Formação de Instrutores 2018

A permacultura é uma ferramenta importante, que aparece na década de 70, quando Bill Mollison e David Holmgren fazem uma grande síntese de ecologia prática, propondo a criação de sistemas humanos sustentáveis. Até hoje, os passos e a metodologia proposta seguem sendo um caminho de desenhar e projetar sustentabilidade. Mollison propôs uma ferramenta básica para iniciar a formação de um permacultor, num curso chamado Permaculture Design Course – PDC. Este curso tem um currículo proposto num documento chamado Syllabus, publicado pela primeira vez em 1983.

Há anos, a discussão sobre o rigor e qualidade dos PDCs permeia a discussão dos permacultores, e neste ano de 2018, foi publicado um documento importante , assinado pelos pioneiros da permacultura no Brasil, com parâmetros importantes para cursos PDCs no Brasil. Este documento não busca uma reserva de mercado, apenas dar orientações para quem busca este curso sobre o que deve procurar e esperar deles, pontuando também o que não faz parte desta formação.

Entendemos que o Brasil é enorme e merece muitos bons instrutores de cursos de permacultura no modelo proposto por Mollison no PDC. E um bom instrutor é , sem dúvida, um bom permacultor, com alguns anos de prática e muito estudo. Existem permacultores espalhados, trabalhando nos interiores do país, com comunidades locais, muitos envolvidos em projetos sociais, outros se dedicando à espaços familiares, outros dentro das urbes, atuando em periferias,  etc. Como instrumentalizar estas pessoas neste caminhar?

Na foto acima o grupo de permacultores na formação para instrutores em Cerrito- 2018. Esta sempre foi uma preocupação nossa, e há tempos, a cada dois ou três anos,  nos dedicamos a uma formação específica para estes permacultores, num curso onde o foco é como ensinar permacultura , tanto na parte de instrumentos pedagógicos, como um aprofundamento e estudo do Syllabus de Bill Mollison. Este é o curso “PDC, medos, instrumentos e desafios”, que busca respaldar e dar ferramentas para instrutores de curso PDC. O grupo que se forma é composto exclusivamente por permacultores convidados, por nós, ou permacultores sérios e conhecidos que devem estar dentro dos critérios estabelecidos:  ter feito um PDC reconhecido ( com currículo do Syllabus), ter pelo menos dois anos de trabalho e prática em permacultura. Na foto abaixo Pedro Marcos explicando os cultivos de verão e inverno ao grupo.

O curso propõe 20 horas on line, na modalidade EAD, com atividades e fóruns, e depois mais 80 horas presenciais, onde o estudo e as discussões sobre os conceitos fundamentais de cada bloco do Syllabus vão ampliando a visão do curso PDC. O grupo de instrutores organiza , planeja, e desenvolve os trabalhos coordenados por Suzana e Jorge, e contando com a participação de Gardel Silveira e Pedro Marcos Ortiz. Na foto abaixo aula de aquicultura do Gardel.

A realização da parte presencial do curso é em Cerrito, onde temos, na parceria entre os sítios Raízes e Waikayu, dos permacultores Eluza e Pedro Marcos Ortiz, Suzana Maringoni e Jorge Timmermann,  a prática de permacultura, numa área de 60 hectares, com todas as zonas propostas num design acontecendo há 20 anos: desde a zona 1, com suas construções, passando por manejo de pequenos e grandes animais, pomares em escala, e implementação de exploração de madeira e pastoreio arbóreo.

Na foto abaixo a turma de instrutores formada em Cerrito, gente fazendo permacultura em MS, SP, RJ, RS, SC e CE:  em pé da esquerda para a direita Suzana, Adriana , Andressa, Waldomiro, Mateus, Wilson, Robson, Jorge, Otávio e Pedro Marcos. Sentados, Ciçô, Rogério, Marjory, João Ricardo, Luiz Felipe, Carlos Augusto e  André.

No anos de 2018, como absoluta exceção, tivemos duas destas formações uma aqui no espaço de Waikayu Raízes, em São José do Cerrito, SC, e outra no Crato, Ceará. A exceção ocorreu pois ao fazermos a lista dos possíveis permacultores a serem convidados, nos deparamos com um número bastante representativo de gente atuando há tempos e com muita seriedade no Ceará. Na foto abaixo, Jorge conversando com Marcelo, Paulo e Nagoy Sol na chapada do Araripe.

Então, em diálogo com alguns destes atores locais, decidimos que respaldar este movimento no Ceará, e alguns outros estados nordestino era uma coisa importante. Assim tivemos a formação no Cariri, organizada endogenamente pelo grupo e liderada pelos permacultores Paulo Campos, Luciana Medeiros, Marcelo Casimiro  e Francisco Eli Briseno. Na foto abaixo, Suzana acompanhando os trabalhos em pequenos grupos para  planejar blocos do PDC.

Fora os dez dias on line, onde o grupo foi se conhecendo e realizando as atividades na modalidade EAD, estivemos juntos os dez dias no  Crato, dias de intensas trocas, com núcleos de trabalho fortes em permacultura, no Cariri, em Fortaleza e no noroeste cearense, incluindo os velhos amigos de Sobral e Jijoca. Além deles, outros dois polos, fora do Ceará, um em Rio de Contas, na Bahia, e outro se iniciando em Pernambuco.

Ao final, uma grande alegria, de ter contribuído para um permacultura séria e consistente, de atores locais fortes e animados. Abaixo a foto do grupo na visita à Floresta Nacional do Araripe.

E a foto oficial com o certificado do curso. Da esquerda para a direita, de pé  Mário,  Maria Eugênia, Suzana, Nagoy Sol, David, Jorge, Cláudia Rejane e Brisa. Abaixados Paulo, Clarice, Luciana, Jasmim, Emanuelle, Eli, Edurado, Marco George, Sarah, Marcelo, Elis, Paulo Sérgio, Mariana e Alice.

Bora, gente, vamos permaculturizar este Brasil, com Abertura, Rigor e Tolerância. Gente boa, fazendo o bem e bem feito!

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Um comentário sobre “Formação de Instrutores 2018

  1. Suzana e Jorge, essa empreitada só foi possível primeiramente pelo empenho, confiança e energia de vocês depositados nesse coletivo do Nordeste; e em segundo lugar pela força do coletivo que abraçou essa oportunidade com muita seriedade e compromisso. Todo o processo foi de uma riqueza e beleza que só a permacultura nos proporciona. Saber que estamos no mesmo barco, olhando nos olhos e nos retroalimentando de conhecimentos e práticas saudáveis nos coloca como agentes de formação e transformação nessa Mãe Terra.
    Que a permacultura possa continuar sendo espalhada com a firmeza e rigor que vocês nos apresentam!
    Abraços calorosos desde o Nordeste.
    Vamo geeeente!!

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