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Cuidando das pessoas num curso PDC

A permacultura propõe princípios éticos irredutíveis, e que norteiam ações para a construção de uma cultura permanente:

  • Cuidar da terra
  • Cuidar das pessoas
  • Restringir consumo e partilhas excedentes

Uma vez por ano, paramos nossos trabalhos nos projetos Yvy Porã e Waikayu Raízes, para nos dedicarmos à  formação de novos permacultores, com a realização do Curso de Design em Permacultura (PDC), ou seja, uma dedicação exclusiva durante os nove dias do curso.

Desde 2012 fazemos um PDC em Yvy Porã, na semana Santa, somente para um grupo pequeno, de no máximo 16 pessoas. A proposta de acolher este grupo durante  tantos dias, seguindo a ética da Permacultura,  isto  traz toda uma preocupação e ações concretas para esta acolhida.

Nove dias é muito tempo, neste período dizemos que é importante o dormir bem, tomar um bom banho, e uma alimentação orgânica, onívora, farta e variada. Estes ítens fazem  que as pessoas possam assimilar tanto o que se discute no curso, como passar bem na experiência de convívio com um grupo de desconhecidos em uma mesma casa. Na foto abaixo, a turma do primeiro PDC em Yvy, em 2012.

Escrevemos esta postagem com base nas avaliações dos grupos que por aqui passaram, e vamos tentar desmistificar algumas coisas sobre a vivência de um PDC, sugerimos também a leitura da postagem “afinal, o que é um PDC?” que explica o currículo do curso. Também sugerimos a leitura do documentos elaborado pelos pioneiros da Permacultura no Brasil sobre as Bases para o PDC.

Com a experiência de muitos anos em educação e escolas, Suzana traz a ideia de que tudo que é comunicado ANTES, e que se deixa claro como e o que vai ser, é mais fácil para que as pessoas se preparem, com base no real. Assim, as correspondências antes do curso vão dizendo o que viveremos no PDC, dando dicas de vestimenta, alimentação e alojamento.

Em Yvy, todos ficam alojados na Casa mãe, uma construção de 1929, restaurada, mostrada na foto acima. O famosos discurso sobre auto-gestão, que às vezes tem até cursos sobre este assunto,  é vivenciado pelos cursantes ali: 15 pessoas, que recebem a casa limpa, e são responsáveis pela sua manutenção durante os dias do curso. Temos 3 quartos para casais ou famílias que venham para o PDC, mais um quarto com 3 camas e o grande sótão que abriga quem desejar, com colchões. Fora isto, quem quiser, pode montar sua barraca. Temos visto que cada grupo se organiza de uma maneira, e ainda que pareça incrível, as pessoas ficam felizes em estar 9 dias numa casa com outros 15 desconhecidos, partilhando barulhos, limpeza, banheiro, etc. É sempre uma surpresa e um aprendizado. A casa Mãe também funciona com banheiro seco e aquecimento para água com um Rocket stove, o que propicia a aprendizagem concreta de como, numa rotina, se faz para tratar seus efluentes, cuidar da água, etc.

A alimentação é sempre um ítem fundamental- pessoas bem alimentadas são pessoas felizes. Nossa alimentação é onívora, orgânica, em sua maioria e comprada de parceiros no local. A ordem das compras de alimentos começa pelo que conseguimos produzir na escala do curso: algumas hortaliças, bananas, caquis. Logo vem os vizinhos, Ilse (que também ajuda na cozinha durante o curso) fornece leite, queijo, manteiga, nata, doces, biscoitos, galinhas, ovos e faz os pães todos os dias. Pedro Marcos, do Raízes fornece mel, suco de uva, frutas.  De Cerrito vem também a carne, do açougue do Tochão, que abate animais que pastam. Ai vamos para o  Xisto Besen, produtor orgânico de Antonio Carlos, comprar todas as verduras e frutas que ainda faltem. Em seguida o fornecedor de grãos e farinhas orgânicas, e finalmente, para os ítens finais, vamos aos grandes atacadistas. Ou seja, a lógica é outra: produtos locais e limpos, sejam verduras, frutas, grãos, ovos e carne de procedência conhecida, de animais criados soltos, pastando. A opção de vegetarianismo é pessoal, e não misturamos carnes com as verduras, assim respeitamos as opções de cada um.

O processamento dos alimentos é feita por Ilse e Suzana, incluindo 5 refeições: café da manhã, almoço, jantar e dois lanches nos meios períodos. As frutas são liberadas para consumo o tempo todo e os paẽs , cucas e bolos, feitos diariamente. Claro, sem esquecer a pizzada da sexta-feira, momento cultural e de celebração.

O curso de Design em Permacultura é um curso teórico, com muito conteúdo, em Yvy colocamos várias práticas, mas são ilustrativas, de um conteúdo que já foi dado, ou um que ilustra algo que virá. Ou seja, quem vem fazer o curso, sabe que as práticas não são o foco do curso, e nem nós, como proponentes, esperamos que um curso seja para realizar uma grande obra, assim, muitas vezes, o planejado nem é todo ele realizado, depende do grupo. Por exemplo: fazer uma paredinha de taipa: um grupo pode fazê-la inteira, outro não… E este não é o objetivo do PDC, o objetivo é formar bons permacultores, com embasamento para as aprendizagens que virão depois.

Entendemos que a postura de cuidar das pessoas , cuidar da terra, restringir consumo e partilhar excedentes traz em sí uma grande dose de espiritualidade, e é nela que nos embasamos e damos um PDC para toda e qualquer religião, incluímos e respeitamos a todas, por isso não temos NENHUM ritual de nenhuma religião. Também somos rigorosos na proibição de qualquer aditivo alterador de consciência- nenhuma destas substâncias é aceita em Yvy. O curso, por sí só, já traz muitos elementos desestabilizadores e muitos momentos de encontro em volta da fogueira, onde pode rolar músicas, histórias, ou uma boa conversa…

Então, ficou curioso? Converse com quem já fez um curso em Yvy Porã, pergunte, tire suas dúvidas. Vamos buscar soluções para mudanças pessoais e que levem à construção da sustentabilidade…

Em 2019, como excessão, daremos dois PDCs, um em Yvy Porã, entre 13 e 21 de abril, e outro em Waikayu, entre 15 e 23 de junho. Inscreva-se, pois em ambos, as vagas são limitadas!

 

 

 

 

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2018 – os aprendizados de Yvy Porã

Yvy Porã, teve um ano intenso com a vila se consolidando, se em 2017 foi o ano de formalizarmos a estrutura com novos integrantes, 2018 foi o ano de concretizar ao vivo e a cores o projeto. Começamos ano com duas famílias morando na Casa mãe e iniciando as obras dos seus respectivos espaços privativos.

Estar no espaço coletivo implica em solucionar problemas concretos, no coletivo, com tempos e visões de cada um. E trabalhar ombro a ombro vale mais do que anos de reuniões para debater ideias. Então, a convivência diária, com tarefas concretas de limpar a casa, rachar lenha, manejar a água, etc foram grandes ferramentas. E eleger investimentos, como a construção da cisterna para água de chuva da casa Mãe, congregou o grupo.

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VII Curso de Design em Permacultura de Yvy Porã

O Curso de Design em Permacultura, chamado PDC, é um curso basicamente teórico, que instrumentaliza as pessoas a pensarem o que fazer para construir sistemas humanos sustentáveis.

Mais uma vez, semana Santa é época de PDC em Yvy. Formar permacultores, na perspectiva proposta por Bill Mollison e David Holmgren.

Foram nove dias intensos, numa imersão de convivência, de estudo  e algumas práticas ilustrando o que discutimos em aula. Na foto abaixo o parceiro Gardel Silveira, do Sítio Curupira fazendo o composto com o grupo.

16 estudantes, 1 ajudante, três crianças, vivendo na Casa mãe, e numa semana especialmente chuvosa em Yvy foi de integração e descobertas. Na foto abaixo a prática de canteiros instantâneos.

O grupo fez a chuva virar alegria e certamente, nos apontaram o que significa um design para eventos extremos, como chuvas, secas, ventos, etc.

Faz parte do curso PDC o trabalho em grupo , para elaboração da proposta de design como conclusão do curso.

No final, mais um grupo de permacultores formados em Yvy. Sejam permacultores éticos, responsáveis e felizes Anna, Cassia, Claudia, Margô, Thalita, Joana, Sabrina, Fabiana, Bernardo, Shale, João, Thiago, Eduardo, Toninho, Andrew, Edmar e Carlos. Agradecemos sempre a parceria dos amigos Gardel Silveira do sítio Curupira e Arthur Nanni, do sítio Igatu,  nas aulas, O cuidado e apoio da Ilse na alimentação,  Diego na infra e Carlos Augusto no cotidiano.

Para quem perdeu, o próximo na semana Santa de 2019!

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Ecodesenvolvimento e Permacultura

Na postagem de hoje um artigo escrito por Jorge Timmermann, permacultor, biólogo, ecólogo, formado pela Universidade Nacional de Córdoba (Ar). Atuou como pesquisador e docente na  Universidad Nacional de Catamarca, Universidad Provincial de La Rioja. Também trabalhou como coordenador regional no Programa Nacional Algarrobo (desenvolvimento de áreas marginais), pesquisador e entomólogo no combate à doença de Chagas (Univ. Nacional de Córdoba), com participação no Serviço Nacional de Chagas (Gov. Argentino). Permacultor desde 1998, diplomado como Designer e instrutor de PDC por Bill Mollison em 2002. Participou da formação com David Holmgren para permacultores em 2007.Fundador do IPAB, da extinta Rede Brasileira de Permacultura, rede Permear, das estações de Permacultura de Yvy Porã e Waikayu em Santa Catarina.

 

 

Ecodesenvolvimento e Permacultura

Jorge Timmermann

O conceito Ecodesenvolvimento foi cunhado nos anos 70 como resposta ao marco polêmico que existia, entre os que queriam o desenvolvimento a qualquer preço e os ambientalistas. Isto acontecia na primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente em Estocolmo. Maurice Strong propôs este termo. Logo, foi ampliado pelo economista Ignacy Sachs, que o levou a outras dimensões: a econômica, a social, a cultural e a gestão participativa, além da preocupação com o meio ambiente.

Quando conheci a ecologia, nos idos anos 70, a questão fundamental a ser tratada, para resolver os problemas ambientais, era a diminuição imediata e/ou acabar com a “degradação ambiental” e a “poluição”. Estes dois conceitos eram cerne da questão ecológica. Toda a ciência ecológica, sua metodologia e ações eram orientadas a manter o mundo habitável, para nós e para as gerações futuras.

Com o passar dos últimos 50 anos, nunca deixou de me surpreender como os discursos vão mudando e as modas vão puxando os indivíduos para longe do objetivo principal (terminar com a degradação e a poluição) para levar-nos a infindáveis discussões, nos encaminhando para ações que, com muita sorte, serão meros paliativos ou simplesmente nos desorientam do que é realmente importante.

Na década de 1980 (em 1987), a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD, adotou o conceito de Desenvolvimento Sustentável em seu relatório Our Common Future (Nosso Futuro Comum). Nós, os ecólogos de campo, presenciamos estarrecidos como o establishment conseguia um novo triunfo negando o claro, comprometido e proativo conceito de ‘Ecodesenvolvimento” pelo moderno, estético, vago e obscuro “Desenvolvimento Sustentável”.

O que todos entendíamos como um compromisso irredutível, desde o ponto de vista ecológico, era como se deviam desenvolver os projetos ligados ao ambiente, sempre sustentados num tripé metodológico, com seu foco nas questões: ambientais, sociais e econômicas, definidas no Ecodesenvolvimento. Ou seja, com ações que priorizem a conservação ambiental (que reduzam a degradação e evitem a contaminação) que sejam socialmente justas (sem discriminação, segregação e igualando as oportunidades) economicamente viáveis (que gerem benefícios sem destruir o capital natural). Estes pontos claríssimos e inconfundíveis do Ecodesenvolvimento, transformou num obscuro justificar a sustentabilidade de um projeto pela simples sustentabilidade econômica, relegando a questão ambiental e social a um segundo plano ou esquecendo delas.

Passados os anos e salvando as distâncias observo como ainda não abordamos a questão principal com o devido cuidado. Continuamos desenvolvendo a nossa cultura, num contexto finito, provocando degradação e poluição

Fomos induzidos a acreditar que: “sempre os problemas foram criados por outros”. Que são as diferenças políticas, econômicas e/ou as duas juntas “o poder” que são os responsáveis pelo estado calamitoso da nossa gestão ambiental (ecossistemas e humanidade).

Falamos que o maior impacto ambiental (medido em porcentagem planetária de degradação de ecossistemas, perda de solos, erosão genética, etc.) foi provocado nos últimos duzentos anos. Então a culpa é da “revolução industrial”, da “revolução verde”… E se isto não for suficiente apelaremos a culpar os Impérios…

Estes cenários exemplificados, e muitos outros possíveis, são fatores concretos que levam, objetivamente, ao desfecho da crise ambiental; só que a situação atual requer de uma nova abordagem.

O nosso gênero, homo, vem transitando o planeta Terra há milhões de anos. Na sua passagem deixou um rastro permanente de degradação e/ou poluição, é só lembrar-se da salinização dos campos irrigados da mesopotâmia pelos Babilônios; a domesticação de espécies animais e vegetais que reduziu nossa dieta farta e variada a poucas variedades de espécies únicas, em prol da eficiência econômica ou diminuição de esforço com a consequente destruição e degradação de ecossistemas prístinos e criando assentamentos humanos massivos e altamente impactantes; etc.

Assim, o nosso impacto permanente e contínuo, foi se agudizando na medida em que o crescimento populacional acontecia. Há relativamente pouco tempo, algumas décadas, que somos conscientes dos “limites ao crescimento” (livro publicado pelo Club de Roma, 1972); então, já é hora de assumir esta nova realidade (que nossos antecessores não tinham) e começar a agir coerentemente com ela. Este agir é individual, intransferível e cotidiano.

Então, quando conheci à Permacultura (e lá se vão 20 anos), fiquei muito animado ao conhecer o contexto ideológico e ético da proposta da permacultura. Ela nos remete a esta ação individual, com responsabilidade e autonomia.

A sua ideologia é embasada na ecologia, e às vezes falamos que Permacultura é ecologia prática, proativa; seus princípios de ação e sua metodologia promovem, continuamente, a criação de uma cultura humana permanente.

Sua ética reflete fielmente a base do ecodesenvolvimento citadas neste texto.

O cuidado com a Terra e O cuidado com as pessoas responde ao imperativo de não degradar. Assim, nossas atividades de cunho puramente econômico, sem reconhecer o ambiente, e os indivíduos, só fazem tremer as bases ambientais, que são os ecossistemas e as pessoas que o habitam. A degradação dos ecossistemas conleva à degradação humana.

E o terceiro princípio ético, Limites ao consumo e à reprodução, e redistribuição dos excedentes? Considero a poluição ligada intimamente à quantidade, quer dizer: não é só a qualidade de um produto (veneno, adubo, etc.) ou de uma ação (despejar, não tratar, etc.) o que polui; é a quantidade deles que pode afetar de forma irreversível aos ecossistemas. Por isto a questão dos limites é tão clara e importante, nos remete à ações concretas, vivenciadas diariamente por todo e qualquer humano, esteja ele em que contexto estiver. Em relação à redistribuição dos excedentes, estamos frente a questão da igualdade de oportunidades e isto tem a ver com discriminação, exclusão, exploração, e todas as formas injustas de toma de poder.

Citei anteriormente meu entusiasmo, como ecólogo, ao conhecer a Permacultura. Esta alegria me contagiou e levou a abraçar esta ciência, filosofia e prática, por reconhecer que ela trazia respostas concretas à crise civilizatória que vivemos, e o mais interessante, ao alcance das mãos de qualquer pessoa. E o ponto que norteia toda a gama de ações da permacultura na sua concepção e na sua expressa declaração de princípios éticos, responde aos imperativos ecológicos declarados há décadas e nunca bem resolvidos: acabar com a “degradação ambiental” e a “poluição”.

A proposta de solução à crise dada pela permacultura, nos seus princípios éticos e princípios de design, pode reverter atitudes da cultura atual que priorizam o bem estar individual e o ter, que se define em prol de interesses mesquinhos.

Compreendamos o que David Holmgren e Bill Mollison pretenderam com o enunciado dos “Princípios Éticos da Permacultura”, eles propõem com clareza e concretude filtros de ações para que o homo sapiens consiga reverter o processo suicida da humanidade e construir uma cultura permanente; basta ter:

-Cuidado com a Terra

-Cuidado com as Pessoas

-Limites ao consumo e à procriação, e redistribuição dos excedentes.

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Feliz 2018! E lá vem o PDC em Yvy Porã.

Desejamos à todos os leitores deste blog, que nos acompanham, um belo 2018!

O ano que chega, sempre com a promessa de esperança, saúde, paz, amor! Sustentabilidade, VIDA! Como diz uma tirinha da Mafalda que anda circulando pela internet:

Tentamos ser a cada dia, melhores, com certeza! Criando um belo mundo para nossos filhos, netos, amigos… Que o ano novo tenha o olhar e o sorriso destes pequenos!

E como sempre, nos primeiros dias do ano, abrimos um grande espaço de compartilhamento de saberes, de aprendizagem, de crescimento com o Curso de design em Permacultura em Yvy Porã! Ficaremos felizes em receber mais um grupo em nossa casa para este tempo de partilha!

Neste ano as vagas foram preenchidas muito rapidamente, ficamos felizes e honrados! Caso não tenhas conseguido se inscrever, entre em contato conosco, para lista de espera, ou para saber mais do curso!

 

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Permacultura democrática, endógena e social

No relato da história da Permacultura publicado neste blog, contamos um aspecto mais geral do Brasil. Hoje seguimos neste resgate. Pensamos que muitas vezes o papel dos mais velhos é trazer a história do que uma cultura viveu, para que os mais novos conheçam. Esta é nossa intenção hoje, nesta postagem que trará mais detalhadamente a permacultura em Santa Catarina, local onde vivemos e atuamos mais intensamente nestes quase 20 anos de permacultura.

Em muitos momentos a permacultura é rotulada como elitista, algo de classe média ou alta. Talvez esta visão seja pautada basicamente pelo fato de que a divulgação de cursos seja o que mais apareça nas redes socais e que realmente abarca este público. Questionamos profundamente esta visão, por que realmente acreditamos que muitos trabalhos com o foco da permacultura aconteçam por ai, em todos o país e poucos deles tem “tempo” para publicar isso no Facebook. Na nossa atuação como permacultores desde 1998, (Jorge) e 2002 (Suzana) participamos de processos e projetos sociais, que formaram muitos permacultores em âmbitos fora das cidades, semeando muitas possibilidades e trabalhos por ai.

Por isso, nesta postagem, que também conta mais um pouco sobre a história da Permacultura no Brasil, vamos resgatar projetos que participamos, em Santa Catarina.

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Em 2017 vamos fazer um mundo melhor! Planeje-se para o VI PDC

Para todos que acompanham este Blog desejamos um feliz 2017! Com pessoas melhores, com um mundo que se descobre possível e viável. Com pessoas que façam suas escolhas de forma consciente, questionando o que se chama “normalidade”, fazendo opções distintas e traçando caminhos autônomos.

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Todos os anos, além dos nossos melhores desejos para cada um, é nesta época que lançamos o Curso de Design em Permacultura de Yvy Porã. E em 2017, não será diferente! Este curso é o start para ser permacultor, traz as ferramentas básicas, conceitos e ações para começar do zero, a construção e vivências de sistemas humanos sustentáveis.

Desde 2015, nós, Jorge Timmermann e Suzana Maringoni, deixamos de viajar para  ministrar cursos pelo Brasil e nos dedicamos aos projetos de Yvy Porã e Waikayu. Assim, damos apenas um curso por ano, em Yvy Porã, sempre na semana santa. Em 2017 será entre os dias 8 e 16 de abril. São apenas 15 vagas de uma vivência intensa e marcante durante nove dias num espaço permacultural construído desde 2003.

Então, sinta-se convidado! Lançamos a divulgação do VI PDC da Casa da Montanha de Yvy Porã. Vamos permaculturizar o mundo?

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(em 20 de fevereiro- TODAS AS VAGAS PREENCHIDAS!)

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V PDC em Yvy Porã

Seguindo nossa tradição, na semana Santa tivemos mais uma vez um belo grupo fazendo o V Curso de Design em Permacultura na Casa da Montanha. Este ano chamamos dois parceiros para ministrarem alguns conteúdos, os queridos Gardel Silveira, do sítio Curupira, e o Arthur Nanni, do sítio Igatu e coordenador do Neperma-UFSC. Na foto abaixo o grupo na aula de solos do parceiro Arthur.

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No grupo catarinenses, paranaenses, gaúchos, paulistas e um paraense, que vieram á Yvy Porã para a formação básica em permacultura. Foram 9 dias intensos, com aulas teóricas e práticas , totalizando 80 horas de curso.

Na foto abaixo a parte prática da aula de ecologia cultivada- aquicultura, com o amigo Gardel.

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Com as ações que fizemos recentemente em Yvy, na construção de açudes e abertura de caminhos, as aulas de ecologia cultivada, movimentações de terra, aquicultura, tiveram realmente um sala de aula altamente preparada para tais temas. O pessoal ainda brincou que quer muitas fotos do “antes e depois”.

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Jorge e eu decidimos em 2015, nossa contribuição à disseminação e formação de novos permacultores passa a ser apenas em duas situações por ano: a formação de instrutores e um PDC por ano, aqui em casa.

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Como nos anteriores, o grupo de 2016 não fugiu à regra: pessoas  incríveis,  que com certeza irá espalhar muitas boas sementes pelo caminho e viver felizes de forma sustentável!

Nas fotos abaixo a apresentação do exercício de design da vila Yvy , acolhendo para 15 famílias, com autonomia alimentar e aplicando os princípios da permacultura.

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Grupo 2

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Grupo 3

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Na foto abaixo o grupo com a equipe do curso ( faltando apenas o Arthur). De pé: Marcio, Elisa, Ana Lara no colo do papai Glauco, Daniel, Katya, José, Dirceu, Jeferson, Gabi, demétrius, Ilse, Jorge e Suzana. Agachados: Gardel, Silvinho e Anderson. ( Fotos, Katya, Marcio e Gardel).

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Exercício de Design

Como sempre afirmamos neste blog, acreditamos na formação das pessoas e que a revolução são os processos de mudanças individuais. Como permacultores, investimos no compartilhar saberes, e ajudar que esta ferramenta se divulgue, com responsabilidade. Na foto abaixo a turma do PDC de 2015 em Yvy.

 

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O curso chamado PDC – Curso de Design em Permacultura, é um curso de 9 dias, com uma carga horária mínima de 72h, e curriculo proposto por Bill Mollison, e em Yvy  porã acontece uma vez por ano, na Semana Santa.

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Num Curso de Design em Permacultura – PDC, depois de muitas aulas teóricas, os grupos recebem a comanda para elaborar o Design de uma determinada área. Dizemos que é o Trabalho de conclusão de Curso.

Alguns grupos apresentam usando cartazes, outros fazem colagens, para mostrar a evolução do design em curto, médio e longo prazo, outros grupos ainda usam ferramentas tecnológicas.

Neste post vamos apresentar dois dos Designs feitos no PDC de 2014 em Yvy Porã. O primeiro do grupo Kitarno, Rodolfo, Lourdes e Aleien.

Design Yvi Porâ 2014

E o segundo do Gerlane, Bruno e Jayson.

Design Permacultura Yvy Porã

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Por que somos permacultores

Muitas vezes nos perguntam o que é Permacultura? Ou o por que fazemos permacultura?

Dizemos que permacultura é mais um modo de vida, permeado por uma filosofia de cuidado com o outro, com o planeta e compartilhando excedentes. Para isso se usam muitas e muitas técnicas, adaptadas ao seu contexto e ao seu modo de ser.

Há vinte anos, quando falávamos a palavra permacultura, a pergunta vinha de imediato: “perma o quê?”… Hoje em dia, há diferentes correntes e vozes pelo mundo todo, que de uma ou de outra forma, apontam a princípios de cidadania planetária. Nesta direção também aponta a ética da Permacultura, que é a necessidade de restringir consumo e compartilhar excedentes. Independente de ser permacultura ou outros movimentos, como o de decrescimento, a ideia de fundo é a mesma: deixar condições de vida para as futuras gerações, cuidando da nossa casa- o planeta Terra.

Assim, a postagem de hoje é um pequeno video, muito bom, explicando nossa crise atual, que não é apenas econômica, social, cultural, é isso e tudo o mais, dizemos que é uma crise civilizatória. Entendemos que este video explica plenamente o por que fazemos permacultura… São apenas 6 minutos para pensar! Aproveitem!