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Grandes chuvas

Nos dias 30 e 31 de janeiro de 2008 Santa Catarina recebeu uma enorme chuva! Foram 48 horas ininterruptas onde caíram 300 mm de água sobre a região litorânea. São Pedro de Alcântara ficou isolada, pois houve quedas de barreiras e o rio Maruim, que corta o município, transbordou em vários pontos.

Estávamos em nossa casa em Florianópolis, preocupados com as pessoas, com os conhecidos e solidários com os desconhecidos que perderam suas coisas, casas, etc.

Com este imenso volume de água também ficamos pensando no que poderia ter sofrido a casa da montanha… É uma casa de terra, sem telhado, coberta com lonas… Então, assim que o tempo firmou, ligamos para o Agostinho, da loja Verde Vale em São Pedro para sabermos como estavam e quais as condições por lá! As notícias de perdas eram poucas, pois a maioria das casas está em lugares mais altos. Apenas em uma comunidade é que foi mais grave! Mas muito susto! Barreiras caídas pela estrada… O conselho foi aguardar mais um dia de sol para depois tentar subir para Yvy Porã!

Na foto abaixo a Casa mãe vista desde a nossa casa numa chuva da semana anterior à narrada neste post.

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E assim no domingo de carnaval com muito sol, subimos observando o trabalho da prefeitura em arrumar as estradas com muitas barreiras caídas!

Chegamos em Yvy… Algumas árvores caídas, o solo muito encharcado, mas tudo aparentemente mais ou menos sob controle! Fomos até a casa olhar as paredes… E para nossa alegria o efeito de tamanho volume de chuva foi pequeno. Sim, as paredes sobreviveram! Molhadas, mas ali estavam! As paredes de taipa apesar da lona, ficaram molhadas… De todas, apenas a parede sul – aquela dos erros iniciais- teve queda de poucos pedaços nas emendas com os pilares… O telhado protegeu e o fato da chuva ter sido uma chuva sem ventos, também ajudou…

Na foto abaixo a parede sudeste da cada aberta para secar ao sol.

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A parede de cordwood foi a mais molhada, pois sua cobertura era mais precária que as de taipa. A mistura de cafitice (cal + fibra+terra+cimento) aguentou bem a água e embora molhada, não sofreu nada- nenhuma rachadura, nenhuma queda, nada! Os tocos de madeira estavam cheios de cogumelinhos nascendo, mas isto é normal, e nada que uma boa lixada não resolva!

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Na parede oeste, há algum tempo, tivemos um problema com a taipa socada que caiu um pedaço, devido à uma bolha que ficou entre as camadas e foi remendada com reboco e com a mistura de calfitice. Mesmo este remendo se molhou e resistiu às águas. Como esta parede, que dá para a lavanderia, ainda está com 1,60m e deve chegar às 2,10m pensamos em terminá-la com garrafas e calfitice, num estilo vitral. Na foto abaixo o remendo onde pode-se ver as cores das diferentes massas usadas para o trabalho que foi feito em duas etapas devido à profundidade do buraco- que tinha uns 8cm de profundidade. A madeira em cima ainda é a forma da taipa socada que devemos retirar em breve.
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Assim, apesar do grande susto a casa de terra mostra que resiste bem às intempéries, mas é óbvio que é necessário que o telhado seja colocado o mais rapidamente possível… E nisto estamos agora- buscando agilizar os passos para a sua colocação.

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Um comentário em “Grandes chuvas

  1. Queridos:

    Ainda ando por aqui acompanhando. Passei o link para amigas porque tenho conversado muito sobre a Permacultura com elas. Estive preocupada com as notícias das chuvas, ocorrências até aqui para o RGS. Não estou mais no orkut, então perdi o contato com a comu de voces.
    Abraços e sucesso!

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