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Um novo projeto- permacultura na serra catarinense

Andamos meio “sumidos” deste blog, ou no mínimo, as postagens tem demorado um tantinho mais a aparecer! Por um lado, talvez, seja a rotina de viver no campo, as coisas não nos parecem assim tão “relevantes” para uma postagem… Um tatu que revira a horta, o adubar as frutíferas,  fazer placas de “rua se saída” para evitar um erro do GPS, etc.

Outro fator, é que estamos envolvidos em uma outra frente, que neste momento, nos demanda atenção e energias. Já há alguns anos começamos o projeto Waikayu, lá na serra, em São José do Cerrito, juntamente com os amigos Pedro Marcos e Elusa- que já apareceram aqui em várias postagens, como a produção de suco de uva, ou na colheita de pinhões.

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Bem, já havíamos feito um grande plantio de frutíferas em 2013, e em junho de 2014, finalmente começamos a construção da casa lá. Desta vez a obra está sendo feita com a equipe do Juliano, uma moçada nova, natural e residentes em Cerrito, onde tem grande prática em construções convencionais, que toparam o desafio desta obra e vem trabalhando super bem, aprendendo sobre construções naturais.

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Optamos por montar um novo blog, por entender que cada um dos projetos tem alma própria e pode seguir com sua página distinta. Yvy Porã, Waikayu e o sítio Raízes, estão sob o guarda-chuva chamado VOLVITARE, como uma proposta de exemplos de vida sustentável.volvitare laranja

Assim, para quem queira acompanhar o que andamos fazendo em permacultura lá na serra, seja bem vindo ao Projeto Waikayu. Neste momento as postagens estão bem focadas na construção da casa, com etapas bem distintas e explicativas! Vamos navegar?

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Videos de Permacultura

A Permacultura segue crescendo no mundo, como uma opção à crise, para construção de sistemas humanos sustentáveis, com cuidado e ética. Algumas pessoas tem feito excelentes trabalhos de divulgação,  publicado  artigos, blos e videos. Entendemos que nosso blog é um instrumento de divulgação e compartilhamento destes bons materiais didáticos, por isso a postagem de hoje é sobre isso.

Alguns excelentes videos, curtos e bem didáticos tem sido produzido por Geoff Lawton e difundidos por muitas pessoas. Geoff é australiano, com prática de cursos e de implementação de designs em climas distintos no mundo.

Nuns dias em que esteve aqui, pedimos à nossa amiga e permacultora Chantal Intrator, que fizesse a tradução e as legendas de alguns destes videos. Em seguida Jorge se comunicou com Geoff que já inseriu as legendas na sua página. Assim, basta clicar no ícone de legendas e assistir aos videos legendados em português. Esperamos que todos gostem!

O primeiro video é sobre florestas de alimentos nos diferentes climas. Neste video dicas importantes e mostra de que alimento, água e moradia podem ser dignos e éticos em diferentes climas do planeta.

Florestas de alimentos

O segundo video é um check list  de coisas a serem observadas para se fazer a compra de um terreno. É um video dinâmico, que com uso de animação e superposição de imagens, nos leva a exercitar a leitura de paisagens visualizando possibilidades em diferentes terrenos.

 

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Plantio de aipim

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Terminando  o inverno  a vida começa a pulsar, as flores aparecem, os pássaros ficam mais ativos, etc. Uma das atividades recomendadas pela tradição do litoral de Santa Catarina, é o plantio de aipim, já que dizem que os melhores aipins são plantados na lua minguante de setembro. Também é uma boa época para receber amigos voluntariando!  Assim, aproveitando a dica, resolvemos fazer uma pequena roça.

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O solo construído com os caminhos da horta

A permacultura propõe que cada elemento cumpra pelo menos 3 funções, assim,  cada coisa é planejada, pensando nas suas utilidades e possibilidades de conexões  no sistema. Quando fazemos um canteiro instantâneo cavamos os caminhos e ali colocamos serragem. As três funções da serragem no canteiro são: deixar a umidade nos caminhos, para ser absorvida pelo canteiro, ter os pés limpos, pisando no macio e criar solos, já que a serragem se decompõe com o tempo e se transforma em solo.

Na postagem de hoje, vamos mostrar a remoção desta serragem dos caminhos, que depois de um bom tempo, se transforma em solo e volta para o canteiro.

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O Confrei e os fungos das frutíferas

Temos muitas e variadas frutíferas na nossa zona 2, e a cada tanto, alguma delas apresenta fungos. Uma planta importante de cultivar na zona 1 é o confrei, pois além de tratar plantas afetadas por fungos, também tem grandes propriedades medicinais para uso externo em contusões, entorses, fraturas, etc. Esta é uma planta muito rústica, que se multiplica por raiz, ou mesmo pelas folhas com o caule.

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Frutíferas

No mesmo dia do mutirão de colheita do bambu, fizemos a poda das frutíferas, ou seja, na semana da lua minguante do fim do inverno. O parreiral, que foi resgatado no ano passado, quando Pedro Marcos e Eluza nos ensinaram a arte da poda, agora já tomou mais forma e a tarefa não foi tão misteriosa.  DSCN1664 Continue lendo »

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Bambus

Última lua minguante de fim de inverno, hora de colher bambus, podar e adubar parreiras frutíferas. Como a poda dos bambus da espécie dendrocálamus é uma tarefa pesada e sempre temos outros permacultores pedindo para fazer práticas, etc, chamamos os amigos e fizemos mais uma celebração.  São Pedro resolveu pregar uma peça e no Sábado choveram 44mm, muita água, o que nos fez transferir a pizzada lá para a casa Mãe de tão molhado que estava tudo! Mas era só uma peça, e no Domingo, amanheceu sem chuva, quase com sol, o que permitiu o trabalho completo!

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Separamos em três equipes, uma turma foi para as parreiras e pomares, incluindo os pequenos permacultores, Martina, Zezinho, Ignácio e Théo e outras duas, com duas motosserras, encarou o mato e o trabalho pesado da colheita dos bambus e manejo das parreiras.

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O bambu cresce de dentro para fora, por isso é importante ir limpando cada touceira e deixando cada uma com apenas uns 9 a 10 colmos, de forma que eles não se enrosquem. Na foto acima as equipes chegando a uma das touceiras.

 

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Os colmos cortados são enormes   tem entre 3 e 7 anos, assim, estão bem maduros e com menos açúcares, o que diminui a probabilidade de atrair cupins e brocas. DSCN1681

Os meninos, Arthur, Fabio, José Guilherme, Marcos e Jorge, trabalhando em duas equipes fizeram o corte de galhos e colmos tortos, e colheram as varas do ano.

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Agora este bambu irá secar a sombra, e daqui a umas semanas, serão dividas em partes, cada uma com 4m de comprimento mais ou menos. As mais fortes, que são as da parte de baixo servem para colunas e estruturas mais fortes, as do meio podem ser usadas como caibros, e as das pontas são apenas para artesanato , pois tem as paredes bem mais finas.

No foto abaixo, aquela touceira da primeira foto, depois do manejo.

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Aos amigos e parceiros de mais esta empreitada,  outra vez um super obrigado!

 

 

 

 

 

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