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A última parede: “fechamos” a casa!

Julho de 2009: finalmente terminamos a última parede da casa da montanha!

Talvez a sensação de “alívio” e cansaço… demorou, não é? Talvez a imensa alegria de ver e dizer: nossa, como ficou linda!!!! Mas, com certeza a sensação de muitos amigos, de muitas histórias que fizeram cada pedacinho das paredes desta casa!

Olhamos a fachada composta pelas paredes Norte e Noroeste – que foi a última parte a ser feita- e nos orgulhamos de tudo… e principalmente do aprendizado!

fachada corwood

A parede noroeste é a maior da casa, tem 5,40m de comprimento, com uma janela no meio. Para esta parede buscamos uns garrafões coloridos, que seriam pontos de luz no meio dos toquinhos de cordwood. Meu sonho era ter garrafões azuis (algo meio raro…). Achei um no mercado de São Pedro e comprei… Depois consegui um de presente do vizinho César. Numa visita do Zé Eugênio, que tem um alabique, comentei que caso ele conseguisse garrafões azuis, guardasse para mim… Assim, num belo dia ele chega com 4 lindos garrafões azuis! Bom, ai foi juntar com outros dados pelo avô do Diego, e com os presentes dos vizinhos conseguimos muitas cores para nossa parede!

Jorge e nossos ajudantes Seu Zé e Rodrigo trabalhando num dia de chuva, mas como temos um telhado, pudemos fazer a massa dentro da casa e seguir com a parede.

cordwood finalComo depois da chuva sempre vem o sol, olha só que lindas as paredes vistas de dentro com o sol brilhando lá fora!!! Embora as garrafas ainda não tenham sido limpas, já podemos observar o efeito dos pontos de luz na casa.

garrafas dentro

Agora é seguir em frente, pois falta pouco! As aberturas acima de 2,10m serão fechadas com madeira dupla, assim como o forro da casa. Pensamos que em alguns lugares ainda usaremos também painéis de vidro, para manter a luminosidade na casa.

Linda, não é?

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12 comentários em “A última parede: “fechamos” a casa!

  1. Que linda a composição das garrafas na parede de cordwood! Quando o sol bate, o desenho formado por elas fica muito evidente. Nessas horas vemos o quanto é importante guardar algumas proporções e ter critérios e rigor na construção (seja ela “ecológica” ou não…).
    Muito bem, fliperes!

  2. Nossa, ficou show de bola!!!! Quem viu e quem vê nem parece a mesma casa! Vai rolar um churrasquinho pra inaugurar esta parte!!! Bem, valeu pessoal. Estão de parabéns! Eu estive lá e fui fliper(noutra parte)!!!!

  3. Ola amigo Jorge e Suzana, linda construçao, como o é feita a massa e qual o comprimento e o diametro medio, do tocos, e qual madeira vc recomenda, e a madeira deve estar seca?

    Obrigado amigo pela atençao e parabens pela casa.

    Vivendo sustentavelmente.

  4. Meus amigos, a casa já está quase habitável então? Tá ficando muito legal. Continuo acompanhando e torcendo por vocês. Um grande abraço!

  5. Suzana,
    Estou encantada com o trabalho de vocês.
    Sou arquiteta e hoje de manhã “cai” no teu blog ao pesquisar “tijolos arenosos”. Abriu aquela página da parede do banheiro. Percebi que se tratava de uma auto-construção e como o tema me fascina, fui bisbilhotando mes a mes o trabalho de voces tanto na moradia da montanha quanto a construção do coletor de água da chuva na casa de voces, a pesquisa da cor da tinha para a casa mãe…
    Não trabalhei hoje mas ganhei muitíssimo em aprendizado.
    Bem, agradeço o dia fascinante que me propiciaram e de agora em diante vou acompanhar o desenrolar da “nossa” casa da montanha que a expectativa de vê-la concluida é grande e porque vocês – Suzana, Jorge e seus amigos – são pessoas envolventes e maravilhosas.
    Deus os abençoe em seus trabalhos,

  6. ta muito legal essa fachada . uma coisa diferente que agente costumado a ver por ai parabens, muito legal

  7. FICOU LINDA DEMAIS, ESSA CASINHA DA MONTANHA!

    que orgulho, e que saudades, dessa família linda que eu tenho!

    parabéns, fliperes (como bem disse a Ciça).

    e quero ver se o aniversário de outubro já vai ser na casa nova, porque daí posso aproveitar e ver, né???

    beijinhos!

  8. Olá, estou pesquisando sobre esse métdodo construtivo e fiquei bastante emocionado com a história de vocês, resolvi por isso e pela importância de se reconhecer o trabalho do outro, dividir com vocês a minha alegria de ver que vocês conseguiram realizar um sonho. Também parabenizar vocês pelo empenho e iniciativa de buscar uma forma alternativa de construção que naturalmente traz no seu processo essa coisa que envolve e integra pessoas, vizinhos, amigos…meus parabéns a todos vocês, sejam mais felizes agora!!! rsrsr

    grande abraço!

    att.
    Aleones de castro
    Goiânia – GO.

  9. Olá Jorge e Suzana,

    Sou ex-aluno de vocês de um PDC de muito tempo atrás e agora inicio meu próprio projeto.

    A receita para o cordwood de vocês achei interessante e feliz de saber que a massa não apresentou trincas posteriormente conforme relatado.

    Gostaria de saber se vocês atribuem a isso a proporção de 2/3 de cimento e o que vocês acham das receitas que não levam cimento e são feitas apenas com areia, cal, terra e/ou argila.

    Abraços!
    Rafael.

    • Oi, Rafael
      No post (https://yvypora.wordpress.com/2007/12/09/cordwood-paredes-de-toquinhos/) damos todos os detalhes do cordwood.
      O uso de cimento é para evitar o trabalho mecânico da água escorrendo pela parede nos dias de chuva.
      Na massa não é necessário o cimento, ele é só útil no reboco externo.
      Os fatos que evitam que a massa rache são os seguintes:
      – Proporção correta de argila e areia na terra que será usada na massa = 30%:70% (mais argila aparecem mais rachaduras)
      – Quantidade de água na massa. Água de mais… quando evapora a argila contrai e racha. No caso a água e só a suficiente para aglutinar os componentes… apenas úmido.
      – Cal, cimento, leite, esterco, polvilho (grude), etc. são “produtos” que estabilizantes da argila e melhoram o acabamento de massas de barro. Socado, compressão, fermentação, etc. são “tratamentos” que estabilizam massas de barro.
      – A serragem faz com que a massa fique mais esponjosa (racha menos) e seja mais isolante térmica.
      – No acabamento final alisar a superfície da massa da parede com a colher de pedreiro; aplicando uma boa força/compressão até que fique com um certo brilho e bem liso. A compressão estabiliza a argila; diminui o teor de água da superfície in loco; fica mais liso evitando o depósito de sujeira e os microhabitat para microrganismos e/ou insetos.
      Grande abraço.
      Jorge

      Na nossa experiência

  10. Olá professor. Agradecido pelas elucidações.

    Assim fica bom pois irei economizar um bom tempo sem ter que chegar a estar conclusões por minhas próprias experiências ou talvez nem perto disso.

    Estou com a receita anotada da massa do post ”parede de toquinhos” que o sr. indicou-me. Agradecido.

    Estou querendo evitar ao máximo subir com material pra construir lá no meu sítio haja visto que possuo grande quantidade de eucalipto e pedras ”recursos” no local.

    Eu estava na dúvida se iria utilizar a técnica de cobi, cordwood ou casa de toras mas acabei decidindo pelo cordwood pela praticidade, economia de tempo e necessidade de utilizar-remover os eucaliptos da área nativa.

    A respeito dos materiais estabilizantes da argila que o sr. me elucida um vizinho/amigo lá da região me falou para usar o cal hidratado pois este iria ”lavar” a terra e a areia dando uma higienizada na massa evitando proliferação de ”bichos”. Qual a opinião do sr. sobre isso ?

    Estou fazendo alguma experiências pequenas utilizando esterco junto da massa Daqui a um mês quero ver como ficou essa mistura.

    Outra dúvida que tenho é sobre o alicerce. Seria viável apenas cavar e colocar pedras encaixadas para o alicerce mais a massa ? E no lugar dos vergalhões gostaria de utilizar o bambu assim como vocês. Necessitaria algum tipo de tratamento no bambu para este fim ?

    Abraços,
    Gratidão e bondade,
    Rafael.

    • Oi, Rafael
      Sim, eu também uso sempre o cal, além da estabilização da argila ele limpa o material e o ar dificultando a presença de microorganismos e insetos.
      Também uso o cal como pintura, esta permite que a parede respire, condição fundamental para a qualidade de vida e conforto interior.
      A pintura de cal, com agregado de baba de cacto ou grude, se comporta como um latex; mas muito mais ecológico.
      Em quanto a alicerces, o que você propõe é o baldrame corrido chamado de ciclópeo (pedras medias e grandes com massa de traço leve) veja o post https://waikayu.wordpress.com/2014/09/12/alicerces-ciclopeos/ e visite toda a construção de esta nova casa.
      Sim… você pode cavar e usar esta vala como caixa para moldar o alicerce. Nos usamos caixaria de madeira nas parte em que o alicerce se eleva do chão.
      Se o solo é firme e não esfarela facilmente (como nos solos muito arenosos) podes usar esta técnica. Inclusive podes poupar a massa, o importante e dimensionar corretamente a largura deles; calculando a distribuição do peso total da casa (ou seja a compressão que vai exercer no solo kg/cm2) e o comprimento. Em resumo quanto pesa a casa, quantos kg./cm2 suporta o solo (mais um fator de segurança de x 10), e que superfície de alicerces precisas para que ela não afunde, isto determina a largura deles.
      O bambu foi usado numa cinta de concreto para amarração horizontal dos alicerces e paredes (com a mesma largura das paredes e de cinco cm de altura). Como o bambu ficara totalmente protegido dentro da massa de concreto, não precisa de nenhum tratamento, ninguém terá acesso a ele.
      Espero ter sido útil, grande abraço.
      Jorge

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