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Seguindo com a instalações e experimentando tintas

Seguimos devagar, pois a semana foi chuvosa em Santa Catarina. Assim, trabalhamos apenas no final de semana. Jorge seguiu fazendo as instalações dos bambus que servirão de conduítes para os fios de eletricidade. Como sempre, o primeiro passo é o mais difícil, o ver como o material se comporta, observar a diferença entre idéia, projeto e a prática.

Os Philostaquis colhidos há 2 invernos, secos à sombra, tem seus nós rompidos com um cano para que funcionem bem como um “cano” e em seguida são passados no maçarico, onde soltam umverniz natural, lustrado com um pano. Depois é seguir montando o quebra-cabeças, de fixá-los no local com cintas de nylon (como lacres de companhia aérea) e encaixá-los nas caixas de passagem feitas de bambu giganteus colhidos em Yvy.

Nossas instalações elétricas seguem no alto, no encontro entre parede e forro, com isso fez um belo acabamento na junção destes planos. Desta linha abastecimento, em cada pilar desce outro bambu, onde teremos instaladas as tomadas e os interruptores. Este plano de onde vai o que, foi um dos muitos dos nossos processos interessantes de viver a casa antes de colocar as luzes… Nossa familiaridade com a casa e a necessidade de luz onde, nos mostrou o que desejávamos para este espaço. Assim, agora é algo distinto: aquela coisa de viver o que planejamos e sonhamos.

Bem, além das instalações elétricas, fizemos um prova de uma tinta natural. O motivo do experimento foi a fixação dos tijolos a vsita das antigas paredes da Casa Mãe. Tiramos o reboco da cozinha e queríamos deixar os tijolos à vista. Mas são tijolos antigos, assentados com barro e areia- ou seja, sem fixação nenhuma, o que faz com que descasquem.

Resolvemos experimentar a base de uma tinta proposta pelo Tomaz Lotufo, feita com polvilho , água, vinagre. Esta solução, base para tintas, foi passada sobre a parede antiga, para vermos como ela reage e quanto isto fixa a massa. a receita básica que fizemos foi:

O GRUDE

7 colheres de polvilho azedo

1 colher de vinagre

1 litro de água

Diluir o polvilho em 1 copo de água e depois levar ao fogo com o resto da água. Deixar ferver, quando a mistura fica incolor e encorpada. Ai retirar do fogo e colocar a colher de vinagre.

TINTA

Para a tinta, diluir 1 copo de grude para cada litro de água, colocar 1 copo de leite e 3 colheres de óleo de linhaça.

Com a sobra desta base, misturei barro Terra-cota, trazido da Chácara Boa Vista, um pouco de leite e uma colher de óleo de linhaça. Assim, experimentamos pintar a primeira parede externa da casa- que no projeto tem seu exterior todo terra cota. Com o pouquinho de tinta disponível, pintamos a parede sul. Como prova de cor e de fixação o resultado nos agradou bastante…

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2 comentários em “Seguindo com a instalações e experimentando tintas

  1. bacana, mas eh resistente a chuva? depois de seco ficou da mesma cor ou desbota? parece que na parede interna de tijolos nãoo ficou tão bom quanto nessa rebocada da proxima foto…procede?

    • Olha, Pedro esta parede foi pintada num dia de chuva, e como é parede sul , aqui em SC pega MUITA chuva, e ainda está intacta! Incrível, não é? Nós nos surpeendemos também!

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