é mais um modo de vida, permeado por uma filosofia de cuidado com o outro, com o planeta e compartilhando excedentes. Para isso se usam muitas e muitas técnicas, adaptadas ao seu contexto e ao seu modo de ser.

Há vinte anos, quando falávamos a palavra permacultura, a pergunta vinha de imediato: “perma o quê?”… Hoje em dia, há diferentes correntes e vozes pelo mundo todo, que de uma ou de outra forma, apontam a princípios de cidadania planetária. Nesta direção também aponta a ética da Permacultura, que é a necessidade de restringir consumo e compartilhar excedentes. Independente de ser permacultura ou outros movimentos, como o de decrescimento, a ideia de fundo é a mesma: deixar condições de vida para as futuras gerações, cuidando da nossa casa- o planeta Terra.

Assim, a postagem de hoje é um pequeno video, muito bom, explicando nossa crise atual, que não é apenas econômica, social, cultural, é isso e tudo o mais, dizemos que é uma crise civilizatória. Entendemos que este video explica plenamente o por que fazemos permacultura… São apenas 6 minutos para pensar! Aproveitem!

 

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Lua minguante de fim de inverno= manejo de frutíferas

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Nos ciclos da natureza, novamente chegamos à ultima lua minguante dos meses sem R, anunciando o fim do inverno. 2015 vem sendo um inverno de El Niño, bastante quente, e aqui no sul, alternando períodos com mais chuva e depois um tempo de seca. Assim , que aproveitando a lua minguante de agosto, fizemos a poda e manutenção das nossas frutíferas- parreiras, pêssegos, caquis, pera e cítricos.

A planta, como todos os seres vivos, tem uma série de hormônios, no nosso caso interessa olhar dois deles em especial: o do crescimento e o da frutificação. Nos galhos que vão para cima, num crescimento vertical, quem domina é o hormônio de crescimento, fazendo galhos e folhas.

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Nos galhos mais horizontais, quem predomina é o hormônio de floração , e por consequência a frutificação. Assim a poda visa ir dando a forma à planta, para favorecer a frutificação.Na foto abaixo um pessegueiro antes da poda.

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E depois da poda:

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Construção de mais uma casa

Há muitos anos, quase quando a permacultura apareceu nas nossas vidas, lá em 1996, temos uma estreita e afetiva relação com parceiros em São José do Cerrito. Esta relação, permeada pelo fazer a diferença em como viver, resultou no projeto Waikayu, que começou a se concretizar com a compra de uma terra em 2010.

https://waikayu.files.wordpress.com/2015/01/wp_20140923_006.jpg?w=560

Por mil caminhos e motivos distintos, em 2014, resolvemos construir a casa neste projeto. E este tem sido o motivo por algumas longas ausências de postagens neste blog. Decidimos publicar em outro espaço a construção da casa de Waikayu e as práticas desenvolvidas naquale contexto. Na última postagem, a construção das paredes de taipa leve.

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Assim, para quem desejar, convidamos a participação também naquele novo espaço virtual de comunicação, aprendizagem e práticas permaculturais.

 

 

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Curso PDC 2015 na Casa da Montanha

Ultimamente estamos com nossas atenções divididas entre dois projetos, distintos e complementares: Yvy Porã e Waikayu. Parte do tempo estamos em Yvy, parte na serra, em Waikayu, na construção da casa. Yvy se mantém como nossa casa 1, recebendo pessoas que desejam sair do modelo urbano, local de vivências e cursos, como o PDC de 2015, que novamente aconteceu no mês de maio, com 16 participantes vindo de todo o Brasil. Foram dias intensos, divertidos e com uma vivência profunda da permacultura. pdc2015 fogueira No PDC buscamos focar em conceitos e princípios da permacultura, seguindo o conteúdo proposto por Bill Mollisone David Holmgren. pdc canteiro Essa grade do curso é que dá as ferramentas mínimas para que as pessoas comecem, cada uma o seu caminho e ao seu tempo, a prática da permacultura como forma de vida. pdc parede O PDC em Yvy Porã acontece apenas uma vez por ano, sempre na Páscoa ou no feriado de 1º de maio, para um grupo pequeno. Neste ano, os novos permacultores e amigos que fizeram o curso, deixaram saudades… Outra vez um grupo lindo, querido e animado… pdc grupoNo resto do ano ministramos esse curso em outros lugares, publicados na nossa agenda de cursos. pdc espiralFotos: Taíme Gouvea e Eduardo Barroso

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Permacultura em Cuba- uma publicação livre

Permacultura é uma ciência relativamente nova, assim, a bibliografia sobre o tema é um tanto quanto restrita, ainda mais em português, isto explica a nossa alegria em publicar neste blog, inteiramente livre para download, um belo livro sobre a exepriência com Permacultura em Cuba, traduzido por Jorge Timmermann, que escreve o prefácio à edição brasileira, transcrito abaixo.

Agradecemos o despreendimento  da Fundación Antonio Núñez Jiménez de la Natureza y el  Hombre, na pessoa de María Caridad Cruz Hernández, na condição de autora principal da obra original em castelhano “Permacultura Criolla” , pela cessão dos direitos autorais e autorização para esta publicação livre neste blog.

micro Capalp2   As obras já traduzidas de permacultura para o português, em geral, são os manuais de introdução, que abastecem a primeira leitura e embasam no sentido do que é a permacultura, sua proposta de metodologia e ações. Receber um livro de relatos com embasamento sobre a prática da permacultura, por si só já foi um belo presente, ainda mais especial por estar num contexto social histórico e cultural tão especial como é Cuba nas últimas décadas. O livro parte do contexto urbano em Cuba, nas décadas de embargo, usa conceitos de sustentabilidade e a permacultura, para criar soluções à crise, reinventando o modo de viver, de abastecer, de ser solidário e socialmente responsável. Vemos que é possível, em todos os contextos, a construção de alternativas sadias e viáveis à contaminação e à degradação ambiental e humana. Havia, já há alguns anos, muitas informações, por vezes bastante desencontradas, sobre o que se passava em Cuba após a queda do campo socialista e a desintegração da antiga URSS no que diz respeito à produção de alimentos e a Permacultura. Sabíamos que alguma solução estava sendo encaminhada, mas não sabíamos a quantidade, nem a intensidade, das ações desenvolvidas pelo povo cubano. O livro “Permacultura Criolla”, nome original em castelhano, esclarece uma série de inconsistências sobre estas informações e nos leva a desvendar um pouco os caminhos trilhados pelos seus habitantes, sobretudo, os urbanos. Tanto assim que achei por bem propor, como um dos nomes para a versão em português, o título de  “Permacultura Urbana, uma experiência Cubana”. O texto é excelente e encorajador, talvez um dos mais concretos e viáveis que eu já li. Os relatos vão contando as experiências do dia a dia, seja nas famílias, sejam nos bairros, mostrando como com boas idéias e afinco é possível resolver os problemas para a satisfação das necessidades básicas das pessoas. A partir da iniciativa muito bem representada na primeira imagem do livro, a chegada dos permacultores da ” Brigada da solidariedade ―Cruzeiro do Sul” procedente da Austrália e Nova Zelândia, muita coisa aconteceu num denso e fecundo lapso de dez anos nessa terra tão querida para todos os latinoamericanos. O livro, escrito a muitas mãos, nos traz na diversidade de práticas e pontos de vista, um enorme acervo de experiência e ações concretas. Isto nos mostra a viabilidade da permacultura praticada num contexto de tempo e espaço, envolvendo em um diálogo profundo os atores locais e companheiros de outros países. Como indica um dos princípios propostos por David Holmgren, “integrar ao invés de segregar!”, a vivência cubana, relatada nesta obra, mostra como é possível, a partir da integração das culturas e de saberes distintos, chegar ao design de assentamentos humanos sustentáveis aproveitando o contexto natural e histórico. As experiências permaculturais em Cuba trazem, para todos nós, uma abordagem da permacultura na prática, num contexto absolutamente real tanto no aspecto local como na necessidade e na preeminência histórica onde estas se desenvolveram. Isto deve encorajar a todos nós, permacultores ou não, a agir e reagir frente ao que nos questionamos em relação a valores, sociedade, comunidade, alimentação, etc. Depois de muitos anos de espera… vem à público esta obra traduzida há nove anos. Inicialmente o livro sairia por uma editora paulista, mas frente a muitos problemas, a empresa acabou não publicando a obra. Foram muitas as idas e voltas do material sem chegar a seu destino, que não é outro que a sua pronta publicação. Em 2015, numa gestão direta, encaminhada por mim, fez-se contato com a Fundação Antonio Núñez Jiménez da Natureza e o Homem, na pessoa de María Caridad Cruz Hernández, na condição de autora principal da obra original em castelhano “Permacultura Criolla”. A conseqüência desta gestão foi a cessão de direitos autorais para a publicação e difusão gratuita do livro, agora titulado “Permacultura-UmaExperienciaCubana”, na sua versão em português. Esta publicação será livre para download no site http://YvyPorã.wordpress.com. Jorge Timmermann Dipl.Perm.Des. (tradutor).

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Águas- de março, abril… de sempre

“São as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no meu coração”, sábio Tom Jobim.

Finalmente nossa espécie, Homo urbanus, começa a se dar conta de que água é vida, e que recursos naturais são finitos. Mas ainda fica buscando bodes expiatórios, para culpar como partidos políticos, ou quem seja, e não vê que somos nós, cada um e todos juntos que estamos nos levando ao caos… que pena!

São várias coisas bem simples mas que parecem um imenso mistério:

  • sem florestas não tem água
  • não há crise hídrica, há uma crise civilizatória ( o planeta se regula e a vida seguirá, com ou sem o homem).
  • existe água, na grande parte deste nosso Brasil, o que falta é o manejo, o cuidado com ela.

Esta afirmações chocam… Hum bem, vamos ver! São Paulo é o exemplo mais gritante, tem falta de água e nas últimas semanas um caos por inundações… Paradoxo estranho! Que tal usar esta água, armazená-la para o uso cotidiano. A água de chuva é limpa, claro que em lugares muito poluídos, como o caso das grandes metrópoles, descarta-se os primeiros minutos de chuva, que limpam a atmosfera, e em seguida, voilá! Água!

Na foto abaixo a casa que tínhamos em Florianópolis, área urbana, com a cisterna no jardim.

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Verão, vida e alegrias

Desde que começamos a publicar neste blog, o verão sempre se mostrou uma época atrapalhada, com férias, viagens etc. Este ano de 2015 não foi diferente! Além das visitas de amigos e familiares, estamos a mil com a obra do projeto Waikayu, na serra, que exigiu nossa presença mais constante por lá… Fora isso, foi um verão especialíssimo, com o nascimento da nossa primeira netinha, Mariana. Assim, a vida explodiu, e sobrou pouco tempo para publicar artigos neste blog.

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A construção na serra, que segue um padrão completamente distinto do que foi Yvy, já que estamos com uma equipe trabalhando lá, vai indo super bem e cada etapa está sendo publicada no blog Waikayu.

Assim, nosso verão segue, em Yvy as gramíneas explodem em verde, e o trabalho cotidiano é praticamente apenas cortar a grama e fazer as coroas com a palhada nos pés das frutíferas.

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Como na nossa zona um e dois plantamos cará moela, ou cará do ar ao lado de cada frutífera, este é o momento em que esta plantinha solta seus baraços, e cresce. Na foto acima os carás podem ser observados, são esta trepadeira de folhas na forma de um coração. Em breve em vários nós de inserção da folha,  irá começar a crescer os frutos ( que na verdade são caules reservantes), uma excelente opção alimentícia, que substitui batatas e é um cultivo super simples, numa estrutura vertical.

Nesta estação em que a vida explode em flor, em crianças que chegam, a reflexão vai mais fundo, junto com as emoções… E a convicção de que construir uma cultura permanente não é apenas uma moda, mas uma obrigação ética, de deixar um mundo sustentável e com opções, água boa, alimentos de verdade, ar, mato, etc para as Marianas que vem chegando! Que cada um e todos nós façamos as nossas partes!

 

 

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