Geodésica- problemas e soluções III

Nossa geodésica passou a ser um espaço de atenção e muito cuidado de nossa parte. Depois de alguns trancos e barrancos, parece que nossos taludes colocados há alguns meses resolveram, assim como as calhas, levando toda e qualquer água para longe dos alicerces.

Nestes meses monitoramos as rachaduras das paredes da base e as pequenas trincas nas partes de cima, que foram sendo calafetadas com uma nata de cimento. Nesta foto num ensolarado dia de outono, Jorge cuidando da nossa GEO.

Tempo de diagnóstico passado, como ela se estabilizou, resolvemos encarar o que fazer… Na foto abaixo, detalhe da nata de cimento branco sendo passada como uma tinta sobre a geodésica.

Para a situação de Santa Catarina, com chuvas em torno de 1900mm/ano,  sol forte, e amplitude térmica entre 5ºC a 30ºC não houve revestimento natural que, exposto às intempéries, conseguisse segurar a água. Conversamos com os amigos Daniel (pai da geodésica), Tomaz e Sérgio Pamplona buscando soluções…


Uma coisa é um experimento,  uma obra que a gente vê por fotos ou a cada tanto… Como moradores, ver uma obra da nossa casa se degradando, ou não cuidada como devia é terrível. Assim, decidimos que alguma solução “definitiva” por alguns anos deveria ser feita na geodésica. Pensamos em colocar um telhado por cima, ou telhas maleáveis de polietileno, ou até apelar para mantas sintéticas. Saímos a pesquisar e depois de estudar, andar, olhar, achamos um produto com base a água, que não deixa resíduos e é uma membrana de base vegetal, que pintada, acompanha as formas da superfície na qual é aplicada. Compramos o ICOPER ( nome deste produto) e pintamos a geodésica.

O permacultor e amigo Marcelo Fonseca, veio passar uns dias em Yvy e ele e Jorge juntos, deram as duas primeiras mãos de ICOPER na geodésica. A estratégia de cores distintas é justificada pela necessidade de se cobrir bem com as 3 camadas. Em primeiro lugar a vermelho, com o ICOPER ainda diluído meio e meio em água.

Assim, sobre o vermelho ficava fácil ver o branco do reboco que precisava ser coberto. Ela ficou linda num vermelho queimado… mas durou pouco!

Já no dia seguinte, sobre a vermelha, veio a cinza, que também deixava claro os espaços em vermelho que ainda não haviam sido pintados e ao mesmo tempo já iam clareando a superfície para receber o branco. Como cinza ela parecia um pouco “sujinha”, como se fosse o branco empoeirado! Aproveitamos as sobras do produto e pintamos também os alicerces como mostra a foto abaixo.

Finalmente o branco sobre o cinza, que com menor contraste também deixava explícito onde deveria receber o produto. Ainda que pareça a mesma da foto inicial, nossa oficina está finalmente bem protegida das águas de março, abril, maio, e esperamos que do ano todo!

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