Refazendo o telhado da Casa da Montanha

A postagem de hoje interrompe uma sequência da construção da casa de Waikayu, para trazer a discussão sobre telhados. Aproveitamos um problema com o telhado da Casa da Montanha, de Yvy Porã, para trazer esta discussão à tona.

Uma boa casa tem que ter, nos seus elementos construtivos, entre tantas coisas, um bom alicerce, que ancore bem a casa ao solo, não deixe passar umidade e não afunde. Uma boa estrutura, que permita abrigo, segurança, e um bom telhado, que proteja de sol, chuva. E estes três elementos estão super ligados: o alicerce aguenta o peso da casa (estrutura, paredes, telhado, e tudo que vai dentro da casa!

O telhado ainda é uma grande discussão na pauta das construções ecológicas. Imediatamente você deve ter pensado: telhado verde! Bem, telhado verde pesa muito, e requer uma manta de plástico para que não infiltre água. (ver mais na postagem original sobre o telhado da casa da Montanha).

Na construção da Casa da montanha optamos pelas telhas de tetrapack. Sabíamos que era uma opção com apelo ecológico, mas não tão ecológica assim, já que não se reciclam as embalagens e sim se usam aparas da sobra da fabricação das mesmas e o tetrapck é um material não reciclável, já que junta papelão, alumínio e plástico. Mas naquele momento, pelo contexto, acabamos fazendo esta opção.

O tempo foi passando, e as noticias de problemas com as telhas vinham de muitas pessoas e projetos. Íamos observando as nossas, e víamos que, passados uns 8 anos, alguns sinais de degradação apareciam. Uma goteira na sala, a capa de alumínio ia descascando e espalhando ao redor da casa pedacinhos, etc.

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Construção de mais uma casa

Há muitos anos, quase quando a permacultura apareceu nas nossas vidas, lá em 1996, temos uma estreita e afetiva relação com parceiros em São José do Cerrito. Esta relação, permeada pelo fazer a diferença em como viver, resultou no projeto Waikayu, que começou a se concretizar com a compra de uma terra em 2010.

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Por mil caminhos e motivos distintos, em 2014, resolvemos construir a casa neste projeto. E este tem sido o motivo por algumas longas ausências de postagens neste blog. Decidimos publicar em outro espaço a construção da casa de Waikayu e as práticas desenvolvidas naquale contexto. Na última postagem, a construção das paredes de taipa leve.

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Assim, para quem desejar, convidamos a participação também naquele novo espaço virtual de comunicação, aprendizagem e práticas permaculturais.

 

 

A horta e o reboco da paredinha feitos no III PDC

No III PDC de Yvy Porã, realizado na semana Santa, propomos algumas práticas que ilustrem os conteúdos propostos por Bill Mollison para este curso. Na postagem de hoje iremos voltar a duas destas atividades: a horta e a paredinha de pau-a-pique duplo feitos lá na Casa Mãe…

Outro ponto desta postagem tem a ver com o vínculo feito com os novos permacultores, agora parceiros de caminhada. Por estarem mais perto, pois  muitos vivem em Santa Catarina, este grupo do III PDC tem voltado a Yvy Porã, para conversar, compartilhar e recarregar as baterias. Neste fim de semana, “a familinha” – Martina, Zeca, Marja e Zé – voltou para nos visitar e ajudar, compartilhando a vida  e comendo pinhão!

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Na postagem anterior explicamos como foi feita a horta como prática do cultivo de alimentos na zona 1, e vejam como é fácil e lindo transformar seu gramado em um jardim de alimentos! Menos de 40 dias depois, colhemos com os amigos uma bela alface plantada por eles durante o curso. Até a Martina se espantou com a explosão de vida da horta!

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Manutenção- cuidados com a horta e a casa

Verão chegando, época em que a grama cresce, tudo explode em verde, lindo, mas… trabalhoso, pois a grama também toma conta dos caminhos. Um problema e uma oportunidade! Este excedente de biomassa da roçada dos caminhos é um excelente material para refazer os canteiros, abastecendo-os de palhada. Canteiros pertinho da casa são espaços  para cultivo de alimentos, mas também são espaços de embelezamento, de contato com a terra, de viver os tempos e os ciclos da natureza! Aproveitamos a presença e disposição dos nossos estagiários argentinos, e fizemos uma força tarefa para este trabalho.

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Tratando o CORDWOOD

Uma casa merece tantos ou mais cuidados que um carro, como já dissemos aqui uma vez, ninguém pensa em comprar um carro, usá-lo por meses ou mesmo anos, e não fazer uma manutenção. Mas numa casa isto acontece, infelizmente. Bem, não é assim, pense nisto na próxima vez que entrar na sua casa! Numa casa feita com madeira e terra isto é ainda mais real. Madeiras exigem tratamento- seja o convencional de pintura ou verniz, seja o tratamento por impregnação.
Temos, na Casa da Montanha três paredes de cordwood, além de janelas todas de madeira maciça. Optamos por impreganar estas madeiras, pintando-as, a cada 8 meses mais ou menos, com diversas misturas, entre óleo de linhaça, cera de carnaúba e querosene. Com este tratamento a madeira vai chupando esta mistura e ficando cada vez mais resistente a bichos, fungos e umidade.

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Desta vez decidimos usar uma outra mistura aliada ainda ao fator temperatura. Fizemos uma mistura de 1litro de óleo de linhaça cru + 1litro de cera de carnaúba + 500g de cera de abelha, tudo junto, levado ao fogo até a cera derreter, e ficando próximo a uns 70ºC. Ai pintamos o cordwood e as janelas. Cada vez que a mistura esfriava, era voltar ao fogão, aquecendo de novo.

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As madeiras ficaram bem impregnadas e lindas, como sempre que são tratadas. Agora vamos avaliar, com o tempo, como esta mistura reage e resiste tanto ao sol, como às chuvas.

 

As paredes da Oficina

Yvy Porã é um lugar de aprender e de acolher as pessoas. A cada etapa deste projeto, vamos tendo atividades específicas, do cotidiano, como cuidar da horta, manejar as frutíferas, restaurar o carro de boi comprado do vizinho, construir paredes com distintas técnicas, ou participar de alguma instalação que esteja sendo feita, como o rocket stove para aquecer a água do chuveiro da Casa Mãe mostrada na foto acima.

Neste momento estamos terminado a reforma da Casa Mãe, que vem acolhendo pessoas, seja em PDC como foi em abril, seja nas oficinas de luminárias com LED e bambu agora em maio ou no curso de Educação Ambiental que será em junho.

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Parede da Oficina

É comum alguém nos dizer “vou fazer uma casa de super adobe e com teto verde” Ai perguntamos onde? E a pessoa diz “não sei, ainda nem comprei o terreno…”. E isto é um grande problema, pois uma construção natural nunca começa pela técnica, como já dissemos muitas vezes neste blog. Técnica é ferramenta, e será a última coisa a ser escolhida. Começa-se sempre com o CONTEXTO: onde estou, o que preciso, o que o ambiente nos oferece. Depois vem o CONCEITO: sustentabilidade, auto-construção e menor impacto. Finalmente vem o terceiro “C” o CONTEÚDO: a técnica que posso usar.

  • Contexto: preenchimento das paredes da oficina, que já tem feitos os alicerces. O que o ambiente me oferece: terra, palha.
  • Conceito: construção leve, fácil de fazer, e possível de fazer em etapas.
  • Conteúdo: parede de alambrado fixo na estrutura de madeira, já que temos dois rolos que sobraram das obras da geodésica, depois rebocadas com esterco e barro.

No PDC, na oficina que ilustrava as aulas de construção,  a turma começou a preencher as paredes da oficina suando uma das técnicas propostas por Jorge Belanko no video “El barro, las manos , la casa”. A técnica que começamos a fazer é que usa barro e palha, preenchendo um alambrado preso à estrutura da casa.

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Telhado da Oficina

Nosso trabalho na oficina segue, com a prioridade de terminar o telhado, a fim de evitar que as chuvas molhem a estrutura e os alicerces.

Sobre a estrutura de paus roliços de eucalipto colocamos ripas também de eucalipto citriodora para receber as telhas de barro. Dentre todas as opções que pesquisamos para coberturas para regiões onde os volumes de chuva anuais chegam a 1900mm/ano, chegamos à conclusão que as telhas de barro seguem sendo ainda a melhor opção.E como viemos de uma experiência forte de problemas de infiltração, etc na oficina anterior, desta vez fomos para a opção mais tranqüila e segura.

Nosso telhado, de uma água apenas, foi sendo colocado, telha a telha, com um ou outro ajuste nas ripas, para dar o melhor plano possível. Enquanto Jorge ia colocando as telhas, Suzana além de passar as telhas para ele no alto do andaime, ia vendo numa perspectiva como ia ficando a obra.

Assim, em 2 meses, meses de férias, onde as idas a Yvy sempre ficam mais espaçadas por causa das férias, nossa maior preocupação em relação à oficina está resolvida: a obra está coberta com estrutura e alicerces protegidos.

O próximo passo serão as paredes! E assim segue a vida!

Estrutura da oficina- contraventando os pilares

Muitas vezes recebemos consultas sobre construções. Sempre esclarecemos que somos permacultores, com experiência prática em construções. Não somos nem engenheiros, nem arquitetos e reforçamos que para a segurança de quem vai se colocar sob um teto, é importante ter alguém que possa ajudar, orientar dar segurança ao que se vai fazer. Bem, em muitas destas consultas vemos imagens de estruturas que pecam por uma coisa simples, que se chama CONTRAVENTAR uma estrutura.

Isto já foi dito em postagens anteriores, na mais recente delas, a da nova oficina, mas resolvemos que seria importante explicitar e usar estratégias didáticas para explicar este aspecto simples e fundamental das estruturas.

Ao fazer uma estrutura, sempre o que vemos são os pilares, piso e telhado. Isto forma um quadrilátero. Usando a estrutura da nova oficina vamos ilustrando esta explicação. Na foto abaixo a estrutura e a parede da frente, pilares colocados formando o tal quadrilátero.

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Manutenção da Casa da Montanha

Ninguém, ao comprar um carro ou um computador, pensa que nunca irá ter que fazer sua manutenção. Com uma casa é a mesma coisa… Uma casa deve receber cuidados, atenção, ver como ela reage à umidade, ao tempo, ao sol. Pintá-la, cuidar do jardim, das paredes faz parte da rotina. Numa casa de terra e madeira a observação diária e a manutenção tem sua graça e constroem esta relação de cuidado entre moradores e  moradia.

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