Arquivo para Outubro, 2007

Beirais

A casa da montanha tem suas paredes feitas de terra, assim, a questão da chuva, das águas, é sempre um cuidado a ser levado em conta ao se projetar e executar construções com estes materiais.

Em Santa Catarina chove bastante, assim, não é questão de fazer um beiral pequeno. Na nossa casa os beirais são de um metro de comprimento, considerando que teremos a casa levantada a 25 cm do solo com pedras, a parte da parede que poderá receber chuva fica bastante reduzida.

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12 de outubro

Na semana do feriado de 12 de outubro, Yvy recebeu a visita do amigo Itamar, do sítio Sete Lombas de Crisciúma. Com sempre, encontro entre amigos são grandes oportunidades para trocar, conversar, estar, e aprender!

Além de Itamar, estiveram lá, a nova geração: Lara, Rodrigo e Camila, uma visinha, que perguntando sobre permacultura, nos descobriu no Cacupé e veio passar uns dias conosco.

Na foto abaixo, parte da turma vendo as experiências com as tintas feita pela dupla Edla e Lara.

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Madeiras

As madeiras num obra como a nossa são estrutura e acabamento…

A opção de madeira local, sem tratamento, a não ser lixar, e impregnar as madeiras com óleo de linhaça diluído em querosene não foi simples…im004266.JPG
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Paredes, teto, telhas…E as chuvas de primavera!!!!

É primavera! Na região onde estamos- Santa Catarina, entre serra e litoral, é uma estação de muitas chuvas, muitas águas!

Para uma obra, que ainda não tem teto e que usa o solo, estas condições não são as melhores! Mas para um permacultor, problemas podem virar oportunidades! Nossa obra usa sempre um pouco de água, para dar consistência a mistura que vai ser usada. Neste período todo sempre trouxemos esta água da casa mãe, em galões de 50 litros.

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Como agora temos as telhas, compramos uma pequena caixa d’água de 340 litros e Mariani colocou uma das telhas inclinadas apontando para a caixa d’água, esperando recolher alguns litros…
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Thiago Gonçalves do Paraná

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E a casa vai se firmando, entre punhados de terra e areia, esculturalmente e sem pressa. E quantas mãos vão a fazendo… e com quanta força e calma!

E há sempre tempo, de saber onde brota água e de sentar onde deita a sombra da Figueira e de ficar onde o alimento é farto e a conversa é boa..!

Assim a gente sabe, a gente senta, a gente fica. E chega a hora de partir, e a gente vai, e quer voltar…

Terra boa é assim

Mucho gusto

Abraços

Thiago

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