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Revitalização de um espaço: garagem – parte dois

Depois de sete dias  de espera para a secagem do concreto, seguimos nossa obra!Começamos o armado da estrutura propriamente dita, este era o dia tão esperado, pois a partir daí começamos a ver  nossa obra tomando altura e se fazendo realidade com as linhas que as peças de bambu mostram.

7-InicioElevacao

A primeira tesoura montada foi a do fundo, já que esta era mais segura por ter um pilar no meio que vinha até o chão.

Fomos montando e vendo que as peças estavam “sujas”, pois vieram do mato, onde secaram para o uso, assim decidimos limpá-las.  As peças de bambu foram lavadas com água sanitária para tirar os restos das incrustações do período que ficaram no mato, e depois da limpeza revelaram toda a sua beleza.

8-Lavado

O trabalho de  armação da geometria da garagem, realizou-se todo em base à amarração com torniquetes, aprendidas desde a obra da geodésica, com o Daniel Malaguti. A decisão de se trabalhar com esta técnica veio por dois motivos, primeiro a agilidade construtiva e segundo para evitar de fazer furos, como na colocação de parafusos ou barras rosqueadas, que debilitam o bambu e não garantem uma boa fixação.

9-ArmadoAmarradoNas fotos acima, a estrutura e detalhe das amarrações com torniquetes.

Chega um momento muito especial na nossa ousadia de construção, onde percebemos as cargas e esforços sobre cada ponto da estrutura. É quando os anjos agem… Uma vez mais a Helo, irmã da Suzana e minha cunhada, engenheira, muito responsável, vendo as nossas atividades, nos orienta e sugere como reforçar os nós de encontro nas tesouras.

Numa tesoura de madeira, os encontros são feitos com encaixes e fixados com parafusos e porcas. No bambu a coisa não é tão simples, ele se abre facilmente no sentido da fibras, rachando e colapsa fácil… É prática comum, em estruturas com este material, preencher com concreto os entrenós que sofrerão compressão ou tração e logo apertar os parafusos que transpassam estes pontos. Isto dá rigidez ao nó, evita o colapso do bambu e aumenta a superfície de atrito na área aparafusada. No nosso caso foi feito o reforço aparafusando, entre peças de madeira, à extremidade da perna, no encontro com as colunas.

11-ReforçoPerna

Além disso fizemos o preenchimento de concreto no nó do bambu, na mesma extremidade (perna) da tesoura, que faz a compressão na estrutura contra a coluna .

12-Cimento

Já que o bambu escolhido para os tirantes das tesouras, tinha uma parede muito fina para a função de tração e, não nos dava confiança para usar a mesma solução com cimento e  parafusos, foi escolhida uma outra solução com o uso de um cabo de aço que abraça os pares de colunas opostas. Assim a tração no tirante (que fecha a função da tesoura se contrapondo à força exercida pelas pernas, querendo abrir as colunas) foi substituída por um cabo de aço.

13-CaboTraçaoNuma vista geral, o cabo de aço que faz esta amarração, ficou assim quando tensionado. Das três tesouras, as duas da frente ficaram assim.

14-Cabo

Na próxima postagem os detalhes da colocação das telhas e acabamento da garagem.

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