Publicado em Espaço Waikayu, Zona 3 - cultivos em escala

Manejo da floresta de bracatingas

Em duas postagens anteriores sobre o espaço Waikayu relatamos o projeto de pastagens e árvores no nosso espaço. O tempo passa, e acabamos deixando de publicar no blog como vem se desenvolvendo as bracatingas e qual o manejo que elas vem recebendo. Na foto abaixo a caçamba com 3.000 bracatingas, mudas feitas pelo Joel, da Terra Pinus , de Lages.

Em setembro de 2018 plantamos nosso terceiro hectare com 6.000 bracatingas, seguindo o mesmo padrão  relatado na postagem sobre madeiras e sustentabilidade. Então, em fevereiro de 2019 temos plantas no primeiro crescimento de verão, outras com dois anos e as mais velhas no seu terceiro verão de crescimento. Na foto abaixo, as mais novinhas, que plantamos em setembro. Várias delas já com 70cm de altura.

 

É incrível ver o desenvolvimento das plantas, lembrando que elas estão plantadas numa grande densidade, num espaçamento de 1m por 1,5m cada planta.

No inverno de 2018, fizemos, em família, a poda de condução das plantas antes do terceiro estirão de crescimento. A poda florestal tem como objetivo a condução das plantas para a utilização da madeira, assim, prioriza-se o crescimento vertical, podando as bifurcações e cortando-se os galhos laterais. Nesta foto as plantas antes da poda.

E nesta imagem, a mesma área depois da poda. A entrada de luz muda, não é? Como nesta época ainda não tínhamos ovelhas, os galhos e as folhas, excelentes pastagens arbóreas, ficaram no chão para adubação.

Entender que o manejo de uma propriedade familiar compete, sempre que possível, à família, faz parte do ser sustentável. Assim, o trabalho foi feito em família: Jorge e Suzana, Lola e Fernando, acompanhados do Thomy, e com a ajuda do parceiro Pedro Marcos. Este trabalho de podar as quase 6.000 plantas demorou 3 dias. Vamos dizer que não foi tanto…

Depois da poda, feita com tesouras e serrotes de poda, a luz que entra ali, possibilita o crescimento das pastagens.Estimamos que ainda no frio de 2019, as ovelhas comecem a pastar entre as bracatingas maiores.

Por que ovelhas nos piquetes? São animais menores, pesando no máximo 60 quilos, são dóceis, aproveitarão as pastagens, mantendo a grama cortada, e estercam a área. Obviamente, também fornecem lã e carne dos filhotes machos.

Antes do crescimento de verão também fizemos as medições das plantas com 2 anos: medimos diâmetro da base (DAB), diâmetro na altura do peiro (DAB) e altura.

Para isso, Jorge e Suzana mediram todas as árvores das duas diagonais aproximadas do talhão. As anotações do caderno foram passadas para uma planilha, onde analisamos o desenvolvimento das bracatingas. Isso será repetido ano a ano e indicará o raleio, poda e colheita da madeira.

Assim, nossas áreas vão seguindo o design feito lá em 2013, onde prevíamos que em toda área mais acidentada da propriedade faríamos o manejo agrosilvopastoril. Árvores demoram à crescer? Sim, mas investir na permanência e em renda na forma de árvores, traz mais rendas ainda – água, ar, solos, e basta plantar. Quem não investe em um empresa ou numa poupança pensando em 12 ou 15 anos para a frente?

Nós também pensamos, por isso plantamos árvores! Na foto acima, nossa poupança, para nós e para as futuras gerações, numa cultura permanente.

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Autor:

Um casal de permacultores participantes de um projeto coletivo, construindo sua casa, seu espaço e a sustentabilidade..

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