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Fechando o forro

Seguimos nesta semana colocando o forro da casa. Conforme falado em postagens anteriores, nosso forro foi colocado a uma distância de 15cm das telhas, criando assim um colchão de ar, que atua como isolante térmico. Ou seja , nossa proposta foi, em vez de comprar uma manta isolante, optamos por não usar nada, ou seja, usar o princípio de termodinâmica, da condução de calor: uma massa de ar, não é boa transmissora de calor. O ar quente ao subir será puxado pelo sputinik, e entrará pelas frestas entre telhas e forro, onde colocamos as telas. Este mesmo princípio é usado na construção das paredes duplas para fechar a parte de cima da casa, mostrada na foto abaixo.

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Nesta semana, nos dias de sol, trabalhamos fazendo o reboco da oficina com palha e barro, nos dias de chuva, Jorge, seu Zé e Rodrigo trabalharam colocando o forro e a parte de dentro das paredes de madeira. O forro da casa foi sendo feito em triângulos, acompanhando o telhado, assim, gomo a gomo fomos dando o acabamento da casa. Na foto abaixo, o registro do centro da casa, com todas as águas do nosso telhado.

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No nosso forro, optamos por usar madeira certificada daqui de Santa Catarina, esta madeira vem das retiradas, de árvores pela CELESC (energia de SC) e também por áreas que serão alagadas por usinas hidrelétricas. Nossa madeira foi tratada com óleo de linhaça cru, diluído a 50% com querosene. Para aqueles que irão questionar  o uso de querosene, é o único antifungo que usamos em todas as madeiras da casa. Ou seja, o tratamento desta madeira é unicamente a retirada na lua minguante de julho, e a impregnação com óleo de linhaça diluído em querosene. Na foto abaixo, Suzana e Jorge pintando a madeira com linhaça.

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O tratamento é feito pintando cada madeira por todos os lados, antes de colocá-las. Assim, todas a madeiras recebem a impregnação, ficando protegida tanto por fora como por dentro. Usando óleo de linhaça este trabalho é muito simples quase como “pintar e pregar” em seguida, visto que não é necessário esperar o tempo de secagem. Na foto abaixo, Jorge colocando as madeiras verticais que fazem a parte de dentro da parede da casa.

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Um projeto é algo vivo, que mostra suas qualidades e fragilidades quando sai do papel, ou seja, observar como a casa recebe sol, chuva, etc pode e deve ser previsto, mas a “prova” final, é realmente quando a realidade acontece. Assim, no nosso projeto original, a lavanderia era aberta, mas percebemos que as chuvas vindas do sul, com vento, embora protegidas pela mata, entram muito na lavanderia. A realidade nos mostrou que precisávamos fechar este espaço. Começamos a discutir como seria isto, e buscamos num ferro velho janelas basculantes “de casa paroquial”, aqueles grandes vitrôs de ferro, com basculantes. Na foto abaixo, a vista de dentro da lavanderia, já com os cerâmicos colocados, a nova janela, o forro. A peça de inox do lado direito, é o aquecedor de água, que, futuramente, merecerá uma postagem só para este ponto!

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Achamos uma enorme janela de 2,10m por 1,40m de altura. Ela foi colocada, fixada nos tijolos maciços que já fazem parte da lavanderia. Na foto abaixo a vista pelo lado de fora, onde agora estamos avaliando como será a porta, ou o fechamento deste espaço. Voltaremos ao nosso conhecido ferro velho, para ver que materiais podemos reuntilizar para este fim.

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Aproveitando os dias de chuva e a eletricidade, começamos também a lixar os tocos de cordwood, que foram simplesmente cortados com a moto-serra e que agora devem ser lixados para ficarem bem lisos para receber o tratamento de óleo de linhaça. Mônica voltou à Yvy Porã e revezando com Suzana, lixou as madeiras de parte da parede noroeste.

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Este trabalho leva seu tempo, pois são três lixadas, a primeira com uma lixa 36, ou seja, mais grossa, para retirar as grandes imperfeições. Em seguida passamos a lixa 80 e finalmente a lixa 240, ( nas lixas, quanto maior o número, mais fina é a lixa, pois o número indica grãos por polegada quadrada). Na foto abaixo, em primeiro plano as madeiras sem lixar, onde pode-se ver as linhas feitas pela moto-serra.

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Assim, depois de passarmos as três lixas, tratamos uma das madeiras e o resultado é o que se vê abaixo, a madeira mais escura é a tratada, abaixo temos um toco que recebeu apenas o tratamento com primeira lixa, e as demais ainda “sujas” de massa..

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E assim, passo a passo, a casa segue ficando cada dia mais linda!!! Pelo menos é que os olhos apaixonados e orgulhosos dos donos acham!

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5 comentários em “Fechando o forro

  1. Olá Suzana Maringoni, escrevo para o portal ecod.org.br e gostaria muito de fazer uma entrevista com você, falando sobre a permacultura e sobre os modos sustentáveis de vida. Tentei procurar seu e-mail pelo orkut, mas como não achei nenhum link que permitisse o pedido de entrevista de forma mais reservada vim até este blog.
    Se puder responder a algumas perguntas me encaminhe um email dizendo que está disponível. Adoraria falar sobre a permacultura e acho que mostrar isto exemplificando através de uma pessoa que vive de tal forma seria muito interessante.

    aguardo respostas!

  2. boa tarde qual o nome da madeira usado no forro..onde comprar?

    • Oi, Livio
      A madeira que usamos foi de araucária; aproveitada da madeira que, previa autorização, foi retirada das áreas de alagamento logo da construção das PCH (pequenas centrais hidrelétricas) no planalto catarinense.
      Não sei qual a sua região, mas nas madeireiras locais conseguiras madeira beneficiado como forro.
      Abraço.
      Jorge

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