A horta e o reboco da paredinha feitos no III PDC

No III PDC de Yvy Porã, realizado na semana Santa, propomos algumas práticas que ilustrem os conteúdos propostos por Bill Mollison para este curso. Na postagem de hoje iremos voltar a duas destas atividades: a horta e a paredinha de pau-a-pique duplo feitos lá na Casa Mãe…

Outro ponto desta postagem tem a ver com o vínculo feito com os novos permacultores, agora parceiros de caminhada. Por estarem mais perto, pois  muitos vivem em Santa Catarina, este grupo do III PDC tem voltado a Yvy Porã, para conversar, compartilhar e recarregar as baterias. Neste fim de semana, “a familinha” – Martina, Zeca, Marja e Zé – voltou para nos visitar e ajudar, compartilhando a vida  e comendo pinhão!

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Na postagem anterior explicamos como foi feita a horta como prática do cultivo de alimentos na zona 1, e vejam como é fácil e lindo transformar seu gramado em um jardim de alimentos! Menos de 40 dias depois, colhemos com os amigos uma bela alface plantada por eles durante o curso. Até a Martina se espantou com a explosão de vida da horta!

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Rebocando a Oficina do Jorge

Nossa oficina tem toda uma história, desde a geodésica, até a construção nova, que já vem funcionando a mil. A nova obra foi feita com alicereces de tijolos, estrutura de eucaliptos roliços e paredes de palha, barro, presas em uma tela de alambrado. Por fora foi colocada uma tela de pinteiro, de plástico, presa ao barro com grampos de ferro. É mesmo incrível que a palha com barro tenham resistido um ano recebendo chuva e estavam praticamente impecáveis! Durante o PDC de 2013, chegamos a fazer o reboco da parede sul, uma das que recebe mais chuva, mas reconhecemos que estávamos meio “preguiçosos” para fazer o resto.

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Desde que estamos vivendo o tempo todo aqui em Yvy, a rotina de visitantes tem sido bem mais intensa, já que nossa disponibilidade para receber  tem sido bem maior. Bem, recebemos uma proposta de voluntariado de um pequeno grupo de jovens argentinos, que estão fazendo uma longa viagem de bicicleta, os irmão Santiago, Lucas, Martin e Gisele, companheira de Santiago. Depois de muitas conversas, conhecendo as regras do local, etc, a turma chegou aqui, sim , em bikes, no sábado à noite.  No dia seguinte, começamos o trabalho.

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Fazendo o piso da oficina

Um ano depois de iniciada, a oficina vai ficando pronta.  Para podermos começar a usar o espaço, decidimos terminar a parte interna, a fim de levarmos as ferramentas e podermos trabalhar lá. Assim, o desafio da semana foi terminar o piso interno. Para isto havíamos levantado o piso até o nível desejado com os restos da cobertura da geodésica. Este nivelamento já havia ocorrido há vários meses. Por ali andamos , pisamos, e compactamos bem o terreno. Agora, para fazer o piso, colocamos uma camada de brita de uns 10cm pelo menos. A brita não permite que nada de água suba pelo piso.

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Cada dia um pouquinho- plantios, luminárias e a oficina…

Chegou a primavera!  seguimos nosso cotidiano em Yvy Porã, fazendo um poquinho a cada dia, sem pressa, desfrutando o estar lá, olhar para fora e pensar no que fazer…

Como estamos novamente com a lua crescente, novamente momento de plantar nosso mix de fava, milho e feijão na pequena zona 3.  Como a palhada colocada há 1 mês já estava bem acomodada, foi abrir o caminho, preparar o solo,  misturando esterco de vaca curtido  com o solo e plantar, num espaçamento de 30cm.  Também olhamos o que houve de perda e falha na plantação anterior e voltamos a colocar sementes.


Como o milho faz sua polinização cruzada, é necessário semear uma massa crítica que permita que isto aconteça. Assim, plantamos 3 sementes de milho em cada uma das 15 covas, em duas fileiras.  Ou seja, são 120 pés de milho. Imagine que se cada um der um espiga, só nestas duas fileiras teremos 120 espigas de milho. Incrível, não é? Assim, a gente começa a perceber que ter parte do seu alimento plantado no seu quintal não é nenhum mistério! Na foto abaixo as plantinhas já com 1 mês ao lado da nova plantação.

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Reboco interno da oficina

A oficina da Casa da Montanha é uma das partes com mais histórias deste projeto. Fizemos a Geodésica,  com todo o seu fascínio  e desafio, que teve em  todas as suas etapas, problemas e aprendizagens para todos os envolvidos! Depois começamos nossa pequena e simples oficina, fazendo alicerces, estrutura e telhado. Um projeto singelo, funcional e, se podemos dizer, tradicional!

Como panos das paredes decidimos usar a tela de alambrado que já tínhamos, palha e barro, aplicando e aprendendo uma das técnicas do video “El barro, Las manos, la casa”. Este video de Gustavo Marangoni mostra várias técnicas construtivas com barro, explicadas pelo construtor Jorge Belanko.

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Reboco com a receita de Jorge Belanko

Uma das paredes do sul, a de pau-a-pique duplo, ao lado do forno de pizza ainda estava sem reboco do lado de dentro. Assim, resolvemos que ali iríamos experimentar um reboco 100% natural, apenas com materiais naturais. Para isto seguimos a receita de Jorge Belanko, bio-construtor da cidade de El Bolson, sul da Argentina. Esta receita se encontra no excelente video “El barro, las manos, la casa”. na foto abaixo a parede antes de receber o reboco

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A geodésica- problemas, soluções e acabamentos

A geodésica de bambu que é a oficina da casa da Montanha foi feita em setembro de 2009, e o reboco de barro e palha acabou em novembro daquele mesmo ano. A nossa expectativa era de que esta espécie de cafitice (cal + fibras naturais + terra + cimento) fosse o suficiente para segurar as águas. Bem, não foi, com chuva pingava dentro da oficina! Assim ela ficou um bom tempo coberta com lonas de plástico preto, enquanto tínhamos outras prioridades na casa. O tempo passou e um belo dia descobrimos uma imensa rachadura na parede de tijolos que é a base da geodésica…

O diagnóstico foi dramático: água! Como assim? Sim, água sobre os alicerces.  A foto abaixo ilustra bem o que aconteceu… Vejam o caminho das águas diretamente sobre as paredes do alicerce.

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Barreando a geodésica

Seguimos trabalhando em duas frentes, conforme o tempo permite. Em dias de sol,  atacamos a cobertura da Geodésica, em dias de chuva, seguimos os acabamentos da casa, fazendo as janelas, detalhes, etc.

Nossa geodésica de base quadrada, projeto do Daniel, tem a estrutura de bambu, construída no mutirão e recebeu taliscas trançadas que deram a forma. Agora é hora de cobrí-la… Coberturas 100% ecológicas são um desafio… Como este espaço é uma oficina, com a forma arredondada, decidimos ousar e arriscar, pois caso ocorram problemas, não compromete a vida “caseira” e poderemos rever e arrumar. Assim, decidimos fazer uma cobertura usando elementos da massa do cordwood, mas tiramos a areia para que a massa ficasse mais leve e depois misturados com palhas longas- muita palha! a proporção é de 50% de palha e 50% barro, mais ou menos…

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O contra-piso

Estamos numa etapa em que as coisas acabam indo bastante rapidamente, e nem sempre conseguimos postar no tempo mais ou menos “real” da obra! Seguimos com o trabalho de apoio com o seu Zé e o Rodrigo, ambos experientes em obras, além dos nossos parceiros que vem e vão, sempre dando uma ajuda preciosa!

Na foto abaixo seu Zé fazendo as linhas mestras do contra piso, são elas que unem os toquinhos e marcam os níveis do piso. Diego, nosso estagiário gaúcho molha as pedras para que a massa tenha melhor aderência.

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A base para a oficina

Ao lado da Casa da Montanha, estamos fazendo a oficina do Jorge, que é uma obra de parceria entre muitas mãos mesmo! O projeto é do Daniel Malaguti,  e serve de base para o seu doutorado ne PUC RJ, já que faremos uma geodésica de bambu, com vigas recíprocas, coberta de calfetice… Uau! Parece grego, não é? Simplificando: é uma bolha, sobre uma base quadrada. Esta bolha é feita toda de bambu, onde as varas se apoiam umas nas outras e são amarradas entre si… Para cobrir usaremos terra com palha e por cima uma camada de uma massa de terra +cal+cimento+fibras… É isso,  Jorge já terá seu lugar para criar, inventar, fazer suas experiências, bio-diesel, engenhocas mil para a produção de energia, etc…

Na foto abaixo o  super adobe sendo levantado e os sacos já com terra esperando a chuva passar para podermos socar. Conforme subia a parede também fomos acertando o interior.

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