Iniciando as instalações elétricas

Seguimos no nosso caminhar… A cada etapa sentamos e avaliamos quais os próximos passos, e eles obviamente refletem nossas prioridades. Em geral o nosso critério de escolha é pelo que incomoda… O que mais incomoda no cotidiano é que nos leva a próxima ação. Assim, depois da “mudança” a prioridade foi fechar as janelas, depois o banheiro, em seguida a água nas torneiras. Agora, antes da água quente ou dos vidros das janelas, a prioridade avaliada passou a ser arrumarmos as instalações elétricas. Na foto abaixo nossa horta, com as flores de mostarda e acelgas em primeiro plano.

Há tempos decidimos que a instalação elétrica seria externa, assim como as de água e resolvemos usar bambus como conduítes. No terreno vizinho a nossa casa em Floripa temos uma “plantação” de bambus gênero phylostaquis, ou a taquara que fazemos vara de pescar. É uma espécie invasora, mas excelente para movelaria. Há 2 anos, numa lua minguante de inverno, Jorge colheu nossos “conduítes” para a Casa da Montanha. Estes bambus  colhidos na época certa  foram secos à sombra e esperaram até este momento, quando viraram parte da nossa casa.

O primeiro passo é furar os entrenós com um cano de ferro, como mostra a foto abaixo.

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Água nas torneiras

Aos que acompanham o blog o pedido de desculpas: fomos dar outro PDC em Campo Largo, perto de Curitiba… Por isso o “sumiço” de postagens… Mas é uma causa justa: mais permacultores animados em construir espaços sustentáveis por ai! Um beijo para a turma!

Bem, na casa da Montanha a novidade foi o trabalho de encaminhar as instalações de água! Agora que já temos a cisterna, com a reserva de água, chegou a hora de levarmos esta água até a torneira! Na foto abaixo a cisterna, vendo-se ao fundo a bombona azul, de 200l que  recebe as primeiras águas da chuva que limpam o telhado. Somente depois desta reserva de água cheia é  que a água limpa vai para dentro da cisterna.

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A Cozinha: planejando as instalações

Agora que estamos dentro da casa, com janelas e portas, chega o momento de pensar em como ocupar este espaço… Olhar cada canto, sentir as correntes de ar nos dias quentes, nos dias frios, ver as luzes, sonhar e planejar cada móvel… Depois de algumas vivências neste espaço, avaliamos que a cozinha será nossa prioridade- antes mesmo de terminar o banheiro. Assim, passamos a dedicar-nos  a ela!

Há tempos decidimos que nossa cozinha teria um fogão à lenha, para além de fazer suas funções como fogão, seria nossa fonte de calor dentro da casa, e possivelmente aqueceria a água quente da pia da cozinha… Novamente 3 funções para cada elemento, e conexão entre elementos e espaços.

Aproveitando uma ida à estação de permacultura Raízes, em São José do Cerrito, para um mutirão do suco de uva, passamos em Lages, e compramos o fogão Maestro nº2. Ainda em Cerrito fizemos muitos desenhos, planos, mas nada como colocar as coisas in loco para ver, sentir, avaliar como ficam…

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Forno de Pizza, pães, etc…

Seguimos fazendo janelas, lixando toquinhos do cordwood, ocupando nosso espaço… Nesta ocupação de espaço, fomos vendo nossa varanda, imaginando e sonhando com o que viver ali. Já há algum tempo, decidimos que no lado sul da varanda iríamos fazer um forno, como aqueles “antigos” de tijolos e barro, para pizza, pães, assados, etc. Também havia uma demanda clara do seu Zé para aprender a fazer este forno, como opção de autonomia e diminuição de gastos para assar pães em sua casa.

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A eletricidade chegando

Até aqui a casa da montanha foi feita basicamente com ferramentas manuais não elétricas. Em alguns momentos, quando foi possível e necessário o uso de eletricidade – para girar a betoneira- puxávamos uma extensão pelos 200m que nos separam da Casa Mãe.

Nesta etapa começamos o trabalho de levar, de forma permanente, a eletricidade até a casa da Montanha. Entre os parceiros de Yvy Porã decidimos que as instalações serão subterrâneas, para não interferirem na paisagem a para não ter problemas com árvores crescendo. Assim, o primeiro passo foi cavar a vala para a instalação, o que foi feito pelo Diego nos mês de fevereiro.

Na foto abaixo JOrge arrumando os dutos e as caixas de entrada da eletricidade na casa.

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Ai fomos colocando os dutos para as 3 casas próximas ( a nossa,  as dos casais Bel/Mariani , e Edla/ Zeca). Por estes dutos passamos os fios de 16mm para cada casa. Como a distância do poste é grande (200metros) a bitola do fio deve ser maior, para não perder potência.

Escolhemos a parede sul para colocar a acixa, por estar mais perto, por ser o setor da casa onde ficará a cozinha e ainda por ser a aprede mais antiga, mais castigada e mais “feinha”, que certamente receberá reboco…

Na foto abaixo Jorge fazendo o buraco para instalar a caixa de luz do lado de dentro da casa.

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Ao chegar na casa Jorge e Mônica foram furar a parede sul para fixar a caixa de entrada. Esta parede é de taipa socada, e foi a primeira parede, com todos os erros, rachaduras e trincas, e é a parede que está exposta há mais tempo…Na nossa suposição, seria fácil, pois a parede está castigada! Imaginamos que com uma chave de fenda faríamos o buraco e pronto… Mas não foi assim! A taipa socada, mesmo em condições super adversas resistiu e Jorge precisou usar a furadeira para cortar e colocar a caixa de luz.

Na foto abaixo,  Mônica colocando o reboco igual ao usado no cord wood dando o acabamento e fixando a instalação da entrada de luz na casa.

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