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Refazendo a taipa do velho açude.

Quando compramos Yvy Porã, lá em 2003, havia um  açude que estava com a taipa  parcialmente rompida pelo pisoteio das vacas, e, na nossa avaliação, também por ser uma taipa pequena demais para o volume de água que recebia. As aǵuas deste açude vem da micro bacia que tem umas 7 pequenas nascentes, uma delas é a que abastece a casa Mãe.

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O projeto de refazer o velho açude sempre esteve nos planos, e agora, finalmente, foi refeito.  Quando a máquina tirou o que restava da antiga taipa vimos outro fator para que ele tivesse rompido: na taipa haviam muitas pedras, e uma parede para segurar a água de um açude deve ter somente terra, com uma boa porcentagem de argila. A argila absorve água e quando saturada, faz uma massa impermeabilizada.

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Waldemir, o maquinista , foi trabalhando devagar. Primeiro limpou  a taipa antiga, tirando todo o material anterior. Depois buscou ao lado do açude onde havia terra adequada para fazer a taipa. Num curso dizemos que  a base deve ser de 3 vezes a altura da mesma para fora e 2 ou 3 vezes a altura para dentro. Assim, se a taipa tem 2,5 metros de altura, a largura da taipa deverá ter uns 12 m de largura, de terra bem compactada. Na foto abaixo a base da nossa taipa que ficou com 12m de largura, para  2,5m de altura.

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Foi fazendo pequenas camadas e compactando-a passando a esteira sobre ela, num ir e vir sem fim.

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Um açude requer segurança e responsabilidade, afinal, caso ele se rompa, o volume de água causaria grande estrago. No nosso açude avaliamos que a taipa teria 2,5m de altura e o nível de água máximo 2 metros; assim a taipa deveria ter 12m.

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Waldemir fez a taipa “como manda o figurino”, compactando super bem cada camadinha de terra. Ao dar o nível final foi colocado um cano de 100mm para o desague normal das águas; agora no nível do espelho de água que esta a meio metro por debaixo do nível final da taipa.

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Um pouco acima deste, foi cavado no morro o ladrão, bem maior, para que em dias de chuva muito volumosa, as águas não passem sobre a taipa, e sim corram pelo ladrão. Este canal de segurança tem perto de 2m de largura, e foi cavado em terra firme.

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Em uma semana o açude chegou ao cano de desague, começando a mostrar o espelho d’água, ainda cheio de plantas e samambaias do banhado. Aos poucos estas plantas sumirão, apodrecendo com a água, e servindo de alimento para os novos habitantes deste espaço- já vimos patos selvagens que andam por ali… No PDC o amigo Gardel trouxe algumas espécies pioneiras de peixes, que foram soltas ali. Assim,, logo logo teremos um belo lugar para pescar!

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