MADEIRAS: janelas e cordwood

Aos amigos que acompanham este blog pedimos desculpas pela demora em postar novidades! E não foi por falta de coisas acontecendo na Casa da Montanha, e sim por excesso de atividades nossas: fim de ano, cursos, etc.

Bem, retomamos…

Neste tempo, com as paredes, telhado, forro e até a geodésica feitos, começamos os acabamentos da casa: fechá-la tem sido nosso objetivo, para podermos ocupar o espaço. Assim, Jorge começou a dedicar-se em tempo integral a fazer as janelas- já que trabalhar com madeira é um prazer para ele. Há tempos fizemos as contas entre comprar ferramentas adequadas e o preço de aberturas, a conclusão é de que era o mesmo, ou menos, com a diferença que ficamos com as ferramentas…

Assim, como Jorge é habilidoso e já fez janelas e portas antes, optamos por comprar as ferramentas para fazê-las, ao invés de comprá-las…As madeiras escolhidas foram madeiras certificadas,  vindas de zonas que serão alagadas por hidrelétricas. E ai começamos o trabalho! E ai,  nossa casa virou uma grande marcenaria…

O processo de fazer a janela é juntar as tábuas, colocando entre elas uma “alma” de madeira, que faz com que as peças soltas façam UMA peça única. e fixadas com um Z atrás. Estas madeiras são  plainadas, lixadas e depois recebem a impregnação de óleo de linhaça cru diluído a 50% com querosene. Nesta foto percebe-se ainda os buracos onde serão colocadas cavilhas de madeira.

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Do Ceará até a Casa da Montanha

Publicar coisas no blog, participar da comunidade de permacultura no Orkut ao memso tempo que compartilhamos o que fazemos, acabamos tendo contato com muitas pessoas… Algumas destas nos procuram e acabamos estreitando este conhecer ums aosoutros… Assim, já fizemos amigos de longe, que começaram “virtualmente” e acabaram vindo até aqui.

Em novembro de 2009, veio o Tiago, que trabalha com agroecologia e desenvolvimento social lá no Ceará… Esta visitas são antecedidas de muitas  conversas e trocas via mail, até que aconteça  “estagiar” em Yvy Porã por 5 dias. Neste post o relato do Tiago, o barbudo que aparece na foto entre Jorge, seu Zé e na ponta Rodrigo.


Yvy Porã- por Tiago Silva Bezerra

Poder vivênciar esses momentos foi muito gratificante. Conhecer Sr. José e Rodrigo (figuras fundamentais) foi muito enriquecedor. Ver pessoas (influentes em suas comunidades) se apropriando cada vez mais da simplicidade, da felicidade que é construir com barro é algo fortalecedor.

Penso que essa seja a verdadeira mudança! Quando pessoas simples, conservadora, “desconstroem” toda sua visão, que deveria ser o certo, e a partir da reconstrução de seu passado conseguem fazer grandes transformações em si e nos outros.

Acho que com as pessoas que passam em Yvy Porá acontece isso. Através da ética e bom senso de Jorge, Suzana e os outros parceir@s podemos nos dar o prazer de ousar e ser mais felizes.

O tempo foi curto, mas o aprendizado foi está sendo longo. Sempre pensei que viver feliz depende muito da simplicidade e realmente pude perceber isso nessa terra abençoada. Trouxe para o Ceará muita energia boa dessas terras férteis de amor, compaixão… Levo comigo sentimento de mudança…

Não deu para desejar os parabéns pessoalmente para meu amigo Jorge, mas passei o dia do “nosso” aniversário pensando o quanto estaria se divertindo com essas boas pessoas.

Nessas redes de amizades existe muita coisa estranha, mas é um local muito bom para se conhecer excelentes pessoas.

Abraços

Feliz em conhecê-l@s.

Há!!!!!!! Toda vez que olho qualquer artesanato de barro daqui me lembro de você. Vamos ver essa possibilidade de enviar…

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Fechando a cobertura da Geodésica

A Casa da Montanha segue, vamos fazendo as janelas, dando acabamento aos toquinhos de cord wood, mas nestas últimas semanas nossas energias e grande parte do trabalho concentrou-se em terminar de cobrir a geodésica, que será a nossa oficina. Na foto abaixo a casa vista do alto da cúpula da oficina.

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Barreando a geodésica

Seguimos trabalhando em duas frentes, conforme o tempo permite. Em dias de sol,  atacamos a cobertura da Geodésica, em dias de chuva, seguimos os acabamentos da casa, fazendo as janelas, detalhes, etc.

Nossa geodésica de base quadrada, projeto do Daniel, tem a estrutura de bambu, construída no mutirão e recebeu taliscas trançadas que deram a forma. Agora é hora de cobrí-la… Coberturas 100% ecológicas são um desafio… Como este espaço é uma oficina, com a forma arredondada, decidimos ousar e arriscar, pois caso ocorram problemas, não compromete a vida “caseira” e poderemos rever e arrumar. Assim, decidimos fazer uma cobertura usando elementos da massa do cordwood, mas tiramos a areia para que a massa ficasse mais leve e depois misturados com palhas longas- muita palha! a proporção é de 50% de palha e 50% barro, mais ou menos…

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Fechando o forro

Seguimos nesta semana colocando o forro da casa. Conforme falado em postagens anteriores, nosso forro foi colocado a uma distância de 15cm das telhas, criando assim um colchão de ar, que atua como isolante térmico. Ou seja , nossa proposta foi, em vez de comprar uma manta isolante, optamos por não usar nada, ou seja, usar o princípio de termodinâmica, da condução de calor: uma massa de ar, não é boa transmissora de calor. O ar quente ao subir será puxado pelo sputinik, e entrará pelas frestas entre telhas e forro, onde colocamos as telas. Este mesmo princípio é usado na construção das paredes duplas para fechar a parte de cima da casa, mostrada na foto abaixo.

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O sistema de ventilação da casa da Montanha

A Casa da Montanha segue, estamos na fase de acabamentos, o que vai nos deixando alegres e a cada dia temos novidades. A foto abaixo mostra a parte leste, com a carambola no primeiro plano e as madeiras para fazermos as aberturas estaleiradas na varanda.

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