Terceira parede

Maio se foi, foi um lindo mês, com um frio danado, mas com cores no céu e nas plantas que sempre nos surpreendem e encantam.

Maio também trouxe uma nova rotina para nós, mais tempo em Yvy Porã. Nesta época a grama, os pastos, o verde, muda de cor, e não cresce tão rapidamente- o que faz “sobrar” tempo para outras atividades, além de cortar grama, manter os caminhos roçados e as frutíferas sem pasto abafando-as.

Neste início de junho, Jorge dedicou-se bastante à nossa obra, e as paredes cresceram! Claro que vamos aprendendo, pegando as manhas, e agilizando procedimentos que no início eram todo um mistério!

É engraçado lembrar de conversas e dilemas sobre como colocar a primeira forma, como começar a socar? Há frestas entre o alicerce a forma…o que fazer?

Agora outros dilemas aparecem, e sabemos que iremos solucioná-los da mesma maneira- vivendo cada dia com a sua preocupação e a sua solução!

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Nesta etapa, estamos na terceira parede, que tem uma imensa janela para a varanda. Nos deparamos com alguns problemas e suas soluções:

  • formas pequenas de uma tábua apenas, ajudam o trabalho individual, e vão super bem nas paredes laterais às aberturas.
  • nesta forma é preciso socar com menos quantidade de terra, senão não compacta bem.
  • caprichar na mistura terra+areia+cal é fundamental, se ela fica pouco homogênea também compromete a compactação.
  • observe sempre ( isto é um dos princípios da permacultura propostos pelo David Holmgren), pois o seu solo pode mudar um pouco, ai equilibre a mistura na proporção já falada anteriormente.
  • formas pequenas podem rachar… Esteja preparado para trocas, pois uma trinca faz com que barrigas apareçam na sua parede. Sim, é incrível, mas é verdade!

terrasu.jpgNa foto acima, Suzana fazendo a mistura para a parede.

Como estamos trabalhando com pilares que vão sendo “amarrados” às paredes, e temos um poste fixo, colocado no chão no meio da obra, temos estas tábuas, fixando cada pilar à medida que vamos levantando as paredes. São como raios de uma roda de bicicleta dando estabilidade ao conjunto. Às vezes são nosso apoio, para colocar escadas, andaimes, tábuas, etc. Outras vezes nosso incômodo, principamente para “pequenos” como Jorge, que podem bater a cabeça nos raios que ficam mais baixos…

Nosso pilões para socar são 3, um maior, que faz o trabalho pesado, e este deve sempre estar forrado com plástico preto, para que a terra não grude embaixo. Com este forro fica absolutamente nivelada a terra ao ser socada. Os outros dois são caibros menores, cortados a 45° para poder socar nos cantos e nas bordas. Socar bem é outro segredo, ainda queo cansaço do dia seja forte, ainda que seja mais devagar… Calma- soque bem, vale a pena!

E assim seguimos, numa semana do Jorge trabalhando sozinho e nós dois juntos na sexta e sábado, terminamos a terceira parede da casa, colocando o travessão da janela da varanda e socando os lados até 2,1m.

Agora junho terá um espaço de poucas atividades, pois teremos cursos em Curitiba e depois em Botucatu, além de outras atividades! Mas saimos com esta bela foto com as luzes do por do sol, e um frio que chegou sem aviso no final da tarde.

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Finalmente…paredes lindas!

No mês de abril e maio nossa rotina de ida a Yvy foi quebrada. Tivemos o curso com David Holmgren, co-fundador da Permacultura, que esteve em Floripa. O curso foi importante, e os dez dias de convivência com David e Susan, sua companheira, foram realmente especiais.

Na foto abaixo, David, Jorge e Suzana na nossa casa em Floripa.

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Este casal montou uma unidade familiar de permacultura chamada Melliodora (na Austrália) e conviver com eles, discutir, respirar, compartilhar experiências em permacultura foi importante. (ver site do David no blogroll).

Jorge e eu nos sentimos profundamente tocados, incentivados a cada vez mais criar o espaço de Yvy Porã, tanto o nosso, pessoal, como o espaço de acolher pessoas.

Depois desta vivência, Jorge decidiu que, nos tempos onde não estivesse dando cursos, estaria mais tempo em Yvy Porã, seguindo a construção da casa. E assim tem sido, o que deu uma acelerada na nossa obra! Também tivemos a ajuda do Rodrigo, nosso samurai do Pronera, sempre bem humorado e disposto a aprender, do Luiz, estudante da 25 de maio, a Carolzinha, prof. de ciências, o Mariani e a Bel, parceiros de Yvy Porã- pessoas queridas e amigos especiais!

Ao subir as paredes fomos nos dando conta de que socar acima de 2m fica muito incômodo, pesado, a pessoa que soca fica numa posição instável, etc. Já havíamos conversado sobre a possibilidade de usar taipa apenas até a altura das portas e janelas 2,1m e depois fechar com outros materiais, como vidro, madeira, pau-a-pique, etc. Assim, quando realmente chegamos aos 2,1m esta possibilidade virou opção!

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Na foto acima Jorge socando a parede ao lado da janela da varanda a 1,90 do chão! Neste ponto ainda há a possibilidade de colocar o pé como apoio na forma. No próximo nível, isto fica inviabilizado, e a instabilidade cresce ainda mais!

Quer dizer, as paredes de taipa sobem até a altura das aberturas. Ai receberão uma vida de madeira e daí para cima, fechamentos alternativos.

Na foto abaixo a nossa primeira parede com a abertura da janela da cozinha.

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As paredes ficam protegidas por lona plástica, para que não recebam chuva, pois ainda não foram rebocadas e também não temos o teto. Asssim a secagem é lenta, na foto acima percebe-se pela cor o tempo de feitas. As mais claras, nesta foto, tem 6 semanas de feitas. (foto final de maio de 2007).

Paredes subindo…

Misturar areia, cal e barro, socar paredes… Uma rotina e tanto!

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Na foto acima Jorge iniciando a segunda parede. No pilar pode-se ver os arames farpados da amarração.

Aos poucos vamos pegando a manha, e o sabor de cada pedaço que sobe e vai dando formas à casa… A sensação disto é indescritível.

A terra deve ser socada, para que os grumos ou “pedras” de barro não atrapalhem a compactação dentro da forma. Assim, fizemos uma grande peneira, com tela de galinheiro, e vamos desfazendo os grandes morros de terra passando-a pela peneira. As bolotas que sobram serão usadas para dar o nível do piso da construção, e a terra peneirada vai para as paredes.

Na foto abaixo Suzana peneirando a terra.

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A msitura é um dos grandes segredos da taipa socada, segredos que se descobrem ao fazer a casa. Misturar bem, ainda que os braços se cansem, é sinônimo de parede uniforme.

A primeira parede, onde ousamos, experimentamos e erramos foi fundamental. Na segunda, aprendendo sobre as experiências feitas, analisando os erros e revendo os caminhos, a coisa vai andando muito rapidamente!

Os lados do octógono tem 3,15m. Na primeira parede, única sem nenhuma abertura, nem porta, nem janela, colocamos um pilar de medeira de 15cm por 5 no meio. Isto facilita muito o socar a terra.

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Nas outras estes pilares não roliços, já fazem o marco das abertura, ou seja, são os batentes das portas ou das janelas, e cada parede acaba tendo 3 partes. Fica uma casa meio enchamel…

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Nesta foto Jorge, Suzana e Rodrigo colocando o pilar que divide a segunda parede em 3 partes, pois teremos a janela no meio.

As aberturas serão feitas pelo Jorge na própria obra, fora a porta de entrada, que compramos numa demolição, e uma veneziana que uma amiga ia jogar fora e nós pegamos!

Nesta foto a parede antiga, com suas trincas e erros, e a parede com o teste da mistura “boa”, descrita na postagem anterior. ( foto de março de 2007)

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Amarração das paredes

Mas, as paredes ficam de pé? Elas não caem? Elas ficam assim, soltas? Estas são perguntas frequentes quando se fala em construções com terra.

O encontro ou junções de materiais distintos, como madeira e tijolos, madeira e terra, nunca é simples, pois estes materiais tem dilatação e trabalham de maneiras diferentes. Então, mesmo se você for fazer uma casa de tijolos, com estrutura e pilares de madeira, acostume-se a ter uma dilatação, uma trinca entre estes materiais.

Bem, mas e a nossa casa, como fica em pé?

Os pilares:

amarrados nos baldrames do alicerce. Dalí saem dois tirantes que fixarão as vigas do madeiramento do telhado. Quer dizer, o telhado estrá ancorado no chão. Estes tirantes ficam dentro das paredes de terra, rentes aos pilares.

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As paredes:

a cada 0,5m há um arame farpado que passa dentro das paredes e através dos pilares (por um furo nos mesmos). Isto é uma cinta que amarra as parede de terra ao pilar de madeira. Esta cinta é pregada a cada tramo, na madeira, para o caso de uma romper, não solta todas.

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Na foto abaixo detalhe dos pilares onde se vê os arames farpados que vem amarrando as paredes.

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Assim, quando se constrói com tijolos as paredes são amarradas pelos próprios tijolos, ou num modelo igual a este, com pilares e panos, cada parede seria amarradas com barrinhas de ferro que prenderiam as paredes aos pilares. Nas paredes da casa de taipa são amarradas com fios de arame farpado a cada 50 cm em todo o seu perímetro.

Iniciando as paredes

Desde muito antes de começarmos o projeto da casa havíamos decidido que nossa casa seria de taipa socada. Esta opção foi tomada considerando-se muitos fatores:

  • é um material ecológico e disponível no local
  • permite que a experiência de construir seja replicada por outras pessoas
  • tem bom isolamento térmico e acústico
  • tem o sabor de algo “feito à mão”.

É importante saber qual o solo que cada um tem… O teste da garrafa Pet é sempre uma boa prova para se iniciar a observação do que se tem e o que se deve fazer! Lembrando-se de que é uma construção orgânica, quer dizer, com complexidade, movimento, vida. O seu solo pode mudar dependendo do local, profundidade, etc.

O teste do solo pode ser feito numa garrafa Pet, onde se coloca um terço dela do solo que será usado, preenche-se de água, mistura-se bem agitando a garrafa e espera-se decantar. A granulometria é clara: areia no fundo, argila mais fina em cima. Nosso solo apresentou em vários testes 60% de argila e 40% de areia.

Abaixo a foto de um dos nossas testes.

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Assim, começamos as paredes! Jorge fez a forma de 1,5m de comprimento por 0,6m de altura. Alguns sarrafos de madeira reforçam a estrutura, para que ao socar a terra a forma não abra, ou forme barrigas.

Esta forma é presa na parte de baixo por 3 parafusos que passam de lado a lado e travados com porcas e arruelas. Na parte de cima por 3 sargentos, que seguram a forma para que ela não se abra.

Assim, vai se socando a terra, e quando se enche a forma, retiram-se os parafusos, os sargentos, e a forma. A parte de baixo está pronta, pode-se assim, subir a forma para a próxima camada. Alguns detalhes simples que permitem esta operação:

  • dentro da forma, passar os parafusos por dentro de um canudinho de bambu, pois se não, ao socar a terra ela prenderá os parafusos e não será possível retirá-los.
  • prender sempre a forma na parede que foi feita anteriormente, se for acima irá ficar uma camada sem compactação.
  • compactar devagar. As camadas muito grossas de terra compactam apenas a parte de cima, a de baixo fica sem compactação e isto compromete a estrutura da parede

Na foto abaixo estes detalhes da forma, vejam os canudos de bambu por onde passam os parafusos.

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Um dos segredos das construções com terra é a proporção de argila x areia que deve ser seguida sempre: 40%argila, 60% de areia, isto consta de todos os manuais, livros, etc de construções com terra.
Com o desejo de simplificar o processo e de acelerar a obra experimentamos fazer as primeiras fileiras com o solo peneirado direto, isto é, mantendo a proporção natural do mesmo. Era a parede sul, que ficará atrás de um armário, possivelmente, quer dizer, um excelente espaço para testes! Como temos muita argila, abriram imensas rachaduras. Argila demais se contrai, ao se contrair separa dos pilares mais do que o desejável, e abre fendas – proporcionais ao tamanho da parede. Se a parte socada for pequena, racha menos, se for maior, racha mais…

Se houver areia demais a parede cai… Conta uma história real, que uma parede feita num assentamento do MST ao ser socada cada fileirinha, a de baixo caia, e caia, e caia… Os agricultores diziam que algo estava errado, mas o profissional afirmava, teimosamente, que não, que era assim mesmo… Resultado- o profissional virou as costas e os assentados demoliram as paredes que ameaçavam cair sobre alguém… Um destes agricultores, num curso PDC, ao ver uma parede bem feita e ao ouvir a explicação da proporção argila areia sorriu e disse “Claro, nosso solo é muito arenoso, por isso as paredes caiam…”.

Ao ser socada o solo argiloso fica realmente lindo, parece uma parede sólida, firme, linda! Mas ao secar é que acontece a contração… Ela se separaou demais dos pilares e rachou muito…

Resumindo, a vontade de ter menos trabalho, causou trabalho em dobro, pois tivemos que cobrir as rachaduras depois, usando barro, areia e cal, que estabiliza a argila.

Mas como tudo é experiência e quem pensa sobre seus erros cresce e aprende, conseguimos chegar à mistura ideal para o nosso solo:

40% de argila – 2 baldes de terra peneirada

60% de areia – 1 balde de areia média

10% deste total de cal – 1/3 de balde

Uma dica importante é misturar primeiro as partes secas (areia e cal), depois a terra e finalmente colocar a água para dar a consistência ideal para socar , nem muito seca, nem muito molhada. Este ponto é absolutamente empírico, ou tátil: a melhor prova é pagar um punhado na mão e apertar, em seguida balançar este bolinho segurando apenas com polegar e indicador. Ele deve estar firme e não quebrar muito facilmente.

Como vamos vendo e aprendendo, o caminho se faz ao caminhar! Muitos passo, alguns erros, outros tantos acertos.

Tem sido uma fantástica experiência esta de fazer a casa com as mãos, num tempo nosso, num rítmo nosso. É uma obra absolutamente própria, com personalidade… Eu sei, Jorge sabe, cada coisa como é feita, por que é feita, que tempo leva, a energia que gasta.

Sim, sim, nossa casa vai saindo do chão! E o mais delicioso é saber que “nós sabemos fazer isto, fomos nós que fizemos, com essas mãos”.

Na foto abaixo as primeiras filas de parede socada em fevereiro de 2007.

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Alicerces e estrutura

A casa na montanha tem a forma de um octógono expandido nos lados leste e oeste. É um loft, com um banheiro e uma lavanderia. Nossa proposta é fazer a casa com nossas mãos, dentro da energia e tempo que dispomos e usar ao máximo os materiais locais. Assim as paredes são de terra, os pilares de madeira local (eucalipto citriodora), etc.

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Para os alicerces, nas sapatas e vigas usamos tiras de bambu fazendo a mesma função que o ferro faria, amarrando a casa- o chamado bambucreto. Sobre elas fizemos uma camada de pedras, cabeços, uma material comum na região, e que foi comprado. Estes cabeços atuarão como isolantes, e sobre eles vem as paredes de taipa socada.

Na foto abaixo, Jorge e Cecília verificando nossos alicerces, pode-se ver os bambus dentro das sapatas e nos pilares.

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Os pilares são de eucalipto- tínhamos eucalipto citriodora com mais de 30 anos na propriedade, que foram cortados e parte feitas tábuas e vigas e parte deixados roliços para serem usados em pilares.

Discutimos muito se os pilares seriam enterrados, ou não… Enterrar daria uma grande estabilidade para ir levantando as paredes… Mas por outro lado, teríamos a “ameaça” desta madeira apodrecer (em 10, 15 ou 20 anos?)… Pensamos que ai então estaríamos muito velhinhos para trocar pilares, ou então seríamos “chingados” pelos filhos por deixarmos um problema… Decidimos assim, que apenas o pilar central seria enterrado, já que fica no centro da casa, num local mais resguardado de infiltrações e, caso ocorra algum problema, é o mais fácil de solucionar (uma mão francesa resolve!).

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Na foto acima Tade, Jorge André e Jorge dando o prumo ao pilar central da casa, enterrado 1m +10% da altura (preciosa dica do Zé Carlos, parceiro de Yvy e engenheiro com anos de experiência na construção de linhas de eletrificação).

Assim, os pilares estão apoiados em um ferro, concretado no alicerce e ficam no meio das camadas de pedra ( acima da primeira).

Esta foto foi em fevereiro de 2007 – pois nosso final de 2006 foi muito atribulado, com algumas pedras de outras espécies no caminho…Assim, nossa obra retomou o ritmo mesmo a partir do verão de 2007.

Nela trabalhamos nós, Jorge e Suzana, Cecilia Lenzi, nossa amiga, jovem permacultora, arquiteta de plantão. A proposta é que Cecília faça um relato técnico sobre o sistema construtivo que estamos aprendendo, para que outras pessoas possam se apropriar desta experiência, como exemplo de coisas possíveis de serem feitas com os mínimos recursos e apenas o nosso tempo!

Outros amigos e voluntários aparecem para aprender fazendo! Nesta etapa nossos parceiros foram, em especial o Tadê, Jorge André e Marco Aurélio.

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Localizando a casa

Em 2006 localizamos a casa no terreno e fizemos a medição das curvas de nível de onde seria feito o corte no terreno. Nossa casa é um local onde “descansa um dragão”, no alto do morro, com a mata ao sul e oeste, e tendo o norte e leste abertos para a vista.

Aproveitamos a vinda da máquina que iria colocar manilhas na estrada e decidimos fazer o corte no terreno. Neste momento, Jorge e Mariani estiveram juntos o tempo todo para que o tratorista fizesse o corte, absolutamente onde fosse necessário.

Este corte tinha vários objetivos:

  • resgatar o solo bom para futuros canteiros,
  • separar a terra para nossas paredes de taipa socada
  • deixar plano o terreno da casa.

Houve uma boa discussão sobre o uso de máquina ou fazer este corte a mão, e acabamos aproveitando a oportunidade, já que pelos nossos cálculos precisaríamos de uns 10m³ de terra.

Na foto abaixo, Mariani, parceiro de Yvy Porã, acompanha o trabalho da retro. Pode-se observar ao lado os bambuzinhos marcando as curvas de nível onde será feito o corte.

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Cálculos servem de base… Mas a realidade sempre muda um pouco…O movimento da terra acabou fazendo dois morros, cada um de aproximadamente 9m³- um tanto de terra a mais…

Na foto abaixo estamos localizando o gabarito da casa. Eu estou no centro da casa e à esquerda pode-se ver, parcialmente, um dos dois montes de terra separados para fazer as paredes.gabarito.jpg