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CONTEXTO CONCEITO CONTEÚDO

Os 3 Cs,  de onde vieram? O que são?

Falamos que a permacultura não é um conjunto de técnicas, mas muito mais uma proposta de ética, que para ser aplicada usa princípios de design e finalmente, escolhe técnicas apropriadas a este ou aquele contexto. A partir deste olhar, junto a minha história de vida como educadora surgiu a proposta dos três “C”:

Contexto- Conceito- Conteúdo

Disso falamos muito nos cursos, em conversas com permacultores e também neste blog. Mais de uma vez nos pediram referências de onde saiu esta síntese. É disto que se trata esta postagem, da origem dos “Três Cs”.

Há alguns anos, que remontam à década de 2000, começamos a trazer para as formações de permacultores educadores e posteriormente para as formações de instrutores de curso de design em permacultura ( PDC) embasamentos de educação, com estudos que propunham um diálogo entre Paulo Freire, Vygostki, Piaget, Fernando Hernández, Phelippe Perrenoud, Pichon Rivière; e os criadores da permacultura Bill Mollison e David Holmgren. A proposta era embasar e instrumentalizar permacultores com ferramentas básicas da pedagogia, manejo de grupos, etc. Assim aconteceram várias reuniões da Rede Permear e, posteriormente, outros cursos.

Na foto abaixo a formação de instrutores 2011 , na escola Autonomia em Florianópolis.

Cada um destes cursos propostos e mediados por mim, traziam o fazer cotidiano aprofundado nos 25 anos de atuação na Escola Autonomia, de Florianópolis e também a atuação na educação de jovens e adultos do campo no PRONERA UFSC, I-Terra RS e no projeto Saberes da Terra.

Na foto abaixo, atividade do projeto Transdisciplinar na Escola Autonomia de Florianópolis,ano 2009.

 

Falar um pouco da minha atuação na Autonomia se faz necessário, por fazer parte da minha história e construção, amadurecimento e engajamento na educação, foi ali que “nasceu” a síntese dos 3Cs. Nesta escola, além da atuação em sala de aula, também fazia assessoria com professores mais jovens sobre como trabalhar com projetos de aprendizagem, o que era uma proposta diferenciada da escola. A síntese dos três Cs se fez com base no construtivismo, isto é, que as crianças traçassem o caminho de questionar-se, construir um conhecimento, mais do que decorar e simplesmente reproduzir os conteúdos curriculares.

Explicando: a escola chamada tradicional ensina conteúdos, raramente explica a ideia, o conceito por trás dos mesmos, e mais raramente ainda dá a resposta aos educandos quando eles perguntam “onde e quando vou usar isso?”, principalmente à medida em que os conteúdos se tornam mais complexos.

Como um educador planeja sua atuação, tendo em vista a realidade da década de 2000, dos tempos escolares (200 dias letivos), carga horária e conteúdo curricular da disciplina? Bem, pensar sobre o tripé educando (quem são estes sujeitos, faixa etária, interesses, contexto social, etc), educador (quem sou, interesses, familiaridade, etc), e finalmente conteúdos (o que o social e historicamente a sociedade espera que eu ensine à esta nova geração neste momento, nesta disciplina) traz a ideia de pensar um problema para propor ao grupo, que leve à necessidade de uma determinada ferramenta para a sua solução (conteúdo).

Na foto abaixo, a construção de uma mini oca, com o primeiro ano  da professora Gi, em 2012. Esta oca era a tenda dos livros num projeto de alfabetização.

Para trabalhar com projetos a ideia é justamente partir de um problema significativo para os sujeitos envolvidos, o que não quer dizer um espontaneísmo, ou deixar o grupo num compasso de espera para decidir o que pesquisar. Os projetos de pesquisa tem como base um problema proposto para que o grupo desenvolva pesquisas e soluções, e neste caminhar acontece a aprendizagem. O problema a ser proposto tem como base no tripé formado educando- educador- conteúdos e nesta interação acontece a construção de conhecimentos.

Na foto abaixo, a turma de 3º ano da professora Lucrécia,que tinha  um projeto de horta, e contou com a assessoria do Jorge. Neste projeto estudaram medidas,  seres vivos e alimentação.

Com isso se muda a perspectiva de processo, que não deve ter como prioridade apenas os conteúdos. A perspectiva é o CONTEXTO (sujeitos, sociedade onde vivem ) CONCEITO ( qual a ideia que o problema traz) e finalmente o CONTEÚDO ( a ferramenta que será usada na resolução do problema), e chagamos ao conhecimento e a uma aprendizagem significativa. Um dos exemplos para ilustrar é na matemática, o aprendizado da regra de três para crianças de 12 anos. A regra de três é a ferramenta, a técnica, o conteúdo: Se a/b = c/d então a.d = b.c. Qual o CONCEITO que dá origem a esta regra? É um dos conceitos mais importantes para o ensino de matemática, estatística, física, química, entre outras: o conceito de Proporção. Mas onde este conceito surge e onde faz sentido? Qual o CONTEXTO onde ele aparece? E qual o Contexto que faz sentido e desperte a curiosidade para crianças de 12 anos? %, densidade populacional, estatísticas sobre assuntos diversos, etc.

Nas fotos acima e  abaixo, Suzana numa saída de estudos  da escola Autonomia à São José do Cerrito, no projeto “Duas cidades diferentes, ou nem tanto” onde matemática, geografia e língua Portuguesa estudavam Florianópolis e Cerrito, com dados estatísticos e culturais. Este projeto com os sétimos anos aconteceu de 2002 a 2012, e teve variadas formas, mas o impactante era que pré adolescentes urbanos conhecessem a vida de uma cidade pequena e rural,  percebendo a diversidade do mundo, culturas, e a relação campo-cidade e a interdependência  entre todos.

O diagrama abaixo ilustra a ideia de quem “cabe” em quem: o conteúdo cabe no conceito, pois tem sua origem nele. O conceito cabe e tem sua origem num contexto, em determinando momento sócio-historico-cultural- ambiental.

Esta estratégia de repensar o conhecimento coloca o educador numa outra relação com seus saberes e pensar em como tudo faz sentido para o outro, numa:

Educação amorosa e altruísta, pensando sobre o pensar do outro.

Isto extrapola os limites das disciplinas escolares , e pode ser usado em qualquer contexto de aprendizagem, formal e informal.

Quando me construo como permacultora, após meu PDC com Jorge Timmermann, em 2002, passo a compartilhar os saberes de educadora no contexto de permacultores, seja no blog de Yvy Porã iniciado em 2007, seja nos encontros e cursos de formação de permacultores – educadores; também aqui os três Cs mostram-se super adequados, e passam a outro patamar, extra escolar.

Muitas vezes percebo, no blog ou em conversas, que as pessoas entendem a permacultura como conjunto de técnicas. Isto pode ser o como usar super adobe para fazer uma casa, sem sequer ter o terreno para a construção da mesma; ou querer plantar mirtilos na Bahia; ou pedem para fazermos cálculos para a cisterna, sem saber quanto chove no local. Talvez isso aconteça pela grande carência das pessoas em buscar receitas ou respostas imediatas e simples aos seus problemas. Para sair da armadilha das receitas, a volta aos 3Cs sempre ajuda, por exemplo, sobre a construção da casa: “onde você está? Qual o clima, qual o terreno? Qual a ideia para sua casa? Quem vai morar nela? Que material tens disponível? Isso leva a refletir sobre o CONTEXTO. Os CONCEITOS vem a seguir, e são construir com materiais locais, uma moradia adequada, confortável, design solar, emissão zero. Só então, e finalmente vem a técnica ou o CONTEÚDO: será de super adobe, ou taipa leve, vai ter banheiro seco ou com água, qual a melhor posição no terreno, etc.

Outra pergunta recorrente, que pode ajudar a exemplificar os 3 Cs é sobre saneamento, por exemplo: banheiro seco ou banheiro com água? Banheiro com ou sem água são opções e para cada uma podem ter mais de uma técnica, um conteúdo. O conceito que vem antes é o princípio de não poluir. Quem deveria definir que banheiro será feito é o contexto , ou seja, local, clima, oferta de água, pessoas que utilizarão as instalações.

Ou seja, sintetizando:

Contexto– é o que norteia suas ações e decisões… Onde está, quais os princípios éticos que vai seguir, quem você é e em qual ambiente se encontra, o que o meio te oferece?

Conceito– os princípios mais detalhados, ou seja, o “por que” fazer algo de uma ou outra forma. Qual a ideia fundamental que será o crivo? Como permacultores: leitura de paisagem, segurança, busca de fechar ciclos, conectar elementos, baixíssimo impacto ambiental, não desperdiçar, etc.

Conteúdo– aqui entram as técnicas e materiais que são muitos, variados e fáceis de se achar na internet.

Então, este é o relato de como uma síntese feita numa educação amorosa e respeitosa com as novas gerações, dialogou com o ser permacultora e vem ajudando nos diálogos produtivos com educadores e permacultores. Minha alegria é enorme e para mim, fica demostrado, mais uma vez que, seja nas aulas de matemática na Escola Autonomia, ou numa resposta no blog de Yvy a ética de CUIDAR DAS PESSOAS permeando nossas ações sempre rendem bons frutos.

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Ano novo, novas escolhas, novos caminhos

Todos início de ano divulgamos com muita alegria, a realização do Curso de Design em Permacultura de Yvy Porã. Alegria em compartilhar saberes, alegria em abrir o espaço da vila Yvy Porã para um grupo interessado em ver e vivenciar por nove dias a permacultura. E em 2020 não será diferente, na semana da Páscoa, de 4 a 12 de abril realizaremos o nosso PDC.

O Curso de Design em Permacultura chamado de PDC tem um currículo oficial proposto por Bill Mollison, numa publicação chamada Syllabus , ele é o mesmo, dado no mundo todo, com carga horária mínima de 72 horas. Sugerimos a leitura da postagem “afinal, o que é um PDC?” no link.

Curículo do Syllabus de Bill Mollison

Curso de Design em Permacultura

  • Introdução
  • Princípio dos sistemas naturais
  • Metodologias de design
  • Padrão no Design
  • Perfil Clássico da Paisagem
  • Solos
  • Design para Catástrofes
  • Prédios e estruturas
  • Tecnologia de conservação de energia apropriadas
  • Florestas e árvores
  • A Água na Paisagem
  • A Ecologia Cultivada
  • Aquacultura e Maricultura
  • Disposição das sobras e reciclagem
  • Gerenciamento da Vida Selvagem
  • Sementes e estufas

Parte 2 – As estruturas invisíveis do Assentamento

  • Reciclagem na Comunidade
  • Economia Informal / Formal
  • Acesso à terra e Sistemas Urbanos
  • Formas Legais
  • Desenvolvimentos da Vila
  • Comércio
  • Como os “trainees” em Permacultura Operam

O PDC de Yvy segue este currículo, atualizando alguns aspectos da parte 2 (afinal, o Syllabus foi escrito em 1983)  com uma ampliação de carga horária para 82 horas aula. Adaptamos o curso à perspectiva da pedagogia de Paulo Freire, com a aprendizagem significativa para os sujeitos, partindo do contexto e da realidade de cada grupo. O curso de permacultura abrange um extenso conteúdo em um tempo restrito, e no mundo todo é um curso com muitas aulas teóricas, nosso PDC segue este pressuposto, mas consegue incluir oficinas e práticas ilustrativas ou motivadoras de dúvidas para as aulas teóricas.

Além do seu currículo, em todo curso, seja sobre o que for, é sempre bom estar atento à pelo menos três pontos que acabam criando a identidade do mesmo: os instrutores, o local, a alimentação.

OS INSTRUTORES

O PDC é um curso denso e cheio de conteúdos, e ao contrário do que se pode pensar, o número de instrutores deve ser reduzido, afinal , a proposta é que o permacultor seja um grande generalista, então os instrutores devem dar o exemplo. Manter a coerência e uma certa “linha de pensamento” é fundamental, para que não se transforme numa colcha de retalhos. Somos 3 instrutores Jorge Timmermann, Suzana Maringoni e Gardel Silveira, todos permacultores com mais 16 anos vivendo e praticando a permacultura. Jorge é o que chamamos “âncora” do curso, que assiste a todas as aulas, costurando os assuntos, e mantendo a linha do que está sendo dado. Suzana, além de vários temas teóricos, organiza as práticas e cuida da organização da cozinha, juntamente com a Dona Ilse. Gardel trabalha várias aulas teóricas e as práticas relacionadas à alguns temas.

Um breve currículo de cada um dos instrutores:

Jorge Timmermann, biólogo e ecólogo, professor por muitos anos de  silvicultura e pesquisador em ecologia em universidades na Argentina. Vive no Brasil desde 1995, formou-se permacultor com Geoff Lawton em 1998 e, a partir dai, passou a atuar com agricultores familiares, ONGs, Projetos com universidades que visavam o desenvolvimento local, e prefeituras do interior em Santa Catarina ministrando cursos PDC e acompanhando as práticas destes sujeitos. Diplomado por Bill Mollison como Permaculture Education and Designer em 2002. Fundador do Instituto de Permacultura Austro Brasileiro e presidente da Rede Brasileira de Permacultura. Fundador da Rede Permear. Em 2007 fez o curso de “Princípios avançados em permacultura” com David Holmgreen. Ministrou cursos de Permacultura por todo o Brasil de 1998 até 2015, quando passou a ministrar apenas o PDC de Yvy Porã e fazer algumas participações especiais em outros cursos. Desde 2011, juntamente com sua companheira Suzana, vem trabalhando a formação de instrutores para cursos PDC. Em 2003, com a concretização do projeto Yvy Porã, dedicou-se à construção deste espaço, tanto na parte privativa da Casa da Montanha (relatada neste blog desde 2007), como nos encaminhamentos dos novos integrantes da vila. Também atua no projeto Waikayu, em São José do Cerrito, onde estamos implementando  um manejo agrosilvopastoril para exploração de madeiras em ciclos permanentes.

Suzana Maringoni, educadora, trabalhou com ensino fundamental com crianças de 1983 a 2013, ganhando duas vezes o prêmio Professor Nota dez. Na escola Autonomia foi da equipe de coordenação e implementação das oficinas Transdisciplinares, assessorando toda a parte da relação com o ambiente, ecologia, e permacultura. Trabalhou com educação de jovens e adultos do campo no PRONERA UFSC entre 2002 e 2007, e no Instituto Josué de Castro (ITERRA – RS) com a turma de magistério entre 2006 e 2008. Formou-se permacultora com Jorge Timmermann em 2002.

Em 2007 fez o curso de “Princípios avançados em permacultura” com David Holmgreen, como fruto deste curso, escreve o livros “Lendas do Saber – permacultura e histórias para cuidar da terra e das pessoas” juntamente com os parceiros Gardel Silveira e Keila Pavani (editora Insular SC 2008). Desde 2008 vem ministrando PDCs com Jorge Timmermann.

Fundadora da Rede Permear, onde ministrou vários cursos sobre ” Ser Educador” para permacultores da rede. Em 2011 idealizou e implementou a Formação de Instrutores de PDC, que juntamente com Jorge vem ministrando a cada dois anos, apenas para permacultores com prática. Em 2003 fundou Yvy Porã e em 2007 começou o Blog Yvypora.wordpress.com compartilhando o processo de construção e implementação do projeto. Em 2013 começa o projeto da estação de Permacultura Waikayu, em São José do Cerrito, onde além do casal Jorge e Suzana, também abriga a família de uma das filhas (Lola, Fernando e o pequeno Thomy).

Gardel Silveira, fez seu PDC em Florianópolis em 2003, certificado por Jorge Timmermann. Há 16 anos pratica a permacultura no Sítio Curupira. Criou e mantém o blog www.sitiocurupira.wordpress. para divulgar as atividades do sítio e curiosidades sobre o meio ambiente.

Participou dos cursos Construção de Zona 1 (Jorge Timmermann), Princípios Avançados em Permacultura (David Holmgren), 1° Formação de Instrutores para PDC de Yvyporã (Suzana Maringoni), Curso para Professores de Permacultura (Marsha Hanzi), Agroecologia Módulo I e II (Epagri), Construção de Horta Sucessional Biodiversa (Ernest Götsch) e Agricultura Sintrópica (Rômulo Araújo).

Desde 2016 tem participado como facilitador em PDCs em Santa Catarina e na Formação de Instrutores para PDC de Yvy Porã.

Nos anos de 2018 e 2019 participou como instrutor na formação dos alunos de Protetor Ambiental nos municípios de Águas Mornas e Santo Amaro da Imperatriz, ensinando sobre permacultura e princípios de ecologia.

O LOCAL

Yvy Porã é uma estação de permacultura em São Pedro de Alcântara SC fundada em 2003 por um grupo de permacultores que tinha o projeto de viver a permacultura num projeto coletivo. O nome “ESTAÇÃO de PERMACULTURA” foi um dos traços do perfil da rede Permear de Permacultores, fundada em 2002, dizíamos que estação significava um lugar de ESTAR, para acolher pessoas, de forma permanente, ou transitória. Então Yvy Porã, que significa Terra Boa na língua guarani, é um espaço para acolher e vivenciar novas oportunidades, construindo soluções à crise usando como base a permacultura.

Hoje a vila Yvy Porã se compõe de dez famílias, com 4 casas construídas ou em processo de construção, algumas morando definitivamente na vila e vivendo a permacultura. Desde 2012, quando a reforma e ampliação da casa mãe, uma construção alemã de 1929, foi minimamente concluída, passamos a ministrar um e só um curso PDC por ano em Yvy, sempre na semana Santa. A casa mãe acolhe e abriga o grupo durante estes nove dias. É um curso para um grupo pequeno, vivendo num ambiente permacultural numa imersão intensa. A casa mãe conta com 4 quartos (3 de casal e um com 3 camas de solteiro) e um grande sótão, que é o dormitório coletivo. Para quem desejar acampar, temos o gramado e o entorno da casa mãe.

A ALIMENTAÇÃO

A alimentação durante o curso é farta e diversificada. A maioria dos alimentos é orgânico e regionais. Priorizamos as compras de fornecedores locais orgânicos, como a Dona Ilse, que fornece leite, manteiga, nata, queijo, biscoitos, galinhas e ovos. As verduras, legumes e frutas da estação são do Xisto, agricultor orgânico da vizinha Antonio Carlos, suco de uva, mel e frutas também vem do sítio Raízes, de São José do Cerrito, dos permacultores Pedro Marcos e Eluza.

Nossa cozinha respeita várias opções de alimentação, somos onívoros, mas quem opta por uma alimentação vegetariana, vai se comer bem, com uma alimentação integral, rica em vegetais. Ou seja, nossa cozinha não é vegetariana, comemos as galinhas caipiras, e bois que pastam, trazidos de fornecedores conhecidos. Os pratos compostos de carne são separados do restante. Seguindo a ética de cuidar da terra a água que usamos vem das nascentes ou das chuvas, e os efluentes são tratados e devolvidos ao sistema.

 

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I Permasul- Nossa participação 2

Na semana passada compartilhamos nossa participação no I Permasul- Convergência de Permacultores do Sul do Brasil, contando brevemente como vivemos este lindo momento, e disponibilizando a apresentação da Suzana Maringoni “Permacultor: protagonista da própria vida”.

Hoje, conforme publicado, compartilhamos o texto base da palestra do Jorge Timmermann “Diálogo entre teoria e prática”. Lembramos que estas publicações são apenas base para uma palestra de uma hora, assim, propomos o diálogo na área dos comentários.

Diálogo entre teoria e prática

Jorge Timmermann

Bom dia! Como sabem, eu sou Argentino, e lá tive a base da minha formação, seja na graduação em Biologia, nas pós graduações como entomólogo, microbiólogo e ecólogo, e numa primeira fase de vida profissional como professor universitário e outros projetos. Ou seja, toda a minha vida de Biólogo-Ecólogo (1970-1995), teve em seu seio a discussão da importância da teoria e a prática.

Nos últimos anos, (1995-2019), desde que passei a viver no Brasil, meu perfil profissional mudou um pouco com permacultura, e esta preocupação não tem sido diferente. Mas a “polarização” à respeito segue, com defensores de ambos o lados , por um lado a prática, dita a “mão na massa!”, como se ela fosse suficiente para adquirir conhecimento… E, por outro lado, espremendo-se virtudes da teorização como que fosse um nível superior do saber.

Duas posições extremas que não reconhecem o valor central do saber, apoiado tanto no método científico como na teoria do conhecimento, que é a criação de modelos mentais teóricos, no que diz respeito a determinados conhecimentos e logo a práxis, ou prática, que nos leva a confirmar os supostos teóricos.

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I Permasul – Nossa participação

Em primeiro lugar, nos desculpamos pela ausência de postagens nos últimos meses. Às vezes perdemos o ritmo de parar para escrever, e também por que os projetos Yvy Porã e Waikayu andam bastante dinâmicos, e o tempo para escrever fica meio perdido.

Na postagem de hoje, vamos compartilhar o que foi a nossa participação na I convergência de permacultores do sul do Brasil – I PERMASUL, que aconteceu entre 18 e 21 de julho de 2019, em Florianópolis.

Convergências de permacultores são encontros regionais, nacionais, ou mundiais que acontecem para troca, encontro, debates, exposições, sem no entanto ter nenhum caráter deliberativo. É realmente uma convergência de ideias e ideais, de sentir que existem parceiros e iguais no mundo. O Brasil é muito grande, e nunca se conseguiu fazer uma convergência brasileira, embora em 2007, tenha ocorrido aqui a convergência mundial, que foi sediada no IPEC.

Frente ao sonho e vontade de fazer estes encontros, no Brasil, quem saiu na frente foi o pessoal do Ceará, que já vai para sua terceira convergência.

Aí, agora em 2019, recebemos um telefonem da Rafaelle Mendes dizendo que havia uma equipe organizando a primeira convergência do sul do Brasil, e nos convidavam, pela nossa história e trabalho, a participar como palestrantes. Ficamos, Jorge e Suzana, bastante animados, orgulhosos de que a nova geração de permacultores sérios, tenham encarado este desafio, que não era nem simples, nem pequeno.

 

A I PERMASUL aconteceu em Florianópolis, na UFSC, foi um momento lindo, e ganhou quem esteve presente nos 4 dias de encontro! Foram muitas conversas, um belo astral, e uma organização bem bolada: haviam palestras, rodas de conversa, grupos de trabalho e discussão sobre temas de algumas das pétalas da flor da Permacultura: Educação, Economia e finanças, Bem estar psico físico espiritual, Espaço construído, Posse da terra e governo comunitário. Só temos que reconhecer e valorizar a iniciativa de Martin Ewert e Mildred Gustack Delambre, que deram um start e reuniram a equipe que pensou e preparou o evento: Alessandra Tavares, Fabio Vaccaro, Martin Ewert, Mildred Gustack Delambre, Rafaelle Mendes, Waldomiro Aita Neto, Viglio Schneider, Cecília Prompt,  Daniel Philippsen, Beatriz Horongoso e agradecer aos demais voluntários que colaboraram durante o evento.

Ao mesmo tempo em que ficamos honrados com o convite, nos questionamos sobre o que falar? O que seria interessante de levar para o grupo? O que levar para uma conversa entre permacultores? Entre muitas conversas e reflexões, decidimos que não seria um relato do que vivemos nos projetos, pelo menos, não diretamente. Buscamos temas de reflexões para trocar ideias e abrir horizontes.

Suzana foi para o lado do viver a permacultura, como forma de autonomia, autoria, independência, buscando “sair da caixinha” e propor um olhar mais amplo sobre como e onde viver a permacultura, discutindo a questão de economia e finanças, fartura etc que sempre aparecem como um entrave a ser permacultor. Permacultura não é carreira, não é emprego, é modo de vida, e que propõe ser sustentável. Assim, surgiu o tema“Permacultor: protagonista da sua vida”.

Jorge demorou mais em organizar sua fala, haviam muitas coisas que poderiam ser, e no fim o foco da fala foi “Diálogo entre teoria e prática”, fazendo uma reflexão sobre o permacultor que sem prática fica no vazio, e sem teoria pode levar a experimentos duvidosos e perigos.

Então, teremos duas postagens, nesta primeira divulgaremos em PDF os slides da fala da Suzana. Lembrando que os slides são uma guia de uma fala de uma hora, então, claro que pode haver questões, dúvidas! Fiquem à vontade para perguntar e assim, seguiremos ampliando o diálogo da Permasul, ainda que no virtual!

“Permacultor: protagonista de própria vida” – Suzana Martins Maringoni3convergencia permasul2019

Publicado em Espaço Waikayu, Produção de alimentos, Zona 3 - cultivos em escala

O trabalho das ovelhas

No design cada elemento deve cumprir pelo menos 3 funções, e ter suas necessidades supridas por mais de uma fonte. Este exercício de fazer conexões se chama análise dos elementos, uma das tarefas que compõem o design da propriedade, e que deve ser feito cada vez que se pensa em introduzir um novo elemento no projeto.  A análise de elementos inclui estruturas, plantas, cultivos e obviamente, animais.

Animais são fundamentais num design, desde fauna nativa, como animais domesticados, ao longo da história da humanidade. Eles polinizam, adubam, roçam, dão alimentos, etc. Um permacultor também entende a função dos animais como conexões das zonas. Na foto abaixo vacas pastando sob o parreiral no sítio Raízes,

Como muitos permacultores tem origem urbana, o capítulo “animais” é sempre um desafio, já que nos expõe à nossa ignorância, aos nossos medos e à questão da responsabilidade frente a outro ser vivo, com decisões de vida e morte.  Animais felizes são os que fazem o que nasceram para fazer, e aí nos incluo.  Tratá-los com respeito e atenção, nos ensina mais de nós mesmos do que dele.

Demoramos para introduzir novos animais em Waikayu, embora estivessem contemplados no design desde os primeiros rabiscos. Nas zonas 3 de pastagens, as vacas estiveram presentes desde o primeiro dia. Mas nas áreas das bracatingas e eucaliptos, neste 4 anos, deixamos as árvores crescer e a roçadeira fez o papel que seria dos animais- mantendo as pastagens nativas. Na foto abaixo, a pastagem sob as bracatingas.

Então, finalmente, fizemos a tarefa estudamos, pesquisamos e decidimos pela introdução das ovelhas. Abaixo, o registro da nossa análise dos elementos.

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Publicado em produção de alimentos, Zona 1- canteiros

As “pragas” no design.

Hoje vamos falar sobre o chamado “Controle biológico de pragas”, um assunto sempre presente quando se tem uma horta ou qualquer produção de alimentos, e aparecem seres “indesejados”, as famosas “pragas”.

Como sempre, nossa postagem parte de uma vivência concreta seja em Yvy Porã , Waikayu ou nos parceiros. Esta aconteceu em Yvy.

Encontramos na nossa horta uma larva comendo as folhas dos tomateiros. Era uma enorme, assustadora e voraz lagarta verde, que faziam um belo estrago.

 

 

A primeira reação é a de sair matando todas as lagartas que se encontravam no cultivo. Arrancando aquela “praga” que está danificando o tomateiro.

 

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Publicado em Cursos, Cursos PDC

Cuidando das pessoas num curso PDC

A permacultura propõe princípios éticos irredutíveis, e que norteiam ações para a construção de uma cultura permanente:

  • Cuidar da terra
  • Cuidar das pessoas
  • Restringir consumo e partilhas excedentes

Uma vez por ano, paramos nossos trabalhos nos projetos Yvy Porã e Waikayu Raízes, para nos dedicarmos à  formação de novos permacultores, com a realização do Curso de Design em Permacultura (PDC), ou seja, uma dedicação exclusiva durante os nove dias do curso.

Desde 2012 fazemos um PDC em Yvy Porã, na semana Santa, somente para um grupo pequeno, de no máximo 16 pessoas. A proposta de acolher este grupo durante  tantos dias, seguindo a ética da Permacultura,  isto  traz toda uma preocupação e ações concretas para esta acolhida.

Nove dias é muito tempo, neste período dizemos que é importante o dormir bem, tomar um bom banho, e uma alimentação orgânica, onívora, farta e variada. Estes ítens fazem  que as pessoas possam assimilar tanto o que se discute no curso, como passar bem na experiência de convívio com um grupo de desconhecidos em uma mesma casa. Na foto abaixo, a turma do primeiro PDC em Yvy, em 2012.

Escrevemos esta postagem com base nas avaliações dos grupos que por aqui passaram, e vamos tentar desmistificar algumas coisas sobre a vivência de um PDC, sugerimos também a leitura da postagem “afinal, o que é um PDC?” que explica o currículo do curso. Também sugerimos a leitura do documentos elaborado pelos pioneiros da Permacultura no Brasil sobre as Bases para o PDC.

Com a experiência de muitos anos em educação e escolas, Suzana traz a ideia de que tudo que é comunicado ANTES, e que se deixa claro como e o que vai ser, é mais fácil para que as pessoas se preparem, com base no real. Assim, as correspondências antes do curso vão dizendo o que viveremos no PDC, dando dicas de vestimenta, alimentação e alojamento.

Em Yvy, todos ficam alojados na Casa mãe, uma construção de 1929, restaurada, mostrada na foto acima. O famosos discurso sobre auto-gestão, que às vezes tem até cursos sobre este assunto,  é vivenciado pelos cursantes ali: 15 pessoas, que recebem a casa limpa, e são responsáveis pela sua manutenção durante os dias do curso. Temos 3 quartos para casais ou famílias que venham para o PDC, mais um quarto com 3 camas e o grande sótão que abriga quem desejar, com colchões. Fora isto, quem quiser, pode montar sua barraca. Temos visto que cada grupo se organiza de uma maneira, e ainda que pareça incrível, as pessoas ficam felizes em estar 9 dias numa casa com outros 15 desconhecidos, partilhando barulhos, limpeza, banheiro, etc. É sempre uma surpresa e um aprendizado. A casa Mãe também funciona com banheiro seco e aquecimento para água com um Rocket stove, o que propicia a aprendizagem concreta de como, numa rotina, se faz para tratar seus efluentes, cuidar da água, etc.

A alimentação é sempre um ítem fundamental- pessoas bem alimentadas são pessoas felizes. Nossa alimentação é onívora, orgânica, em sua maioria e comprada de parceiros no local. A ordem das compras de alimentos começa pelo que conseguimos produzir na escala do curso: algumas hortaliças, bananas, caquis. Logo vem os vizinhos, Ilse (que também ajuda na cozinha durante o curso) fornece leite, queijo, manteiga, nata, doces, biscoitos, galinhas, ovos e faz os pães todos os dias. Pedro Marcos, do Raízes fornece mel, suco de uva, frutas.  De Cerrito vem também a carne, do açougue do Tochão, que abate animais que pastam. Ai vamos para o  Xisto Besen, produtor orgânico de Antonio Carlos, comprar todas as verduras e frutas que ainda faltem. Em seguida o fornecedor de grãos e farinhas orgânicas, e finalmente, para os ítens finais, vamos aos grandes atacadistas. Ou seja, a lógica é outra: produtos locais e limpos, sejam verduras, frutas, grãos, ovos e carne de procedência conhecida, de animais criados soltos, pastando. A opção de vegetarianismo é pessoal, e não misturamos carnes com as verduras, assim respeitamos as opções de cada um.

O processamento dos alimentos é feita por Ilse e Suzana, incluindo 5 refeições: café da manhã, almoço, jantar e dois lanches nos meios períodos. As frutas são liberadas para consumo o tempo todo e os paẽs , cucas e bolos, feitos diariamente. Claro, sem esquecer a pizzada da sexta-feira, momento cultural e de celebração.

O curso de Design em Permacultura é um curso teórico, com muito conteúdo, em Yvy colocamos várias práticas, mas são ilustrativas, de um conteúdo que já foi dado, ou um que ilustra algo que virá. Ou seja, quem vem fazer o curso, sabe que as práticas não são o foco do curso, e nem nós, como proponentes, esperamos que um curso seja para realizar uma grande obra, assim, muitas vezes, o planejado nem é todo ele realizado, depende do grupo. Por exemplo: fazer uma paredinha de taipa: um grupo pode fazê-la inteira, outro não… E este não é o objetivo do PDC, o objetivo é formar bons permacultores, com embasamento para as aprendizagens que virão depois.

Entendemos que a postura de cuidar das pessoas , cuidar da terra, restringir consumo e partilhar excedentes traz em sí uma grande dose de espiritualidade, e é nela que nos embasamos e damos um PDC para toda e qualquer religião, incluímos e respeitamos a todas, por isso não temos NENHUM ritual de nenhuma religião. Também somos rigorosos na proibição de qualquer aditivo alterador de consciência- nenhuma destas substâncias é aceita em Yvy. O curso, por sí só, já traz muitos elementos desestabilizadores e muitos momentos de encontro em volta da fogueira, onde pode rolar músicas, histórias, ou uma boa conversa…

Então, ficou curioso? Converse com quem já fez um curso em Yvy Porã, pergunte, tire suas dúvidas. Vamos buscar soluções para mudanças pessoais e que levem à construção da sustentabilidade…

Em 2019, como excessão, daremos dois PDCs, um em Yvy Porã, entre 13 e 21 de abril, e outro em Waikayu, entre 15 e 23 de junho. Inscreva-se, pois em ambos, as vagas são limitadas!

 

 

 

 

Publicado em Espaço Waikayu, Zona 3 - cultivos em escala

Manejo da floresta de bracatingas

Em duas postagens anteriores sobre o espaço Waikayu relatamos o projeto de pastagens e árvores no nosso espaço. O tempo passa, e acabamos deixando de publicar no blog como vem se desenvolvendo as bracatingas e qual o manejo que elas vem recebendo. Na foto abaixo a caçamba com 3.000 bracatingas, mudas feitas pelo Joel, da Terra Pinus , de Lages.

Em setembro de 2018 plantamos nosso terceiro hectare com 6.000 bracatingas, seguindo o mesmo padrão  relatado na postagem sobre madeiras e sustentabilidade. Então, em fevereiro de 2019 temos plantas no primeiro crescimento de verão, outras com dois anos e as mais velhas no seu terceiro verão de crescimento. Na foto abaixo, as mais novinhas, que plantamos em setembro. Várias delas já com 70cm de altura.

 

É incrível ver o desenvolvimento das plantas, lembrando que elas estão plantadas numa grande densidade, num espaçamento de 1m por 1,5m cada planta.

No inverno de 2018, fizemos, em família, a poda de condução das plantas antes do terceiro estirão de crescimento. A poda florestal tem como objetivo a condução das plantas para a utilização da madeira, assim, prioriza-se o crescimento vertical, podando as bifurcações e cortando-se os galhos laterais. Nesta foto as plantas antes da poda.

E nesta imagem, a mesma área depois da poda. A entrada de luz muda, não é? Como nesta época ainda não tínhamos ovelhas, os galhos e as folhas, excelentes pastagens arbóreas, ficaram no chão para adubação.

Entender que o manejo de uma propriedade familiar compete, sempre que possível, à família, faz parte do ser sustentável. Assim, o trabalho foi feito em família: Jorge e Suzana, Lola e Fernando, acompanhados do Thomy, e com a ajuda do parceiro Pedro Marcos. Este trabalho de podar as quase 6.000 plantas demorou 3 dias. Vamos dizer que não foi tanto…

Depois da poda, feita com tesouras e serrotes de poda, a luz que entra ali, possibilita o crescimento das pastagens.Estimamos que ainda no frio de 2019, as ovelhas comecem a pastar entre as bracatingas maiores.

Por que ovelhas nos piquetes? São animais menores, pesando no máximo 60 quilos, são dóceis, aproveitarão as pastagens, mantendo a grama cortada, e estercam a área. Obviamente, também fornecem lã e carne dos filhotes machos.

Antes do crescimento de verão também fizemos as medições das plantas com 2 anos: medimos diâmetro da base (DAB), diâmetro na altura do peiro (DAB) e altura.

Para isso, Jorge e Suzana mediram todas as árvores das duas diagonais aproximadas do talhão. As anotações do caderno foram passadas para uma planilha, onde analisamos o desenvolvimento das bracatingas. Isso será repetido ano a ano e indicará o raleio, poda e colheita da madeira.

Assim, nossas áreas vão seguindo o design feito lá em 2013, onde prevíamos que em toda área mais acidentada da propriedade faríamos o manejo agrosilvopastoril. Árvores demoram à crescer? Sim, mas investir na permanência e em renda na forma de árvores, traz mais rendas ainda – água, ar, solos, e basta plantar. Quem não investe em um empresa ou numa poupança pensando em 12 ou 15 anos para a frente?

Nós também pensamos, por isso plantamos árvores! Na foto acima, nossa poupança, para nós e para as futuras gerações, numa cultura permanente.

Publicado em Sem categoria

Curso de Design em Permacultura 2019

Todo ano realizamos um, e apenas um Curso de design em Permacultura- PDC em Yvy Porã. Dizemos que é um curso acolhedor, já que trabalhamos com um grupo pequeno, de no máximo 16 cursantes, num regime de imersão, ou seja 24 horas juntos numa estação de permacultura onde se vive a permacultura há mais de 15 anos.

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Aqui no blog, na categoria Curso PDC temos o relato das vivências das pessoas que fizeram o curso nestes muitos anos.

Como diz Marsha Hanzi, este curso muda vidas. E dizemos que é uma bela ferramenta para construir a sustentabilidade! Em épocas de crise, buscar novos horizontes sempre é uma boa estratégia.

Na postagem “Afinal, o que é um Curso PDC ?”nexplicamos o que é o curso e seu currículo, reconhecido mundialmente.

As vagas estão abertas entre em contato e tire suas dúvidas!

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2018 – os aprendizados de Yvy Porã

Yvy Porã, teve um ano intenso com a vila se consolidando, se em 2017 foi o ano de formalizarmos a estrutura com novos integrantes, 2018 foi o ano de concretizar ao vivo e a cores o projeto. Começamos ano com duas famílias morando na Casa mãe e iniciando as obras dos seus respectivos espaços privativos.

Estar no espaço coletivo implica em solucionar problemas concretos, no coletivo, com tempos e visões de cada um. E trabalhar ombro a ombro vale mais do que anos de reuniões para debater ideias. Então, a convivência diária, com tarefas concretas de limpar a casa, rachar lenha, manejar a água, etc foram grandes ferramentas. E eleger investimentos, como a construção da cisterna para água de chuva da casa Mãe, congregou o grupo.

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