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Falta de rotina: cursos e outras construções

O ano de 2011 está sendo um ano atípico, com muitos cursos, o que vem alterando significativamente nossa rotina. Mas o tempo é sábio, isto acontece num momento em que a Casa da Montanha está praticamente pronta e podemos nos afastar de lá sem maiores problemas.

Agora no segundo semestre tivemos o PDC de Campo Largo, na chácara Boa Vista, e em breve, em outubro, outro em Caxambu, com a parceira Rosileli.

Os cursos sempre são experiências intensas, e nos alegra ver que mais e mais pessoas buscam formas de viver a sustentabilidade, buscando a permacultura como instrumento para tal. Se há alguns anos quem buscava fazer um curso de permacultura tinha pouca ideia do que iria encontrar, hoje as pessoas já vem bastante focadas, maduras para mergulhar fundo na reflexão sobre como vivemos e como fazer para criar sistemas humanos sustentáveis.

Neste tempo, entre um curso e outro, que está sendo nosso setembro e outubro, seguimos com outras atividades, como foi a construção da nova sala de aula do espaço do projeto transdisciplinar da Escola Autonomia.

A construção coordenada pela arquiteta da escola, Carina usou materiais resciclados e buscou adaptar na medida do possível, para um espaço escolar, os princípios da permacultura. A estrutura de madeira  foi feita sobre o espaço anteriormente ocupado pela estrutura parabolóide construída há 6 anos num encontro da rede Permear e coberta com telhas de tetra pack. O fechamento das paredes foi com pau-a-pique duplo, vidro comprados na Alumetal ( uma loja da grande Florianópolis de reciclados).

A água para a sala é exclusivamente de água de chuva, armazenada numa cisterna de ferro-cimento de 15m³ recolhidos do telhado de 85m². O tratamento dos efluentes é numa fossa séptica  combinada com um sistema de evapo-transpiração.

Assim, a escola ganhou uma nova sala- atêlier, combinado com todos os trabalhos que a Escola Autonomia desenvolve neste espaço. Na foto abaixo, atura do quinto ano fazendo uma entrevista sobre a construção para o seu jornal.

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4 comentários em “Falta de rotina: cursos e outras construções

  1. Muito bom esse projeto…ficou lindo! Parabéns!! abs

  2. Oi Su,
    Adorei as fotos!
    Bj,
    Karen

  3. Muito digna essa ideia!! mas porque ao invés revestimento “pau-a-pique” não fizeram tijolos adobe? se bem que o adobe da mais trabalho e é mais demorado para a execução, ficou ótima e bem ecológica gostei de mais

    • Guilherme, tu mesmo já respondeu! Ambas as técnicas usam a terra, uma leva mais tempo e mais material. No adobe temos que fazer os tijolos, que mobilizam muito mais terra e esperar a secagem. No pau-a -pique usamos as garrafas que dão isolamento térmico e ocupam espaço, reduzindo a quantidade de terra, e já se sobe a parede com o barro molhado mesmo… são técnicas distintas. Como sempre dizemos o primeiro passo é olhar onde se está, o que o ambiente te oferece e quem ia fazer a obra!

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