Refazendo o telhado da Casa da Montanha

A postagem de hoje interrompe uma sequência da construção da casa de Waikayu, para trazer a discussão sobre telhados. Aproveitamos um problema com o telhado da Casa da Montanha, de Yvy Porã, para trazer esta discussão à tona.

Uma boa casa tem que ter, nos seus elementos construtivos, entre tantas coisas, um bom alicerce, que ancore bem a casa ao solo, não deixe passar umidade e não afunde. Uma boa estrutura, que permita abrigo, segurança, e um bom telhado, que proteja de sol, chuva. E estes três elementos estão super ligados: o alicerce aguenta o peso da casa (estrutura, paredes, telhado, e tudo que vai dentro da casa!

O telhado ainda é uma grande discussão na pauta das construções ecológicas. Imediatamente você deve ter pensado: telhado verde! Bem, telhado verde pesa muito, e requer uma manta de plástico para que não infiltre água. (ver mais na postagem original sobre o telhado da casa da Montanha).

Na construção da Casa da montanha optamos pelas telhas de tetrapack. Sabíamos que era uma opção com apelo ecológico, mas não tão ecológica assim, já que não se reciclam as embalagens e sim se usam aparas da sobra da fabricação das mesmas e o tetrapck é um material não reciclável, já que junta papelão, alumínio e plástico. Mas naquele momento, pelo contexto, acabamos fazendo esta opção.

O tempo foi passando, e as noticias de problemas com as telhas vinham de muitas pessoas e projetos. Íamos observando as nossas, e víamos que, passados uns 8 anos, alguns sinais de degradação apareciam. Uma goteira na sala, a capa de alumínio ia descascando e espalhando ao redor da casa pedacinhos, etc.

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Waikayu – Telhado

Cobrindo a casa: forro e telhas

Como mostramos na postagem anterior, a estrutura da casa estando pronta, as linhas do telhado e caibros fixados, chegou a hora de fechar a cobertura.

Nos cursos de Permacultura, falamos sempre dos  3 “C”s – Contexto, conceito, conteúdo… Explicando melhor:

– Contexto- é o que norteia suas ações e decisões… Onde está, quais os princípios éticos que vai seguir, quem você é? No caso do telhado: estamos no planalto catarinense, lugar com temperaturas frias no inverno e quentes no verão,  queremos uma obra ambientalmente coerente com o que a permacultura propõe.

– Conceito- os princípios mais detalhados, ou seja, o por que vais fazer algo de uma ou outra forma. Neste caso do telhado nossos conceitos são: segurança, conforto térmico, pouco impacto ambiental, possibilidade de se coletar água de chuva, funcional, duradouro, simples e bonito.

– Conteúdo- aqui entram as técnicas e materiais que são muitos, variados e fáceis de se achar na internet. Tipos de mantas isolantes e telhas. Ou mesmo a discussão sobre o teto verde.

A decisão sobre que telhado fazer e qual material usar, seguiu esta reflexão, e a nossa escolha foi:  forro de madeira grossa de 1 polegada, uma manta isolante de alumínio, ripas de madeira formando um colchão de ar entre esta manta e finalmente a tradicional telha de barro cozida- simples, sem esmalte nem outro produto.

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Para o forro usamos madeiras de 1 polegada, que na região de Cerrito, são usadas para assoalhos. Cada tábua foi tratada com óleo de linhaça antes de subir. Isto gerou muita piada por parte do Juliano e dos meninos da obra, diziam que era o piso do teto do Jorge e da Suzana… Até que no dia 13 de outubro de 2014, uma tempestade de granizo varreu a região, afetando alguns bairros de Cerrito e quebrando seriamente 60% dos telhados da cidade de Lages. A partir dai, passou a fazer sentido para todos um forro destas dimensões… O quesito SEGURANÇA foi amplamente reconhecido.

Sobre este forro colocamos ripas de 2 x 2 polegadas, seguindo os caibros e sobre elas, acompanhando todo o desenho do teto, uma manta térmica de alumínio, que garante o conforto térmico, e ainda faça com que, se uma telha se quebrar, ou água entrar numa chuva de vento, ela não passe para a madeira e não caia na casa.

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Sobre este telhado prateado, colocamos as ripas que sustentam as telhas de barro. Assim, entre a manta e as telhas, formou-se um pequeno colchão de ar, que possibilita a circulação de ar e um melhor isolamento térmico, tanto para o inverno, como para o verão, já que o ar não é um bom condutor de calor.

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Nosso telhado tem quatro água, sendo que para o leste, a cumeeira é estendida, formando uma mansarda com duas janelas- uma na sala e outra no quarto do casal. Estas janelas tem pelo menos duas funções: iluminar o meio destes cômodos, e no verão, como podem ser abertas, dar vazão à bolha de ar quente que ali se concentra (lembrando que o ar quente sobe!)…

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Cumeeira feita, hora de celebrar uma grande etapa concluida!  Com o telhado colocado, antes das chuvas de primavera e verão, possibilitamos que a obra seguisse nestas estações. Agora é tocar as paredes! Mas isto virá em outro post!

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Estrutura da casa de Waikayu

Estrutura em madeira

O projeto da casa mãe de Waikayu priorizou materiais locais,  como terra, pedra, e madeira. Com isso, optamos por uma casa de alicerece ciclópeo, estrutura de madeira e paredes de terra crua e palha. Um estilo da arquitetura vernácula em Santa Catarina, são as casas enxaimel, feitas principalmente nas áreas colonizadas por alemães, como mostra a foto abaixo. Assim, nosso projeto foi ganhando forma, texturas, design: seria uma casa enxaimel.

 

Tínhamos a possibilidade de comprar de um amigo, madeiras de área que seriam alagadas por uma das PCHs (pequena central hidrelétrica) que foram feitas na região de São José do Cerrito. Assim, decidimos comprar estas madeiras, araucárias, pinheiro bravo, bugreiros, etc.  Madeiras boas, que foram cortadas e desdobradas nas medidas que queríamos, para depois ficar estaleiradas secando por um ano. Agora com os alicerces prontos, passamos à estrutura.

 

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Os pilares centrais são grandes peças de brugreiro “in natura”, isto é, a árvore com todas as suas imperfeições,  uma madeira local forte e com um cerne duríssimo. Como estas madeiras ficaram no campo por muito tempo, algumas tiveram , apenas no brancal, alguns bichos, como mamangabas, formiguinhas, etc.

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Levantada na casa, elas ficaram umas semanas secando toda a umidade que ainda poderiam ter na superfície. Depois retiramos os brancais afetados, com um machadinho e também com escova de aço.  Também passamos um secador industrial, que sopra ar a 300°C, que limpava e eliminava qualquer bichinho que ainda estivesse ali.

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Nos encontros de paredes usamos peças roliças também de bugreiro. Já as demais peças de madeira são tábuas de 6 por 15cm, que será a largura das paredes. Assim como em Yvy Porã, os batentes de portas e janelas fazem parte das estruturas da casa e vão formando o enchaimel. Lembrando que cada uma destas madeiras roliças, é colocada sobre o alicerece que tem um ferro, que faz com que este pilar não possa se deslocar lateralmente.

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A cada vão de, no máximo 3m, são colocadas madeiras desta mesma bitola para contraventar, fazendo triângulos., que fazem com que a estrutura fique estável. Mas como ir levantando e estabilizando um “paliteiro”? Optamos por fazer as paredes dos banheiros e da cozinha em tijolos maciços, assim, a estrutura toda em madeira, teria , pelo menos duas áreas firmes, uma de cada lado da casa, para se apoiar, até que o telhado e os contraventos estivessem prontos.

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As paredes de tijolos tem também pilares estruturados em cada encontro de paredes. Estes pilares levam dentro um ferro que vem desde o alicerce e vai amarrado nos caibros do telhado.

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Amarrando todos os pilares vai uma cinta de madeira, e sobre esta os caibros do telhado, que terminam de estruturar a construção. Mas isto é conversa para outra postagem!

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Alicerces de Waikayu- a casa da Serra.

Há algum tempo comentamos numa postagem sobre nosso projeto na serra catarinense, chamado Waikayu. decidimos unir as postagens, de ambos os projetos, num único blog, o mais antigo, o de Yvy Porã. Assim iniciaremos uma sequência de postagens da construção da casa de lá.

Alicerces ciclópeos

Para iniciar nossa casa mãe do projeto Waikayu,  chamamos uma retro para retirar a primeira camada de terra. Esta camada, chamada horizonte A,  é rica em matéria orgânica, o que é ótimo para canteiros, mas péssimo para a construção.  Assim, veio a máquina e marcou a área da casa, fazendo um monte com a terra boa, que será usada, posteriormente nos cultivos da zona 1.

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Em seguida começamos os alicerces, verificando como era o solo, sua resistência, isto define a largura dos alicereces. Nosso solo é bastante sólido, terra dura, com casaclho por baixo, assim, nossos alicereces tem em alguns pontos 40cm de largura e em outros 30cm. Como nossas paredes serão de terra,  nossa opção foi pelo alicerce ciclópeo, que é simplesmente muita pedra, com uma massa de cimento e areia no meio. Este alicerece é muito sólido, aguentando o peso da estrutura e parede, e também impede a subida de umidade.

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Como o relevo do local da casa tem uma sela, ou seja, um bom desnível entre os cantos, a maior parte dos alicereces ficou para fora da terra, em uma caixaria de madeira. Na foto abaixo o início do preenchimento do ciclópeo, com as pedras colocadas diretamente no solo e a massa de cimento e areia (1 de cimento para 5 de areia). As pedras usadas no nosso caso foram lascões ( ou pedra pulmão).

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Para aguentar o peso neste preenchimento, colocamos lascões pelo lado de fora da caixaria, além de algumas mãos francesas de suporte, como pode-se ver na foto abaixo.

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Assim, camada a camada esta caixaria foi sendo preenchida de pedras (lascões) e massa, lembrando de deixar colocados os canos para saídas de esgoto e entrada de luz. No final a proporção entre pedra e massa deve ficar mais ou menos em 50% de cada uma.

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No final, colocamos os vergalhões nos locais onde teremos pilares de tijolos e também os pilares de madeira. Estes vergalhões tem pelo menos duas funções: ligar os alicereces,à estrutura e ao telhado, já que tais ferros serão amarrados aos caibros do telhado.

DSCN1587  Depois de preenchido o ciclópeo, vem a cinta de amarração da casa. Esta tem duas funções: dar uma unidade ao alicerece e isolar de qualquer umidade que ainda possa subir pelas paredes.

Para dar a unidade faz-se a armação de ferro ( calculada de acordo com o peso da casa), e este ficará dentro de uma viga de concreto com um traço de 4 de areia e 1 de cimento. Esta cinta de amarração passa por todas as paredes da casa, internas e externas.

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Nos cantos ou encontros de paredes, onde teremos pilares, sai o ferro que ficará dentro de cada pilar de madeira, a fim de que ele não se desloque lateralmente. Onde vão os pilares ainda colocamos uma alça de arame que irá segurar um cabo de aço que liga o telhado ao alicerece. Este é o detalhe da foto abaixo.

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Depois de alguns dias, hora de retirar a caixaria. Parece estranho, um alicerce mais fora do que dentro da terra… Este era o nosso relevo, problemas e soluções são parte importante de cada obra! Nossa solução foi  aterrar tanto dentro, como  fora da obra, Outro detalhe interessante é que o ciclópeo parece “carunchado”, mas é assim mesmo, é só a parte de fora!

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E assim foi, alguns dias depois, com a ajuda de uma retro que jogava a terra dentro de casa, preenchemos os alicerces, aproveitando que ele terá tempo de se compactar durante o caminhar da obra nas próximas etapas!

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Refazendo a taipa do velho açude.

Quando compramos Yvy Porã, lá em 2003, havia um  açude que estava com a taipa  parcialmente rompida pelo pisoteio das vacas, e, na nossa avaliação, também por ser uma taipa pequena demais para o volume de água que recebia. As aǵuas deste açude vem da micro bacia que tem umas 7 pequenas nascentes, uma delas é a que abastece a casa Mãe.

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O projeto de refazer o velho açude sempre esteve nos planos, e agora, finalmente, foi refeito.  Quando a máquina tirou o que restava da antiga taipa vimos outro fator para que ele tivesse rompido: na taipa haviam muitas pedras, e uma parede para segurar a água de um açude deve ter somente terra, com uma boa porcentagem de argila. A argila absorve água e quando saturada, faz uma massa impermeabilizada.

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Waldemir, o maquinista , foi trabalhando devagar. Primeiro limpou  a taipa antiga, tirando todo o material anterior. Depois buscou ao lado do açude onde havia terra adequada para fazer a taipa. Num curso dizemos que  a base deve ser de 3 vezes a altura da mesma para fora e 2 ou 3 vezes a altura para dentro. Assim, se a taipa tem 2,5 metros de altura, a largura da taipa deverá ter uns 12 m de largura, de terra bem compactada. Na foto abaixo a base da nossa taipa que ficou com 12m de largura, para  2,5m de altura.

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Foi fazendo pequenas camadas e compactando-a passando a esteira sobre ela, num ir e vir sem fim.

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Um açude requer segurança e responsabilidade, afinal, caso ele se rompa, o volume de água causaria grande estrago. No nosso açude avaliamos que a taipa teria 2,5m de altura e o nível de água máximo 2 metros; assim a taipa deveria ter 12m.

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Waldemir fez a taipa “como manda o figurino”, compactando super bem cada camadinha de terra. Ao dar o nível final foi colocado um cano de 100mm para o desague normal das águas; agora no nível do espelho de água que esta a meio metro por debaixo do nível final da taipa.

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Um pouco acima deste, foi cavado no morro o ladrão, bem maior, para que em dias de chuva muito volumosa, as águas não passem sobre a taipa, e sim corram pelo ladrão. Este canal de segurança tem perto de 2m de largura, e foi cavado em terra firme.

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Em uma semana o açude chegou ao cano de desague, começando a mostrar o espelho d’água, ainda cheio de plantas e samambaias do banhado. Aos poucos estas plantas sumirão, apodrecendo com a água, e servindo de alimento para os novos habitantes deste espaço- já vimos patos selvagens que andam por ali… No PDC o amigo Gardel trouxe algumas espécies pioneiras de peixes, que foram soltas ali. Assim,, logo logo teremos um belo lugar para pescar!

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Passeio de drone

Neste fim de semana recebemos a vistas dos amigos Cibeli e Jair,  Vanessa e Bruno. Bruno veio com um brinquedinho muito legal: um drone.

Então, de presente um video de um passeio com o Bruno, vindo da Casa Mãe até a Casa da Montanha.

Divirtam-se!

V PDC em Yvy Porã

Seguindo nossa tradição, na semana Santa tivemos mais uma vez um belo grupo fazendo o V Curso de Design em Permacultura na Casa da Montanha. Este ano chamamos dois parceiros para ministrarem alguns conteúdos, os queridos Gardel Silveira, do sítio Curupira, e o Arthur Nanni, do sítio Igatu e coordenador do Neperma-UFSC. Na foto abaixo o grupo na aula de solos do parceiro Arthur.

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No grupo catarinenses, paranaenses, gaúchos, paulistas e um paraense, que vieram á Yvy Porã para a formação básica em permacultura. Foram 9 dias intensos, com aulas teóricas e práticas , totalizando 80 horas de curso.

Na foto abaixo a parte prática da aula de ecologia cultivada- aquicultura, com o amigo Gardel.

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Com as ações que fizemos recentemente em Yvy, na construção de açudes e abertura de caminhos, as aulas de ecologia cultivada, movimentações de terra, aquicultura, tiveram realmente um sala de aula altamente preparada para tais temas. O pessoal ainda brincou que quer muitas fotos do “antes e depois”.

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Jorge e eu decidimos em 2015, nossa contribuição à disseminação e formação de novos permacultores passa a ser apenas em duas situações por ano: a formação de instrutores e um PDC por ano, aqui em casa.

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Como nos anteriores, o grupo de 2016 não fugiu à regra: pessoas  incríveis,  que com certeza irá espalhar muitas boas sementes pelo caminho e viver felizes de forma sustentável!

Nas fotos abaixo a apresentação do exercício de design da vila Yvy , acolhendo para 15 famílias, com autonomia alimentar e aplicando os princípios da permacultura.

Grupo 1

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Grupo 2

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Grupo 3

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Na foto abaixo o grupo com a equipe do curso ( faltando apenas o Arthur). De pé: Marcio, Elisa, Ana Lara no colo do papai Glauco, Daniel, Katya, José, Dirceu, Jeferson, Gabi, demétrius, Ilse, Jorge e Suzana. Agachados: Gardel, Silvinho e Anderson. ( Fotos, Katya, Marcio e Gardel).

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Projeto Caracol em Yvy Porã

Muitas vezes temos o enorme prazer de receber permacultores formados por nós que assumem projetos libertadores para suas vidas. Desta vez foi o casal Marina e Felipe, paulistas, que decidiram conhecer projetos de permacultura pelo Brasil a bordo da sua Kombi, no projeto Caracol.

Nesta postagem o video feito pelo casal durante a visita! Esperamos que gostem!

Nova etapa de Yvy Porã

A vida tem ciclos e Yvy Porã também. Passamos a etapa de construção da casa, depois foi a fase do cotidiano, plantios, manutenção de frutíferas, etc. Sempre afirmamos que Yvy é um projeto coletivo, e hoje, reafirmamos: se não for coletivo, não tem sentido, não tem por que, não existe. Assim começa a nova fase de Yvy, e do blog, que deixa de ser o relato de apenas um casal construindo sua zona zero, um e dois, e passa a ser o relato de um projeto coletivo: clube, associação, ecovila, condomínio, ou como se queira chamá-lo.

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O primeiro passo foi retomar com o grupo original de Yvy algumas demandas há muito deixadas fora das prioridades: caminhos e açudes.

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A prioridade, em ano de El Niño, foi refazer os caminhos existentes, e abrir alguns novos, pois com as chuvas de 2015, que totalizaram 2670mm no ano, o ascesso a Yvy estava realmente precário. Conversamos com o Jorge Hackel, que faz estes trabalhos em São Pedro de Alcântara, e agendamos os trabalhos. Primeiro veio a máquina de esteiras, que trabalha bastante rápido, e seu maquinista, Wanderlei. Com uma máquina que é um monstro de grande, Wanderlei trabalha com uma docilidade e precisão assustadora e encantadora.

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O primeiro trabalho do dia foi o açude da Casa Mãe, iniciado há uns 5 anos, que precisava ter a taipa levantada ainda mais um metro, pelo menos. A terra para a taipa foi retirada do Morro dos ventos, e fazendo o caminho para o sul da propriedade.

A cada conchada que Wanderlei retirava, íamos vendo tanto o caminho, como o açude sendo desenhados.

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Insistíamos em levantar o nivel da taipa e do caminho entre a Casa Mãe e a Casa da Montanha, para isso demos muita sorte, ao escolher um barranco para tirar terra, nos deparamos com um belo material para a estrada, cheio de pedras, quase o material chamado macadame. Terra e pedras são ótimos para caminhos, mas péssimos para taipas de açudes, as taipas de açudes devem ser exclusivamente de terra argilosa.

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Assim, Wanderlei puxou este material e deu um belo nível à estrada.

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Gentilmente ele nos perguntou se queríamos que limpasse os galhos e pasto de dentro do açude, trazendo toda esta lama cheia de matéria orgânica para a borda. Obviamente autorizamos e agradecemos a proposta, imaginando que seria um montinho de lama. Saimos para almoçar, e qual não foi nosso espanto, ao vermos que ele entrou com a máquina no açude, e limpou todos o espelho dágua. Assim, agora, ao lado da casa Mãe, temos um belissimo açude, que irá se enchendo nestes dias.

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Foi realmente um belo dia de trabalho, trazendo o ânimo e a beleza de Yvy Porã. Ai a foto na mesma persectiva da primeira foto da postagem, com o trabalho feito.

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