Rafaelle e Martin

Como um blog que fala de permacultura, em muitos momentos somos procurados por jovens, querendo saber mais, buscando ajuda para trabalhos acadêmicos e vivêcias como permacultores.

Desta vez não foi diferente! Fomos contatados pela Rafaelle, estudante de jornalismo em Curitiba para dar um apoio e ajuda ao seu TCC: o livro “PERMA o que?”, que deverá ficar pronto o ano que vem. Recebemos o casal num fim de semana bastante chuvoso, o que nos permitiu muitas conversas! Como em outros momentos, aqui segue o relato da Rafaelle e do Martin, enquanto aguardamos o livro!

Yvy- por Rafaelle Mendes

Olá  Suzana, olá Jorge! Perdão pela demora, mas confesso que escrever sobre minha experiência em Yvyporã foi complicado, justo pra mim que quase não escrevo heim?!


Estar em Yvy (como carinhosamente chamo essa terra boa) foi antes tudo, o primeiro passo para um grande jornada – transformar em realidade  o livro “PERMA O QUÊ? Permacultura para quem não sabe, mas quer saber” – que não é apenas meu trabalho de conclusão do curso em Jornalismo, é um sonho que cultivo há tempos.

Nas primeiras conversas contigo Suzana, por email, me passaste uma lição de casa: “(…) leia um pouco do blog e depois vemos como fica a visita(…)”. Como demorei em te responder, achou que eu tivesse desistido. Mal sabias que ao invés de ler um pouco, eu li o blog inteiro, cada uma das postagens.

Acho que foi por isso que ao chegarmos em Yvy, mesmo o tempo não tendo ajudado, a sensação de estar no lugar que eu já conhecia virtualmente, foi incrível, indescritível. E quando cheguei com o mp3 para começar a gravar a entrevista com o Jorge, por medo de esquecer alguma coisa comecei a encher vocês de perguntas.

Só  percebo isso agora, mas foi ali, ao ouvir cada palavra sua Jorge, sobre o real sentido do que é ser Permacultor, sobre a ética, sobre o cuidado, e todas as conversas que tivemos durante nossa estada com vocês é que percebi o tamanho da responsabilidade que será escrever esse livro,  o desafio que tenho é imenso! Mas como diz você Su, “os pés estão no chão e os olhos adiante”, sempre! E estar com vocês, ouvi-los e aprender com tudo que presenciei, me mostrou que quero difundir os princípios da Permacultura para o maior número de pessoas que eu puder, não porque assim vou cumprir meu papel de comunicadora social, mas porque assim vai ser a minha maneira “cuidar das pessoas, de cuidar da Terra”.

Hoje, ouvindo e transcrevendo trechos das nossas conversas me emocionei, porque sei que o que aprendi em Yvy e as lembranças que vou carregar comigo, de lá e de vocês, são pra sempre. Agora chega, porque já to chorando aqui! MUITO OBRIGADA!

Yvy- por Martin ewert

Yvy Porã é um lugar mágico, onde as árvores respiram canções para os pássaros que narram contos de felicidade, uma montanha encantada que propaga os cintilantes estilhaços da criação. Lá é possível, em poucos dias, recarregar a energia desse mundo competitivo e individual que vivemos. Junto com o maravilhoso casal Jorge e Suzana encontramos sentimentos positivos como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a alegria e o bom-humor.Sempre!
Misturando todas essas sensações em um caldeirão com suaves pitadas de um temperinho de filosofia que recebi do Permacultor Jorge, despertando compreensões que estavam adormecidas dentro de mim e relato aqui.
Eu passei a maior parte da minha vida com a cabeça enfiada na areia. Minha defesa era acordar pensando em “qual roupa iria vestir”. Nunca consegui aceitar o conceito de desenvolvimento econômico, e nunca comprei a idéia do capitalismo. Sempre me pareceu que deveria existir alguma coisa mais, porém grande demais para ser concebida por alguém tão pequeno quanto eu. Por muito tempo deixei isso por conta das “pessoas mais inteligentes”. Agora percebo que se eu não acordar e participar desse diálogo, os governadores continuarão em suas estradas de elitismo, dogma e disputa de poder.
Acredito que a tendência de maior alcance da nossa época é a da mudança, que está brotando em relação a visão compartilhada do universo. Passamos a percebe-lo como algo vivo e que estamos intimamente ligados a tudo que existe, essa percepção representa uma nova maneira de relacionar-se com o mundo.
O Jorge pronunciou em nossos dialogos a verdadeira revolução que deverá ocorrer na humanidade. E para completar esses pensamentos devo lembrar de algo que lí em um livro, o qual diz assim:
“Estamos todos conectados. Estamos emaranhados. E não existe separação entre nós, o que fazemos uns aos outros também atinge um aspecto do nosso eu. Nenhum de nós é inocente nesse sentido. Existe algo lá fora de que não gostamos, e não podemos virar as costas para isso por que somos co-criadores, de uma forma ou de outra. E temos de fazer o que é certo para alcançar o melhor futuro para todos. Essa é a nossa responsabilidade como co-criadores. E, no processo, seja qual o papel que assumamos, todos podemos contribuir para a vida e leva-lá além, usando o máximo de nossas habilidades e fazendo o que acreditamos ser o melhor. Isso requer que meditamos profundamente sobre cada coisa. Refletir e agir, reconhecendo que os outros são nossos irmãos e irmãs, e que tudo é um assunto de familia.”
É isso!

Martin Ewert

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