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Oficina das águas- final

Neste video, entre as muitas chuvas de primavera em Santa Catarina, mostramos o final da construção da cisterna e da bacia de evapo-transpiração.

Para finalizar, ainda temos que plantar as bananeiras e taiobas na bacia. Mas como processo ficamos com este registro final das oficinas das águas.

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Oficina das águas- segunda parte

Seguimos na nossa proposta de transformação da casa de Florianópolis, com a construção da cisterna, bacia de evapo-transpiração e espiral de ervas começadas no outro final de semana.

A questão da permacultura urbana é sempre um ponto delicado e sem muitas respostas, desejosa de experiências e relatos sobre elas… Talvez, estes pequenos passos que estamos dando, sejam uma pequena contribuição sobre como podemos transformar nossas moradia urbanas em sistemas um pouco mais sustentáveis- pelo menos no que diz respeito a água e saneamento básico!

A proposta de compartilhar os saberes, o tempo e o aprendizado segue… Trabalhamos com amigos e parceiros, Jorge André, Zeca e Edla, Bel e Mariani, Rodrigo, Cecília, Jair, Lara e Adrian. O processo de estar juntos, rir, brincar, trabalhar, almoçar e lanchar, aprender juntos vai dando os tons da construção!

Mas a chuva acabou atrapalhando um tanto! Trabalhamos sexta e domingo – já que no sábado a chuva foi intensa! Ainda prolongamos na segunda-feira, mas depois… ficamos paralizados por uma semana, tempo em que a água não parou de cair em Santa Catarina. Assim, a obra que era para ter sido encerrada, vai exigir ainda uma terceira etapa… Fazer o que? Vamos nos encontrando com amigos, trabalhando e isto, decididamente, não  é sacrifício nenhum!

Para relatar o que vivemos, novamente optamos por editar um pequeno video sobre o trabalho desenvolvido, visto termos muitas informações e imagens captadas ao longo dos dias…

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Oficina das águas- parte 1

Novamente nos ausentamos de Yvy Porã por algumas semanas…Nossa casa em Floripa precisava de alguns cuidados.

Decidimos “permaculturar” nossa moradia, e para isto duas providências foram encaminhadas: recolher as águas de chuva numa cisterna de ferro-cimento, e tratar as águas servidas, que até então iam para uma fossa séptica, numa bacia de evapo-transpiração.

Para isto agendamos o Mutirão da ” Oficina das águas”, com conhecidos e amigos, numa grande convivência de dois finais de semana. No primeiro deles, montamos a “jaula” da cisterna, fizemos o contra piso. Também cavamos o buraco da bacia de evapo-transpiração ( aproximadamente 10m², já que é pensada para 5 pessoas), e chapiscamos a terra, colocando a tela de pinteiro e rebocando-a em parte. Como oportunidade, já que sobraram pedras e terra boa, fizemos ainda uma espiral de ervas perto da varanda…

A seguir, o video do primeiro final de semana!

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O design da casa da montanha

A Permacultura é uma perspectiva holística, que observa, espera, e relaciona os elementos de um local buscando uma proposta sustentável na construção de ambientes humanos.

Assim, toda a ocupação de um espaço começa por estas ações:

  • estar no local e observar
  • esperar os tempos e observar os ciclos
  • respeitar a natureza
  • finalmente ir realizando pequenas ações que vão potencializar o que a natureza oferece neste local…

Depois disto cada permacultor desenvolve o DESIGN, que não é desenho, não é apenas um projeto, pois ele busca relações e é dinâmico nos tempos… Não é um projeto estático, mas um projeto dialético, que vai se modificando no tempo com os feedback das ações propostas… Por isso até hoje não se traduziu esta palavra!

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Grandes chuvas

Nos dias 30 e 31 de janeiro de 2008 Santa Catarina recebeu uma enorme chuva! Foram 48 horas ininterruptas onde caíram 300 mm de água sobre a região litorânea. São Pedro de Alcântara ficou isolada, pois houve quedas de barreiras e o rio Maruim, que corta o município, transbordou em vários pontos.

Estávamos em nossa casa em Florianópolis, preocupados com as pessoas, com os conhecidos e solidários com os desconhecidos que perderam suas coisas, casas, etc.

Com este imenso volume de água também ficamos pensando no que poderia ter sofrido a casa da montanha… É uma casa de terra, sem telhado, coberta com lonas… Então, assim que o tempo firmou, ligamos para o Agostinho, da loja Verde Vale em São Pedro para sabermos como estavam e quais as condições por lá! As notícias de perdas eram poucas, pois a maioria das casas está em lugares mais altos. Apenas em uma comunidade é que foi mais grave! Mas muito susto! Barreiras caídas pela estrada… O conselho foi aguardar mais um dia de sol para depois tentar subir para Yvy Porã!

Na foto abaixo a Casa mãe vista desde a nossa casa numa chuva da semana anterior à narrada neste post.

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E assim no domingo de carnaval com muito sol, subimos observando o trabalho da prefeitura em arrumar as estradas com muitas barreiras caídas! Leia o resto deste post »

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Ano 2008- que seja um grande ano!

Ano novo! Bem vindo 2008!

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Usando as palavras de Carlos Drumond de Andrade manifestamos nossos desejos a todos os visitantes deste espaço…

Suzana e Jorge

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

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