Publicado em Energia, Instalações

Fogão de alta eficiência- Rocket stove

Como sempre, as demandas e prioridades nos guiam… Acabou o verão, e no inverno, um banho quente é tudo de bom… Assim, resolvemos que neste ano teremos o chuveiro instalado. A proposta da Casa da Montanha envolve o viver a sustentabilidade, com ética, beleza, conforto e responsabilidade. Estamos numa área de mata Atlântica, inserido num projeto coletivo, com outras família, em 82 hectares de terra, onde aproximadamente 70 hectares são de mata. Assim, quem já entrou numa mata, sabe que madeira é excedente, as árvores tem seus ciclos, caem e ficam disponíveis para consumo, assim como áreas de vassouras e outras plantas, como acácias e bracatingas são fontes de madeira. Por isso, na Casa da Montanha a proposta de aquecimento de água para o chuveiro, é usando um aquecedor a lenha.

Um dos pontos importantes a ressaltar é que muitas vezes nos deparamos com o espontaneísmo no que se refere a construções ecológicas, os famosos mutirões  ou mesmo sair dando uma oficina sem nunca ter experimentado fazer algo, e nem ver os problemas que podem acontecer com o tempo… No nosso ponto de vista, a responsabilidade é o “fazer bem feito, seguindo o bom ofício, com critério, funcionalidade, segurança e beleza” são pontos que autorizam as construções ecológicas. Mas obviamente isto dá trabalho, requer tempo e uma disponibilidade de fazer e refazer… Na foto abaixo Jorge avaliando a primeira montagem do nosso sistema de aquecimento de água para o chuveiro.

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Publicado em Contando a história, Cursos PDC

Mutirão do suco de Uva

Todos oa anos, no final do verão é a época de colheita nas parreiras, cheias de cachos maduros,  e estes cachos darem origem ao delicioso suco de uva. Em Yvy Porã, nossas parreiras ainda são novinhas, mas no sitio Raízes, em São José do Cerrito, local onde vivem os permacultores Eluza e Pedro Marcos e sua família, o mutirão do suco de uva já é rotina. Na foto abaixo, Elena, filha do casal, brincando na frente do parreiral.

O Sitio Raízes, onde faremos um PDC agora em abril, é uma propriedade familiar, que pratica a permacultura há 10 anos, lá eles produzem leite, ovos, peixes, suco de uva, caquis, pêssegos, figos,mel, erva-mate,  além de legumes e grãos para a subsistência. Assim, ir para lá nesta época do ano e ajudar na produção artesanal do suco é sempre um presente.

Nesta postagem as fotos mostramos a sequência da produção do suco:

Colhendo as uvas que são colocadas em caixas no galpão

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Publicado em Album de fotos, Portas e janelas

Os cantinhos da Casa da Montanha

De vez em quando nos surpreendemos olhando cantos e partes da casa, que casa vez tem mais “cara de casa”… Olhamos as paredes e relembramos as histórias, as muitas mãos que nos ajudaram, e damos nome á cada pedaço da casa, como “parede do Wal” ou “parede do Japa”, “forno do Tomaz” (embora o Tomaz não o tenha feito, mas sim ensinado a fazer)… caibro, alicerce, telha sempre a Flipper, etc. Bem, como um pequeno álbum de fotos, nesta postagem nos dedicamos a brindar e registrar estes pequenos detalhes da nossa casinha,  esperamos que vocês gostem. Um brinde a todos!

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Publicado em Construções com bambu, Geodésica de bambu, Oficina

Geodésica – problemas e soluções II

Numa postagem anterior falamos sobre os problemas com a Geodésica, com as chuvas caindo sobre seus alicerces de super-adobe, que fez as paredes se incharem e cederem um pouco. Fizemos arrumações, com calhas e caimentos para as águas fazerem outros caminhos, saindo de cima dos alicerces. Estas soluções estabilizaram a obra, mas ficava a sensação de desconforto com as paredes de super-adobe. Numa visita o Tomaz Lotufo, bio-arquiteto sugeriu que a solução para isto era simples: fazer taludes de terra para que as paredes ficassem apoiadas neste volume de terra. Achamos uma solução simples, viável e boa.

Assim, agora no verão, chamamos o George para arrumar as nossas estradas e colocar a terra ao redor da Geodésica, fazendo os taludes. Na foto abaixo o pátio de chegada dos carros a casa da Montanha, entre a casa e a geodésica, com macadame na área onde os carros chegam (barro com pedras).

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Publicado em banheiro seco, O entorno da casa, Zona 2- Frutíferas

Fechando ciclos- o composto do banheiro seco e as plantas

Ao fazer um projeto em permacultura (o design) um dos princípios é a busca de fechar ciclos, ou seja, que o fluxo de  energia transite por muito tempo no sistema e que a matéria  faça os seus ciclos na propriedade. Quando planejamos nossa casa e decidimos que ela seguiria o princípio de emissão zero no que se referia a efluentes, ou seja, não poluir e cuidarmos dos nossos resíduos, ciclando-o no sistema, por isso decisão da construção do banheiro seco.

Na foto abaixo a bombona que foi retirada em novembro e que ficou compostando ao sol desde então.

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Publicado em Contando a história

Formação de instrutores de PDC

Verão sempre é especial, e este de 2011 não foi diferente. Em geral é um momento de revermos, nos reciclarmos, receber pessoas queridas em casa. Temos uma grande preocupação em ajudar a difundir a permacultura, compartilhando conhecimentos, pois acreditamos que é uma boa maneira de ajudar a dar novo rumo a crise ambiental e mantermos um planeta para as futuras gerações. E dentro da permacultura temos ainda a preocupação com uma formação profunda, mantendo o astral de alegria, mas priorizando a consistência e a profundidade que o tema merece. Sempre pensando em colaborar neste sentido,  Jorge e eu, organizamos para este mês de fevereiro um curso de instrutores para cursos PDC e o grupo é a turma que aparece na foto abaixo, tirada na visita ao Curupira.

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Publicado em Acabamentos, Revestimentos

A casa recebeu a sua cor definitiva: terracota!

Neste verão decidimos finalmente dar o tratamento adequado e final às paredes externas da Casa da Montanha. Desde que ela era apenas um sonho na tela do computador a cor das suas paredes externas já estava definida: vermelho terracota! Uma cor quente, feita com terra escura.

Mas aí havia um probleminha: em Yvy Porã temos terra de muitas cores, mas não tão escura! A solução para este problema veio quando Jorge foi dar um curso de construção na Chácara Boa Vista, em Campo Largo, Paraná. De lá ele trouxe dois sacos de argila praticamente pura, que é o melhor pigmento para uma tinta ecológia.

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Publicado em Portas e janelas

Basculantes sobre as portas

Como sempre as férias acabam sendo o momento em que menos trabalhamos em Yvy Porã- verão, visitas de pessoas queridas, etc acabam deixando Yvy como local de visitas, e pouco trabalho! Mas entre uma visita e outra, algum trabalhinho fizemos!  Nesta postagem contamos a construção das basculantes da Casa da Montanha.

Uma das preocupações numa casa é o conforto térmico: que a moradia seja fresca no verão e quente no inverno. Para isso várias coisas devem ser consideradas como os materiais e largura das paredes, isolamento do solo, feito pelos alicerces, e isolamento do sol, feito pelo telhado.

Na Casa da Montanha isto tudo foi pensado, como os alicerces de pedra, o telhado isolado do forro por um colchão de ar, um enorme sputinik no alto do telhado… Mas ainda faltava um detalhe, que ajuda a ventilar no verão: as janelas basculantes sobre as portas.

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Publicado em Contando a história

Feliz 2011

Aos que acompanham este blog, amigos, conhecidos e conhecidos virtuais, nossos votos de um ano novo cheio de planos, realizações, crescimento, amor, paz!

A foto escolhida foi tirada dia 30 de dezembro e é o canário da terra que batizamos de Ernesto, que faz longas cantorias e discursos na nossa varanda. Para completar, usamos as palavras de Carlos Drumond de Andrade.

Feliz 2011!

Não importa aonde você parou…

Em que momento da vida você cansou…

O que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma chance a si mesmo…

É renovar as esperanças na vida e o mais importante…

Acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?

Foi aprendizado…

Chorou muito?

Foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?

Foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?

É porque você fechou as portas até para os anjos…

Acreditou que tudo estava perdido?

Era o início da sua melhora…

Pois é…

Agora é hora de reiniciar…

De pensar na luz…

De encontrar prazer nas coisas mais simples de novo…

Que tal um novo emprego?

Um corte de cabelo arrojado…

Diferente?

Um novo curso…

Ou aquele velho desejo de aprender a pintar…

Desenhar…

Dominar o computador…

Ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…

Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus, o esperando.

Está se sentindo sozinho?

Besteira…

Tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”…

Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…

Nem nós mesmos nos suportamos…

Ficamos horríveis…

O mal humor vai comendo nosso fígado…

Até a boca fica amarga!

Recomeçar…

Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Onde você quer chegar?

Ir alto…

Sonhe alto…

Queira o melhor do melhor…

Queira coisas boas para a vida…

Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos…

Se pensamos pequeno…

Coisas pequenas teremos…

Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é o hoje o dia da faxina mental…

Joga fora tudo que te prende ao passado…

Ao mundinho de coisas tristes…

Fotos…

Peças de roupa, papel de bala…

Ingressos de cinema, bilhete de viagens…

E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados…

Jogue tudo fora…

Mas, principalmente, esvazie seu coração…

Fique pronto para a vida…

Para um novo amor…

Lembre-se: somos apaixonáveis…

Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes…

Afinal de contas…

Nós somos o “Amor”.

“Sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura”.

Carlos Drummond de Andrade

Publicado em Acabamentos, Revestimentos

Tintas, impermeabilizantes e fixadores

Nossas paredes de taipa socada estão na fase de acabamento. A dúvida sempre foi o que fazer com elas? Cobrir com um reboco natural? Deixá-las ao natural?as paredes passaram um bom tempo sob as intempéries, recebendo chuvas, e as bordas dos pilares, por ser o caminho natural das águas, sofreu…

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