Casa da montanha segue, a cada dia mais com cara de “casa”, chegando ao final… Que certamente será um começo de muitas outras ações. Há tempos discutíamos como seria o piso. Nas discussões de bio-construção, as opções mais complicadas seguem sendo o piso e o telhado. Nossa opção deveria seguir alguns critérios como praticidade para limpar e manter, beleza e um conforto térmico (nem ser frio demais no inverno, nem quente demais no verão), além do preço, obviamente. Outro critério seguia sendo fazer coisas simples e replicáveis, independentes da indústria.
Depois de pesquisar tínhamos o desejo de fazer o cimento queimado, um piso tradicional, barato, bonito. Alguns vão perguntar se cimento é ecológico? Bem, cimento em excesso é algo impactante já que atualmente, para a sua fabricação exige-se a queima das suas matérias primas. Mas, por outro lado, para fazer o piso sobre o contra-piso, com um saco de 50kg de cimento queimado, pode-se fazer 30m² de piso, ou seja, usa-se muito menos material do que um piso de cerâmica. O grande problema é ter quem saiba fazer tal piso, uma técnica muito usada em casas do interior, com aqueles pisos vermelhões ou ocre. Como seu Zé, que está trabalhando conosco conhece esta técnica e já a fez em outros lugares, optamos, finalmente em fazer este tipo de piso, na cor amarelo ocre.

O piso de cimento queimado, ao contrário do que muitos pensam, não é feito com fogo, mas quem queima é o pó do cimento. Ele é feito quando colocamos uma camada de massa sobre o contra-piso, na proporção 4 de areia para 1 de cimento, nesta massa fresca, mas começando a endurecer, coloca-se o pó de cimento seco, como polvilhando sobre esta massa. quando ele começa a se molhar, passa-se uma colher de pedreiro, de levinho, queimando o cimento.
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