Revitalização de um espaço perdido: Garagem – parte 3

A parte final da nossa revitalização do espaço com a construção da garagem, foi a colocação das telhas. A impressão é de que a parte difícil já havia passado, mas foi somente quando colocamos as telhas, e a carga aumentou, que os problemas maiores apareceram.

Ou seja, no processo da colocação das telhas aumenta a carga que deve suportar a estrutura. E não é só o peso dos materiais, também se deve considerar o aumento de peso da água absorvida nas telhas nos dias de chuva, esforços com vento, etc. Para isto se calcula na estrutura um “a mais” de esforços como “sobrecarga”.
Assim, no momento de colocar as telhas foram feitos reforços, nos extremos de algumas peças de bambu que tinham paredes muito finas (menores de 3 cm.). Foram encaixadas peças de madeira, duas ou quatro em forma de cunha e em todo o comprimento do entre nó, transformando o oco da peça de bambu  em um maciço. Também foi colocada uma abraçadeira para evitar o estouro. Agora esses extremos suportam sem problema a compressão a que são submetidos.

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Revitalização de um espaço: garagem – parte dois

Depois de sete dias  de espera para a secagem do concreto, seguimos nossa obra!Começamos o armado da estrutura propriamente dita, este era o dia tão esperado, pois a partir daí começamos a ver  nossa obra tomando altura e se fazendo realidade com as linhas que as peças de bambu mostram.

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A primeira tesoura montada foi a do fundo, já que esta era mais segura por ter um pilar no meio que vinha até o chão.

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Revitalização de um espaço: nossa garagem.

Há um espaço que por algum tempo ficou na gaveta. O local da antiga geodésica ficou quase como terra de ninguém, batia uma saudade e uma tristeza olhar para esse espaço. Então,  com a participação dos estagiários bicicleteiros  e tendo em vista o interesse que eles demonstraram em construir com bambu, decidimos concretizar uma velha ilusão que era ter uma garagem construída com estrutura de bambu. Assim, a meados de dezembro, começamos a adequação do espaço em vista à construção da garagem.

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O projeto visava duas coisas, primeiro a construção da garagem com o belo sistema construtivo em bambu e segundo aprender a lidar com o nosso bambu gigante Dendrochalamus pubescens.

2-Dendrochalamus Continuar lendo

Oficina: fechando a história da geodésica e começando o novo espaço

Quando planejamos a Casa da Montanha, sempre incluímos no design uma oficina do Jorge. Este seria um espaço para marcenaria, para construção de geradores, para engenhocas… Seria ao lado da casa, pequeno, mas que possibilitasse os voos e as invenções que a cabeça imaginasse. Bem, e assim foi, a primeira oficina foi um projeto ousado, quase uma obra de arte, onde se viveu uma história de parcerias, de estímulo aos amigos, de brincar.

Esta obra foi a geodésica, uma construção toda de bambu, preenchida com barro e palha. Fazer a geodésica foi um presente para todos que nela colocaram as ideias, em especial o Malaguti,  e aos amigos todos que colocaram mãos e o coração. Talvez mais do que uma obra, ela foi um lindo ícone de parceria, ousadia,  e cooperação.

Mas como todo projeto ousado e com materiais diferentes, com uma forma diferente, corremos riscos e tivemos alguns problemas. Como já postamos aqui, uma geodésica tem muitas complicações para ser uma obra exposta ao tempo, numa região onde chove muito. Assim, mesmo com as tentativas de fazê-la mais permanente, a geodésica não resistiu e chegou ao seu fim.

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Geodésica- problemas e soluções III

Nossa geodésica passou a ser um espaço de atenção e muito cuidado de nossa parte. Depois de alguns trancos e barrancos, parece que nossos taludes colocados há alguns meses resolveram, assim como as calhas, levando toda e qualquer água para longe dos alicerces.

Nestes meses monitoramos as rachaduras das paredes da base e as pequenas trincas nas partes de cima, que foram sendo calafetadas com uma nata de cimento. Nesta foto num ensolarado dia de outono, Jorge cuidando da nossa GEO.

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Geodésica – problemas e soluções II

Numa postagem anterior falamos sobre os problemas com a Geodésica, com as chuvas caindo sobre seus alicerces de super-adobe, que fez as paredes se incharem e cederem um pouco. Fizemos arrumações, com calhas e caimentos para as águas fazerem outros caminhos, saindo de cima dos alicerces. Estas soluções estabilizaram a obra, mas ficava a sensação de desconforto com as paredes de super-adobe. Numa visita o Tomaz Lotufo, bio-arquiteto sugeriu que a solução para isto era simples: fazer taludes de terra para que as paredes ficassem apoiadas neste volume de terra. Achamos uma solução simples, viável e boa.

Assim, agora no verão, chamamos o George para arrumar as nossas estradas e colocar a terra ao redor da Geodésica, fazendo os taludes. Na foto abaixo o pátio de chegada dos carros a casa da Montanha, entre a casa e a geodésica, com macadame na área onde os carros chegam (barro com pedras).

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Geodésica- passo a passo

Algumas vezes as pessoas nos pedem fotos do processo de construção…

Bem esta postagem propõe resgatar em fotos, os passos para ver, rapidamente, a construção da geodésica. Para saber mais sugerimos ver as postagens sobre ela, buscando na categoria Oficina Geodésica

Alicerces de elevação em super-adobe

Paredes de apoio em tijolos travados

Estrutura geodésica de bambu, com vigas recíprocas, sem as parabolóides das aberturas

Geodésica com a estrutura recebendo as taliscas de bambu que serão a basa para a cobertura de barro + palha.

Recebendo o barro (CAFITICE= cal +fibras + terra + cimento)

Agora olhando de cima, nesta mesma etapa…

Terminada, com reboco na cobertura e os rufos de proteção para que as águas de chuva não caiam sobre os alicerces.

A geodésica- problemas, soluções e acabamentos

A geodésica de bambu que é a oficina da casa da Montanha foi feita em setembro de 2009, e o reboco de barro e palha acabou em novembro daquele mesmo ano. A nossa expectativa era de que esta espécie de cafitice (cal + fibras naturais + terra + cimento) fosse o suficiente para segurar as águas. Bem, não foi, com chuva pingava dentro da oficina! Assim ela ficou um bom tempo coberta com lonas de plástico preto, enquanto tínhamos outras prioridades na casa. O tempo passou e um belo dia descobrimos uma imensa rachadura na parede de tijolos que é a base da geodésica…

O diagnóstico foi dramático: água! Como assim? Sim, água sobre os alicerces.  A foto abaixo ilustra bem o que aconteceu… Vejam o caminho das águas diretamente sobre as paredes do alicerce.

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A geodésica de base quadrada- o Mutirão

No feriado de sete de setembro juntamos os parceiros e amigos para construirmos a geodésica, que é a cobertura da oficina da casa da Montanha. Como já publicado em postagens anteriores e num artigo do Daniel Malaguti, este projeto inovador é um sonho construído com muitas cabeças e muitas mãos. Para este mutirão vieram do Rio o Daniel- pai da criança- e João, ambos do Laboratório de Investigação Living Design -LILD da PUC d0 RJ, de  Botucatu, vieram o parceiro de sempre Tomaz Lotufo, e a turma Danuta, Lucas, Gabriel, Kuma, Bruna e Demétrio, daqui de Floripa:  Mariani e Bel, Cecília,  Rodrigo Primavera, Akhnaton e Julie,  Pedro Marcos lá de Cerrito e obviamente, Jorge e Suzana. Na foto abaixo a turma na hora do lanche.

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